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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hoje é dia de Choro

Calma, não se trata de nenhum rio de lágrimas, muito menos de birra de menininha mimada, rs.

Em comemoração a semana da independência do Brasil a embaixada organizou um show de chorinho no Chá de Caxinde, hoje a partir das 20:30h.

Como sempre a divulgação não foi adequada e só fiquei sabendo por acaso ao "zapiar" pelo canal da TV Brasil.

Para quem não conhece o chorinho é um estilo de música tradicional brasileiro com mais de 130 anos, surgiu em meados de 1870 no Rio de Janeiro.

Apesar do nome soar triste a música é muito alegre e empolgante. Alguns dos "chorões" mais conhecidos são Chuiquinha Gonzaga e Pixinguinha.

Rodrigo Lessa Quarteto é o grupo que vai tocar hoje,sem dúvida nenhuma vale a pena conferir de perto esse show e matar um pouco das saudades do Brasil.

Para quem não conhece eu recomendo chorar conosco, esse tipo de choro, como o outro, faz muito bem a alma.

PS: Após não sei mais quantos meses de seca, hoje está chovendo em Luanda!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O Kudoro chegou à Bahia

O Kuduro, ritmo angolano por excelência, atravessou o Atlántico (como menos intensidade com que chegou à Lisboa, é verdade) e domina Salvador. Vejam que gracinha esse bailarinho mirim.Te cuidam, kuduristas da Chicala ou Sambizanga ou ainda do Prenda.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Festa Junina em Luanda




O ano passado reclamei tanto de não ter ficado sabendo da festa junina da embaixada brasileira que esse ano já recebi uns 10 convites, rs.

O arraial chegou mesmo por essas bandas. Em maio já tivemos duas “festas juninas”, ainda não entendi por que em maio, mas enfim, pelo que me disseram foram muito boas.

Para quem não foi a nenhuma, ou para quem já foi e quer aproveitar mais um pouco das delícias de um autentico arraial brasileiro, segue a dica:

Festa Junina da Embaixada Brasileira, dia 05 de junho a partir das 18 horas no Tamariz, com muito forró e comidinhas típicas.

Entrada 1 kg de alimento não perecível.

Migas, quero te ver lá, hem!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Tudo ao pormenor sobre a Gala da Beneficência

Danilo dos Santos, Grazi Massafera, Cauã Reymond, Joseana dos Santos e a primeira-dama Ana Paula dos Santos

O próximo ‘Revista África’ levará aos assinantes da TV Globo Internacional todos os detalhes da 3ª edição da Gala Internacional de Beneficência, realizada no ultimo dia 19, em Luanda. A equipe do programa esteve presente e fez a cobertura completa do jantar anual, organizado pelo Fundo de Solidariedade Social LWINI, com o objetivo de arrecadar fundos para ações de apoio às vítimas de minas terrestres.

Durante a festa, o ‘Revista África’ conversou com os atores da Rede Globo Grazi Massafera e Cauã Reymond, padrinhos do evento. O casal, que esteve pela primeira vez no continente africano, destacou a importância de participar de iniciativas em prol de questões humanitárias e aproveitou para agradecer o carinho recebido do povo angolano.

O programa deste sábado terá também uma entrevista com o secretário executivo do Fundo de Solidariedade Social LWINI, Alfredo Ferreira. O executivo falou sobre a criação da entidade, presidida pela primeira-dama angolana, Ana Paula dos Santos, e detalhou as quatro áreas de atuação da organização: educação, saúde, formação profissional e incentivo ao retorno das vítimas às suas regiões de origem.

A TV Globo Internacional exibe o ‘Revista África’ aos assinantes da Europa, África e Oriente Médio todos os sábados, logo após o ‘Jornal Hoje’.

Comentário do datilógrafo: no Brasil, a Grazi é deslumbrante mas, ao lado das deusas de ébano angolanas, sinceramente, não passaria em nenhum casting se eu fosse o diretor da novela.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Grazi Massafera e Cauã Reymond

Tsc tsc tsc...

Abre aspas:

"Grazi Massafera e Cauã Reymond embarcam para Luanda, capital da Angola, amanhã, dia 18, e voltam no sábado, dia 20. A viagem está sendo armada pela própria Rede Globo e a convite da primeira-dama da Angola, já que os dois atores são superpopulares por lá por conta das novelas da emissora, que são transmitidas no país africano.


* Na agenda do duo, um jantar de gala da Fundação Lwini, que cuida de crianças mutiladas por minas terrestres. Cauã e Grazi serão padrinhos do evento."

Fecha aspas...

