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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Advinhe qual era o partido?

Esta é da série "acredite se quiser".

Resolveram fazer, no fim de semana, um comício lá onde Judas furou as meias (sim, as botas ele perdeu muito antes), que por acaso é também o lugar onde habita este signatário. Montaram palco para o show, barraquinhas, bandeirinhas e aí descobriram que o Posto de Transformação da região não dava conta de iluminar a praça onde seria a festa.

Como resolveram o impasse? Desligaram a energia de metade do bairro para garantir a festa.

Resultado: minha casa está sem luz desde sexta-feira. O comício foi no sábado, mas como os técnicos não pretendiam trabalhar no fim de semana, desligaram já na sexta.

Só devem religar hoje. Ah, essa democracia...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Começo de um novo dia

O despertador toca às 5h. Moramos longe agora e para evitar o trânsito é preciso sair cedo. Pulo da cama, aperto o interruptor, não há energia elétrica. O gerador já foi comprado, mas o eletricista não terminou a instalação para que ele funcione. Sem eletricidade, não há electrobomba. Sem electrobomba, não há água para banhos, dentes…

A P. sugere banho numa academia da cidade. Não somos associados, mas é possível pagar uma aula avulsa. Por 10 dólares, dispensaremos a malhação e aproveitaremos os chuveiros.

Mochilas feitas, montamos na Doroteia e uma hora e meia depois chegamos à academia. As regras mudaram. Agora paga-se um pacote de 10 aulas a módicos 150 dólares. E eu só quero um banho.

A P., sempre ela, lança o plano C. Liga para a nossa irmã Flávia e consegue uma ducha free.

Enquanto a P. toma banho, tento me conectar à Internet para adiantar alguns e-mais, mas a Movinet não está a trabalhar. Ok, pra que pressa? Vou ter de ficar até as nove da noite no escritório para não pegar o trânsito.

De banho tomado, percebemos que são 8h e a P. não chegará a tempo na reunião dela se me levar ao trabalho. Ela segue com a Doroteia para a Baixa, eu vou a pé para o escritório, que é mais perto. Basta caminhar uns 10 minutos cruzando o parque entre a Sagrada Família e o Alvalade.

Ando algumas quadras na rua e chego ao portão do parque que alguma mente iluminada trancou com uma corrente. Não há maka. O que é um cadeado no meio do caminho num dia como esse? Pulo o portão.

No escritório, ninguém chegou. A porta da minha sala está trancada e não tenho a chave. Mas, vamos ver o lado positivo das coisas, vou aproveitar para tomar o café da manhã na pastelaria ao lado.

No caixa da pastelaria para o pré-pagamento, descubro que o Multicaixa não está a funcionar. Grande novidade. Pergunto os preços, faço as contas. Faltam-me 10 kwanzas. Posso trazer mais tarde? Venho aqui todas as tardes. Desculpa lá o amigo, mas o caixa é novo, não me conhece, não pode deixar assim.

Ok, volto já. Vou até o Multicaixa mais próximo, uns 50 metros abaixo, para retirar o dinheiro. Está quebrado. Há outro Multicaixa 100 metros adiante. Caminho até lá. O visor informa: “Procure o Multicaixa mais próximo”. Qual? Aquele que está quebrado?

Volto ao escritório sem mata-bicho. A faxineira já chegou, ela tem a chave da minha sala. Abre a porta, ligo o computador, a Internet do escritório também não funciona.

Tudo isso, antes da 9 da manhã.

Tem dias em que eu acho que Luanda preferia que eu fosse embora.

Tem dias em que eu tenho certeza.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Estamos comemorando

Finalmente, depois de cinco dias, hoje tivemos energia para movimentar a bomba de água. Voltamos a tomar banho de chuveiro!