quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Será que voltaremos?

Reza um ditado corrente em Angola que quem toma a água do Bengo sempre há de retornar à Terra da Palanca Negra.

terça-feira, 26 de julho de 2011

1 criança morre a cada 15 minutos

Hoje o blog abre espaço para falar de um assunto muito mais importante do que os costumeiros posts relacionados ao dia a dia em Angola.

Uma catástrofe natural está matando milhares de pessoas na África. A seca que castiga o leste da Áfricas está matando uma criança a cada 15 minutos.

A Somália é o país mais afetado e milhares de refugiados tem emigrado pelo deserto para os campos de ajuda humanitária no Kenia.

Infelizmente, esses refúgios não estão dando conta de atendar a tanta procura e pedem ajuda urgentemente.

Os países desenvolvidos se prontificaram a ajudar, mas o dinheiro não chega, e enquanto não chega mais uma criança morre.

Se você assim como eu se sensibiliza com o sofrimento de tantas crianças inocentes e não sabe como ajudar, ou mesmo tem medo que a sua ajuda caia em mãos oportunistas a ONU, por meio da sua agência de ajuda para refugiados tem um site para receber doações.

Clique aqui para acessar o site da UNHCR

É rápido, fácil e seguro, basta ter um cartão de crédito, as doações podem ser programadas para serem feitas mensalmente ou individual.

Não importa o valor, por menor que seja a quantia é uma ajuda válida.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Elinga volta a se agitar...


A Mano a Mano Produções tem a honra de convidá-la (lo) a inaguração da ExposiçãoMAMÁFRICA do artista (mangop)Marco Kabenda a ter lugar no Centro Cultural Elinga, sexta-feira dia 19 de Maio às 22h30.

Esta exposição que tem como objectivo saudar o 25 de Maio, Dia de África, conta com o patrocínio do Colecionador Nuno Pimentel e ainda com os apoios da Associação Elinga Teatro, Print Lab, Atlafina e do Movimento>>X.

O pintor vai exibir nesta exposição 12 telas, sob a tecnica de impressão (serigrafia).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sabado teve reunião de condomínio em SP


Depois de quase um ano, a malta formada por X., Branquela de Angola, Ju, Candogueiro e o leitor AM juntou-se na casa da Ju para um almoço em grande, que durou toda uma tarde e acabou-se ao sabor dos brigadeiros que só tem na rua da Ju.

Luanda, como sempre, em nossos corações e saudades.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estariam ascendendo um estopim?

Desde que os levantes no mundo árabe começaram que muitos se perguntam quando os mesmos chegarão a Angola. Agora o movimento ganha a internet e tem até data para acontecer.
Um site que eu não vou mencionar, pq não faço apologia ao crime, convoca os angolanos a irem a rua com data e hora marcados. O governos já deixou claro em comunicado em rádio e tv que se isso acontecer eles tomaram as medidas necessários amparados na lei e na constituição.
O alto comando alertou que, nestas circunstâncias podem ser tomadas medidas sérias, porque o poder não pode estar nas ruas.
Enquanto isso, o boato se espalha pela internet com textos que deixam claro que quem escreveu não é angolano e com certeza nunca esteve numa guerra e tão pouco corre o risco de ter o seu precioso sangue derramado pelas ruas.
Angola tem sim seus problemas, mas só quem não está aqui pode querer colocar o povo na rua contra o exército mais bem armado de toda a África.
Uma democracia se constrói na urna. E é lá que o povo vai dizer se aprova ou desaprova o que o governo faz. As últimas eleições foram em 2008 e as próximas serão em 2012, não faz o menor sentido colocar vidas em risco, fazer o povo sofrer mais do que já sofreu em 30 anos de guerra e ainda continua sofrendo.
Rezo para que o povo não caia nessa armadilha e que continue lutando de forma democrática para melhorar essa terra tão linda.

Xica da Silva

Lembro de ter visto Xica da Silva, uma das melhores novelas brasileiras, em Luanda. Incrível comos os angolanos gostam desta história da escrava que, no século 17, conquistou um contratador de minas português a ponto dele fazer dela uma rainha. Xica foi a Rainha do Tejuco, exigiu e conseguiu que o contratador construísse um lago no meio de Minas Gerais e nele pusesse um barco só para ela sentir a sensação de navegar no mar. Ademais, cobriu-se com os maiores diamantes do Brasil. Infelizmente, acabou sozinha, pois o contratador casou-se com a terrível Violante e foi com ela viver pra Lisboa. Xica era uma escrava vinda de Benguela. No vídeo, a abertura original, quando a novela foi exibida pela rede Manchete. A atriz Thaiz Araujo é retratada como a Virgem da Porciuncula, um entalhe pintado pelo mestre Ataíde no teto da igreja de São Francisco, em Ouro Preto. Na época o mundo veio abaixo com a releitura de obra tão sagrada. Marcou época. Viva Xica da Silva.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por onde começaríamos a visita?