Tsc tsc tsc

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A velha amizade que nunca acaba


E continua a render frutos, da melhor qualidade, como esta exposição que amanhã inaugura em Luanda - onde infelizmente não estou para prestigiar. É o trabalho de um fotógrafo brasileiro, João Paulo Barbosa, que vive solto pelo mundo e tem fotos de tribos da Amazônia expostas em grande no Washington D.C., patrocinadas pela National Geographic.
Nesta mostra, que abre as portas amanhã (19) em Luanda, ele vai mostrar um pouco mais das afinidades entre brasileiros e angolanos clicados por suas lentes. A exposição abre às 18h, na União Nacional dos Artistas Plásticos, a UNAP, que fica na Rua Rainha Ginga, números 29/33. Se você estiver em Luanda, não deixe de prestigiar.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Essa você não vai ler no Jornal de Angola

Dia desses eu entrava num ministério em Luanda e dei de cara com um cartaz de um projeto social. Uma das fotos me pareceu familiar. Fui checar e bingo! Era uma imagem feita por mim e publicada nesta Casa.

Eu ficaria lisonjeado se tivesse sido consultado sobre a utilização da foto. Provavelmente a liberaria sem custos e poderia ter cedido o arquivo em alta resolução. Mas nada disso aconteceu. A foto foi “roubada” do blog sem prévia consulta e publicada em baixa resolução, o que resultou num resultado porco, uma imagem totalmente “pixelizada”. O cartaz em questão foi elaborado por uma consultoria de estrangeiros que certamente cobrou ao ministério não menos de USD 50 mil pela produção.

Esse caso é emblemático do tipo de “consultoria” que alguns expatriados prestam em Angola. Por que o governo não toma providências? Porque os poderosos angolanos são sócios dessa grande mamata.

Alguns estrangeiros que chegaram a Angola ainda no tempo da guerra, quando poucos se aventuravam, fizeram boas amizades no governo e Criaram empresas angolanas com sócios muito importantes no partido ou na família do presidente.

Graças a esses sócios, as empresas conseguem contas importantes dos ministérios, contratos milionários. Prometem consultoria com mão-de-obra especializada. Na prática, trazem poucos profissionais gabaritados pagando salários razoáveis, e um bando de jovens recém-formados ou mão-de-obra rejeitada pelos exigentes mercados de trabalho de seus países. A esses pagam entre USD 1000 e USD 3000 mensais. Como atrativo oferecem casa, passagens aéreas a cada três meses para os países de origem e carro com motorista. Tudo bancado pelos cofres do governo angolano.

Os contratos sempre prometem implantação e treinamento da equipe angolana que tomará conta do projeto depois. Na vida real ninguém ensina nada aos angolanos. Assim, o dono da consultoria perpetua o contrato milionário. É um grande negócio entre amigos.

Enquanto isso, no Jornal de Angola de hoje você pode ler sobre a linha de crédito que Angola vai abrir a Bissau. Tem também uma notícia sobre o aumento do volume de receitas da repartição fiscal do Namibe em 2008.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Isso não se faz

Então nos reunimos no sábado na casa do A. e da F. para ver o último capítulo de "A Favorita", novela que só passamos a acompanhar há uns dez dias, mas sabe como é, último capítulo de novela das 8 é uma insitutição, quase como final de campeonato no Maracanã, você tem de assistir mesmo que não seja o seu time a jogar. E quando ligamos a tevê, a primeira cena que apareceu foi a da Flora com aquele lenço preto ridículo na cabeça e aqueles óculos gigantescos à Xico Sá, observando o Zé Bobo, ainda solteiro, vestido de fraque, numa longa conversa com duas personagens menores, e eu exclamei estupefato: "Mas esse é o capítulo de ontem!".

Aqui em Angola a novela passa com um dia de atraso. Como o dramalhão acabou na sexta no Brasil, tinhamos certeza de que o último capítulo seria exibido aqui no sábado. Mas não. A Globo internacional nos fez a presepada de reprisar o penúltimo capítulo, o que havia ido ao ar na sexta, deixando para hoje o último capítulo.

E o resultado disso é que eu estou desde sexta-feira sem ler os jornais brasileiros pela internet porque não quero saber o final antes da hora (por favor, amigos leitores do Brasil, não façam essa sacanagem de me contar nos comentários o que aconteceu).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Angola Brasil (ou vice-versa)

Estas fotos poderiam ter sido tiradas numa quadra de escola pública em Salvador, Rio ou São Paulo. Mas eu as flagrei aqui mesmo, no Colégio Dom Bosco, mantido pelos padres Salesianos no Sambizanga, bem em frente ao Roque Santeiro.










domingo, 30 de novembro de 2008

Docinhos brasileiros

Aprendi a fazer este fim de semana. Esta bandeja, que ornou uma feijoada importante na Embaixada Brasileira, foi toda feita por mim e pelo meu professor.