Angola prevê maior movimentação de turistas em 2011

Luanda – De acordo com o Ministério do Planeamento angolano, o país vai registar em 2011 um movimento de 479 345 turistas.

Os números constam do relatório do Ministério do Planeamento sobre o Plano Nacional 2011-2012, apresentado esta semana no Seminário Nacional sobre Sistema de Planeamento, Sistema Estatístico Nacional e Orçamento Geral do Estado (OGE).

O relatório avança que para este ano está previsto um incremento de 82 mil visitantes, ou seja, em 2010 visitaram Angola 397 904 turistas, já em 2009 o número de visitantes foi 365 784 e em 2008 ainda menos, 294 258 turistas.

África surge na quarta posição, com 48 127 visitantes, quando se compara o número de turistas nos vários continentes. Em primeiro lugar surge a Europa e à frente do continente africano estão ainda a América e a Ásia.

O Executivo angolano prevê criar, para o ano em curso, um plano estratégico de marketing e promoção para o turismo, que visa a divulgação das potencialidades turísticas que do país.

(c) PNN Portuguese News Network


Comentário do X: Tem coisas neste texto que não dá para não comentar:

1) como chegam a esse número: 479 345? E se for 344 ou 346?

2) A sério que este número todo de pessoas foram fazer turismo? Ficaram em que hotel? Andaram em que táxi? Comeram em que restaurante?

3) Definitivamente, não nos acostumamos, do lado de cá, com a palavra "planeamento".

sábado, 22 de janeiro de 2011

Por pouco, Angola não deixou de falar português

O ex-presidente brasileiro José Sarney (85-90) escreveu este artigo na semana passada, publicado em vários jornais do país. Chamou-se a atencão este pormenor relativo à Angola. Seria isto mesmo, leitores da Casa de Luanda? Polêmica a opinião, ao meu ver.


JOSÉ SARNEY

Língua e ferrovia

Quando, em 1988, visitei Angola e conversei bastante com o presidente José Eduardo dos Santos, a guerra civil estava num dos seus piores momentos. Falamos, sobretudo, sobre o modelo atrasado e retrógrado da administração portuguesa. O presidente angolano pensava em fortificar e desenvolver as línguas tribais com o objetivo de extirpar o português. Fi-lo ver que a nossa experiência fora diferente. Aqui o português matou os dialetos, sobrepôs-se ao nheengatu, a língua geral, e serviu para consolidar a unidade nacional.
Assim, dizia eu ao presidente angolano, se os portugueses pouco deixaram em Angola, deixaram a língua, que a nova nação deveria utilizar para tirar todos os proveitos políticos, a unidade nacional e como instrumento para a educação e inserção no mundo com seus 400 milhões de falantes de português.

Helmut Schmidt dizia-me, há alguns anos, que o grande país que ia surgir na Ásia era a Índia, e não a China. Os ingleses tinham deixado na Índia o inglês, língua universal, e os chineses teriam que vencer a barreira da língua, com a dificuldade adicional dos ideogramas. A Índia tinha essa vantagem competitiva, que já pesava com os milhões de indianos falando inglês e ensinando em todo o mundo e com empregos disponíveis e facilitados em todo lugar.
O exemplo maior eram os "call centers", montados na Índia com preços baixíssimos e dominando os mercados, à frente o americano.
Aventurei-me a acrescentar outra dívida com os ingleses, a rede ferroviária gigantesca que eles, colonizadores, implantaram no vasto território indiano e que até hoje é a base de circulação da riqueza na região. A Índia tem hoje 81 mil quilômetros de ferrovias. Tinham eles à sua disposição o pioneirismo inglês dos caminhos de ferro, a fabricação de toda a linha técnica, desde a locomotiva, passando pelos trilhos, até a porca inglesa que aprisionava os usuários para sempre na conservação e na expansão das linhas.
O Brasil, inacreditável barreira na circulação da produção nacional, tinha 40 mil quilômetros há 40 anos e em vez de crescermos, regredimos para 29 mil. E, quando eu quis fazer a ferrovia Norte-Sul, foi uma reação brutal, principalmente dos setores paulistas, usufrutuários do modelo rodoviário que é o maior responsável pela poluição. Esse é um grande desafio.
Tivemos três presidentes com preocupação ferroviária. Eu, modéstia à parte, Geisel (ferrovia do Aço) e Lula. Dilma tem esse desafio pela frente na construção da estrutura e, ao que tudo indica, será uma presidente ferroviária. Afinal, independentemente da língua, as ferrovias são essenciais. Foi o trem o transporte do passado e será o do futuro.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo aos leitores da Casa de Luanda


Tudo de bom no ano novo que começa amanhã. Há dois anos eu estava em Angola. Há uma semana encontrei dois amigos com quem vivi aí, e outro que continua a viver. Angola sempre aqui, ó, no peito. Abraços imensos. Comemorem bwé.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Exposição fotográfica tás a ver? convida a uma viagem pela África

Mostra organizada pelo coletivo multimídia tás a ver? será

inaugurada no dia 16/11 na galeria Matilha Cultural


Qual a primeira coisa que vem à sua cabeça quando se fala em África?

A exposição tás a ver?, que será inaugurada no dia 16/11 na Galeria Matilha Cultural, traz fotografias do continente africano que vão além dos estereótipos comumente associados à África, revelando também seu lado urbano e contemporâneo. “A ideia é abrir um espaço para uma nova imaginação sobre a África atual”, diz Juliana Borges, uma dos sete integrantes do coletivo.

As fotografias são recortes de realidades distintas e contrastantes captadas pelas lentes de sete profissionais integrantes do coletivo multimídia tás a ver?, que viveram e viajaram por mais de 18 diferentes países africanos. “Uma grande curiosidade e paixão pelo continente africano nos une e, nesta exposição, queremos dividir o que vimos e sentimos: uma África contemporânea, atual, vibrante, que mistura o tradicional e o moderno”, diz Roberta Lotti, jornalista e integrante do coletivo. A curadoria do material é assinada pelos cenógrafos Pedro Vieira e Claudia Afonso, especialistas em montagens de exposições.

Logo na entrada da galeria o visitante se depara com uma instalação de áudio com sons captados em algumas grandes cidades africanas: carros, lotações, conversas, músicas e vendedores ambulantes anunciando seus produtos. Divididas em cinco núcleos, cerca de 40 fotografias estarão expostas em móbiles com espelhos a partir de fios que saem de um grande mapa africano desenhado numa das paredes. Entre as imagens, o visitante poderá ver ruas, outdoors, mercados, estradas, retratos e texturas de mais de oito países diferentes do continente.

A exposição – a primeira de uma série de três – será inaugurada com um coquetel no dia 16/11, a partir das 19h. Com o patrocínio daMandalah, empresa de inovação consciente, a mostra convida os visitantes para uma viagem que permite integrar o que eles tradicionalmente já conhecem do continente a novas referências visuais.



Sobre o coletivo tás a ver?

O tás a ver? é um coletivo multimídia que desenvolve projetos em educação, arte e cultura para ampliar o diálogo e estreitar as relações entre o Brasil e países africanos. Foi criado em janeiro de 2010 por sete profissionais das áreas de comunicação e artes. Todos moraram em países africanos – como Angola, África do Sul, Moçambique, Mali e Etiópia – e voltaram com vontade de aproximar os dois lados do Atlântico. Entre os projetos em execução estão o documentário Luanda Geografias Emocionais, sobre a capital angolana e Manos, um livro com textos de jovens escritores brasileiros e moçambicanos.


Algumas das premissas do tás a ver?

  • buscar canais de troca humana, transcendendo a produção de bens culturais ou de comunicação;

  • ampliar os canais de comunicação entre empresas, governos e organizações sociais do Brasil e de países africanos;

  • mostrar aspectos contemporâneos dos países africanos que desconstroem os estereótipos associados à África;

  • reforçar a ideia de que a África é um continente diversificado, formado por 54 países;

  • estabelecer de fato uma relação de intercâmbio entre brasileiros e africanos;

  • criar conteúdos que possam ser disseminados livremente (CC).


Sobre a Matilha Cultural

A Matilha Cultural é uma entidade independente e sem fins lucrativos instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. A Matilha integra um espaço expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas sócio-ambientais do Brasil e do mundo.


Serviço

EXPO fotográfica tás a ver?
16 a 27 de novembro de 2010
Galeria Matilha Cultural

R. Rego Freitas, 542 - próximo à estação República do metrô, tel. (11) 3256-2636

matilhacultural.com.br
de terça a domingo, das 12h às 20h – o horário de funcionamento da casa pode variar conforme a programação.
entrada gratuita


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Retornei à Angola hoje à noite - e morri de saudades, como num fado rasgado...


Depois de praticamente um mês de negociações, idas e vindas de amigas à Lisboa, encontros e desencontros, caiu-me hoje às mãos o livro Aerograma, de Afonso Loureiro.

Filho direto do fabuloso blog de mesmo nome, listado ao lado, o livro de Afonso, já nas primeiras páginas está sendo, para mim, uma leitura misturada de alegrias e saudades desta terra distante que nos uniu a todos, os desta Casa, os dos outros blogues, os que ficaram, os que foram para outras paragens.

Tantas, tantas saudades...essa coisa que só quem se expressa em Língua Portuguesa sabe o que é...

Vou ler o Aerograma à maneira de Clarisse Lispector: aos poucos, poupando as páginas, para que a história não chege ao fim logo. E, de propósito, deixar o livro escondido em alguma gaveta de casa só para depois ter a grata supresa de encontrá-lo de novo.

A relação da Casa de Luanda com o Aerograma, na verdade, sempre foi muito esquisita. O Afonso chegou em Luanda pela mesma época que a maioria de nós, julho de 2008, mas só encontrou com um ou dois moradores daqui uma única vez. Não faço a menor idéia de o autor está mais para o look do Ricardo Pereira ou o aplomb do Zé Socrates. Virtualidades...

De longe, o rapaz sempre mostrou-se mais observador e narrador da realidade angolana - sem tintas para nenhum lado, como é hábito de quem abre um blog - mil vezes melhor do que nós, um bando de jornalistas, na sua maioria.

Até hoje desconfio que o Afonso é jornalista também. Escreve muito bem o rapaz.

Sem contar o manancial incrível de fotografias do blog, algumas delas copiadas sem a menor vergonha por jornais angolanos, a ponto do autor tomar a drástrica - e para nós gozadíssima - decisão de colocar uma marca d´àgua nas fotos.

De longe, à princípio, percebe-se logo o olhar humanista de Afonso, ao observar e escrever no blog e no livro coisas como:

"Percebo o sentimento dos que falam de África com um sorriso e um lágrima".

O que é, hoje, o blog Casa de Luanda senão só isso?

Ou ainda:

"Dizem que no dia que se chega a um país sabemos o suficiente para escrever um livro, mas que ao fim de um mês o conhecimento só enche uma página e ao fim de um ano escrevemos uma linha, a custo."

É isto mesmo: quanto moradores desta Casa não escrevem mais uma linha?

Parabéns, Afonso, por escrever este belo registro sobre esta terra que todos amaremos para sempre e por fazê-lo chegar até aqui, nesta outro ponta do triângulo chamado Brasil.

O livro pode ser adquirido através da loja virtual do Aerograma (http://aerograma.net/livro), ou nas seguintes livrarias:

- Livraria Nazaré e Filho, na Praça do Giraldo, 46 – Évora - Livraria Apolo 70, Centro Comercial Apolo 70 – Lisboa - Livraria Diário de Notícias, Praça D. Pedro IV, 11 – Lisboa - Livraria Oficina do Livro, Praça D. Pedro IV, 23 – Lisboa - Livraria Portugal, Rua do Carmo, 70 – Lisboa - Livraria Círculo das Letras, Rua Augusto Gil, 15B – Lisboa - Livraria Barata, Av. de Roma, 11A – Lisboa - Natureoffice, Av. 5 de Outubro, 12E – Lisboa

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Brasil elege a primeira presidenta da sua história


Dilma Roussef, ex-ministra da Casa Civil, 54 anos. Lula anuncia que vai se dedicar a levar ao mundo seus programas sociais, nomeadamente o Bolsa Família, em países pobres da América Latina e da África. Dilma assume a presidência do Brasil em 1 de janeiro de 2011.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ah, como eu queria ter uma bola de cristal agora


O Mercado do Kinaxixi, numa altura em que ainda existia, em foto do Kota 50: só lembranças

Nos próximos dia, deve chegar aqui por casa o livro Aerograma, do blogueiro Afonso Loureiro, do ótimo Aerograma. Espero o título com muita expectativa - já tentamos fazê-lo cruzar o Atlântico duas vezes e não deu certo - e agora acho que vai. Obrigado, Afonso.

Vai ser muito bom para relembrar das coisas de Luanda, apesar de eu ter lido todos os posts, um a um, e o livro trazer lá uma ou outra novidade. Mas vamos lá. Tudo isso é para dizer do meu desejo de ter um portal de teletransporte ou uma bola de cristal e aparecer, de súbito, em Luanda, e ver o que mudou nestes quase dois anos em que parti.

Os leitores que quiserem me ajudar, podiam responder nos comentários:

1) Como está a noite da Ilha de Luanda?

2) Já houve a gala da revista Chocolate este ano?

3) O trânsito na rua Rey Katyavala ainda é muito caótico?

4) Os ônibus finalmente começaram a circular em Luanda?

5) Sónia Boutique ainda anuncia na TV, sempre que há coleções novas nas lojas?

6) Os vôos da Taag para o Rio de Janeiro ainda são muito divertidos?

7) O Elinga teatro e o Palos ainda bombam, com as baladas mais incríveis de Luanda?

8) As catorzinhas ainda pedem saldo como prova de amor?

9) Ainda existe o programa Nu Feminino, um momento de relax, na RNA?

10) A Coluna Gente, do Jornal de Angola, ainda cobre as festas e buxixos da sociedade com notas fantásticas também sobre artistas brasileiros?

11) Os brasileiros mais emperdernidos ainda vivem pros lados do Futungo de Belas?

12) As praias da moda ainda são as do Mussulo?

13) As festas de aniversário ainda começam na sexta e vão até domingo, nos buffets da Maianga?

14) Quais são as músicas da moda? A nosso memória lembra de "A Outra" e "Gnaxi".

15) Como estarão aquelas torres todas que subiam em 2008? As gruas ainda dominam a paisagem para os lados do Miramar?

16) E eleições, quando teremos em Angola?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Baleias

E a polêmica a cerca das baleias que visitam Luanda continua. Alguns angolanos andam alardeando aos 4 cantos do cyberespaço que as baleias são frequentadoras assíduas de Luanda.

Que elas passeiam por essas bandas não resta dúvidas, mas dai a dizer que é um fenômeno corriqueiro da paisagem da cidade existe uma enorme diferença.

Algumas fotos foram espalhadas, tiradas do Chicala, como se fosse assim, fácil, fácil dar de cara com as piruetas de uma baleia em meio ao caos do trânsito quando se volta do trabalho...

Mas agora a verdade vem a tona. Sim as baleias estavam no Chicala, mas não estavam assim tão perto e tão pouco foram vistas por todos. Apenas um pequeno grupo privilegiados que passeavam em seu barquinho pode apreciar o belo espetáculo.

Quem quiser ver as fotos publicadas no blog do Angola Bela é só clicar aqui..

Eu continuo procurando quem viu assim de tão pertinho as rainhas do mar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Conversas nossas

A vantagem do tempo fresco e chuvoso de Portugal é podermos passar o dia todo entre o sofá e a cozinha, o sofá e o computador, o sofá e um filmezito na televisão sem remorsos de se ter perdido um óptimo dia de praia, como em Luanda. Num dos momentos de preguicite domingueira, fui investigar como parava o meu outro blog. Fui recordar, coisa para a qual não sou muito dada. E claro, fui encontrar os sempre queridos comentários do FBaião. Um que já nem me lembrava, era a promessa de que beberíamos uma biricoca em Luanda. Nunca bebemos nenhuma. Juntos. Também prometemos, isso já na Casa, que ele me autografava o último livro. Também falhamos. Apesar da "personagem" polémica em alguns assuntos, é indiscutível que muito aprendemos com o FBaião. Inevitavelmente sobre Angola, o país que tínhamos todos, os da Casa e muitos dos comentadores, em comum. Num dos comentários que o FBaião fez no meu blog, dizia-me que quando engravidasse, para beber água do Bengo e o bebé nasceria forte e suadável. Tentei encontrar o comentário mas, são tantos os que fazia, quer aqui quer no outro blog que foi impossível encontrá-lo. Guardei-o na altura para mim e achei carinhoso, que o FBaião achasse que o meu bebé, na sua imaginação, iria de alguma forma estar ligado a Angola. Que eu estaria ainda em Angola, quando chegasse a altura. O comentário, terá sido feito à cerca de 2 anos. Esta na hora, Fernando, de beber a água do Bengo.
*Apesar de não apreciar especialmente de exposição no blog, este é o post em que decidi lembrar, o FBaião. Já passaram alguns meses que nos deixou mas, a recordação ficou. Para sempre.

sábado, 9 de outubro de 2010

O mundo

Uma casca de noz. Descobri uma nova esteticista em Portugal, que num momento de urgência me fez infiel à minha que já dura à 15 anos. Quando entrei, mulata, cara que ri e português com o meu sotaque. Depois de alguma conversa de momento, o costume nestas coisas duríssimas de garota, descobrimos que ela nasceu onde eu vivo agora. Os olhos brilhantes e o sorriso aberto deu para perceber que realmente, há coincidências muito boas, que juntam pessoas improváveis. Depressa percebemos que a família mora na área onde eu trabalho e, que ela viveu no país dela, praticamente os mesmos anos que eu. Nunca voltou. A diferença é que os olhos de menina dela, não viram o que os meus olhos de mulher vêm, hoje. Hã, e já lá voltei, outra vez (que me perdoe a antiguinha).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Site sobre cultura africana lançado na Bienal de SP

Informação da Folha de São Paulo

Buala.org reúne artigos sobre literatura, música e artes visuais

SILAS MARTÍ
DE SÃO PAULO

De olho na mais nova geração de artistas africanos, um site que será lançado hoje na Bienal de São Paulo tenta mapear a produção cada vez mais forte dessa região.
Batizado de Buala, termo no dialeto quimbundo que significa casa ou aldeia, o novo portal deve cobrir todos os tipos de manifestação cultural na África, de literatura e música às artes, com foco em países de língua portuguesa.
"Existe uma nova geração de artistas que nasceu no pós-independência e começou a criar um discurso próprio", diz a portuguesa Marta Lança, editora do Buala.org. "Estão mais conscientes de seu lugar no mundo, buscando uma nova africanidade."
Já de pé, em fase de testes desde maio, o site registra por volta de 10 mil acessos por mês e tem cerca de 50 colaboradores espalhados pelo mundo, em especial em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil.
Para além da esfera lusófona, também há colaboradores no norte africano, no Senegal e na África do Sul.
"Para nós, interessa a situação atual, aquilo que é produzido hoje nesses países", diz Lança. "Não é uma África cristalizada no tempo. Interessam as grandes transformações das metrópoles."
Toda a reformulação urbanística de Luanda, por exemplo, é assunto para um amplo ensaio publicado no site.
Também há contribuições de escritores angolanos como Mia Couto e José Eduardo Agualusa, além da cobertura de fenômenos da cultura pop, como o estilo kuduro.
"É criar esse canal de informação entre o continente e a diáspora, usar a cultura digital para conhecer o continente", diz Lança. "Muitos dos próprios africanos não têm acesso ao discurso que está sendo produzido sobre eles."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Foto para o sentimento de Migas

Atiradoras de elite aponta suas armas para a porta de entrada da Casa, pelo lado dentro: ai de quem não estiver de acordo com as regras

O clima anda quente aqui na Casa, pois não? Acaso o Cacimbo já acabou em Angola? Gostava imenso de saber.
Bom, nos meus arquivos de fotos encontrei esta, publicada acima, que retrata bem o que está sentindo neste momento a Migas, descrito no post abaixo.
Para as meninas que são protagonistas, uma lembrança: eu simplesmente MIAKABO de rir todas as vezes que vejo esta foto, ela é a síntese do nosso final de projecto, ahahahaahaha
ahahahhaha
ahahahahaha
aahahahaha

sábado, 25 de setembro de 2010

A quem servir a carapuça

Lamento mas os meus posts não são democracias. Se os leitores acharem que podem comentar e acrescentar algo interessante ao tema, óptimo. Podem até discordar, wow! Não me faz confusão nenhuma que não partilhem as mesmas opiniões ou, apresentem outros pontos de vista. No entanto, comentários mal educados, como o que apaguei no post anterior serão apagados. Estúpidos, já nos bastam os que temos de aturar na vida real e para esses, não há tecla delete. Os outros, os tristes, dependem da minha disposição e tempo. E sim, quem se arrisca a comentar com má educação, também se arrisca a receber uma resposta no mesmo tom. Repito, dependendo da minha boa disposição e tempo, claro. Quanto aos outros autores, não seguem obrigatoriamente esta regra. Esta é a minha regra. E pronto, era isto minha gente. O tempo passa mas pelos vistos, os que não simpatizam comigo ou com a Casa de Luanda, continuam a visitar-nos. Palminhas!