São deliciosos e muito bonitos, como vocês podem ver, mas já vou avisando: dá um trabalhão danado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Estereótipos – Parte 2

J. (aquele o professor deste outro post, lembra?) chegou na universidade e durante duas semanas, sua sala permanecia vazia. Só podia ser culpa do atraso em sua chegada, pensou. Como o semestre iniciara sem aquela disciplina, talvez ninguém soubesse que finalmente o professor chegara.

Mas intrigava-o uma coisa. De quando em quando um jovem colocava a cabeça pela porta, olhava pra ele, ia embora. Resolveu investigar e, advinhem?

Os alunos passavam pela sala para ver se afinal o tal professor brasileiro havia chegado. Olhavam para ele e, claro, só poderia ser um estudante angolano. Um negro brasileiro, ainda jovem daquele jeito, não seria professor universitário. Muito menos de uma das instituições mais respeitadas do Brasil. Afinal, eles assistem às TVs brasileiras e o Brasil é um país de brancos.
Ah essa TV brasileira...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Estereótipos

J. é brasileiro, jovem, professor universitário, recebeu um convite para lecionar em Luanda e mudou-se para Angola. Na chegada ao aeroporto haveria um motorista a esperá-lo, avisaram. Ele chegou, aguardou no saguão, nada. Achou afinal um rapaz que segurava um cartaz com o nome da universidade.

- Olá, você é o motorista da universidade?
- Sim senhor, estou a esperar um professor.
- Eu sou o professor.
- Não, estou a aguardar um kamba brasileiro.
- Pois é, sou eu mesmo.

O motorista espantou-se e tal, o professor faça o favor de me desculpar, achei que fosse angolano, cá em Angola estamos muito habituados a assistir as TVs brasileiras, tás a ver? Achava que no Brasil só houvesse brancos...
Ah essa TV brasileira...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Grande Família Angolana - Projeto Kalunga

No final dos anos 70, início dos 80, um grupo de músicos brasileiros aportou em Luanda para participar de uma série de shows denominada Projeto Kalunga. Vieram Gilberto Gil, Chico Buarque, Martinho da Villa, Djavan, Alcione, entre outros.

A família de tia Justina estava lá, acompanhando de perto.

- O Chico Buarque veio com a Marieta Severo. Eles foram para Benguela e foi lá que ele fez aquela música “Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho ou chocalho é que mexe com ela...” – cantarola Ricardo Lobo.

- O Chico queria ficar dançando com as moças, com a mulher ali do lado. Eu hein? Nem bonito ele era... – comenta Natália.

O Chico Buarque não era bonito? Ah se as brasileiras ouvem isso, Natália...

- Não era mesmo. Muito esquisito ele.

Tia Justina lembra a melhor história de todas.

- No jantar com autoridades, o Martinho da Villa já tinha tomado uns copos e de repente começou a dizer: “Ele está aqui entre nós, ele está aqui...” Um dos ministros perguntou: “Camarada, quem é que está aqui?” E o Martinho: “Agostinho Neto! Ele está aqui!” O gajo achava que tinha recebido o santo do Agostinho Neto.

E todos dão gargalhadas antes de partir para a próxima história.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Você já teve malária?

Fazer uma pergunta dessas a um angolano equivaleria a perguntar para alguém, em São Paulo, se já ficou gripado alguma vez na vida. A malária ainda é endêmica por aqui. No ano passado, 2 milhões de pacientes foram internados nos hospitais de Angola com paludismo (vide o Grande Dicionário).

Essa é uma boa notícia.

Em 2003, o número de internados havia sido de 3 milhões, tempo em que a maioria dos doentes sequer procurava ajuda. O tratamento era pago, custava caro e só ia parar nos hospitais quem entrava em coma.

Em 2006, o governo de Angola decidiu fazer o que o Brasil até hoje não fez em relação à dengue: atacar o problema com seriedade.

Aprovou uma lei tornando o tratamento gratuito para todos, passou a usar o Coartem, o medicamento mais eficiente contra a malária no momento, e buscou apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, para trabalhar a prevenção.

Desde então o Unicef já distribuiu 1,8 milhão de mosquiteiros impregnados no país. No ano passado, 215.500 crianças com menos de 5 anos e 27.300 mulheres grávidas foram curadas com Coartem.

Resultado: o número de mortos caiu de 30 mil, em 2003, para 7 mil no ano passado. E a malária deixou de ser a primeira causa de mortalidade infantil nas maternidades de Luanda.

A seguir, a Casa de Luanda apresenta gente comum que está ajudando Angola a vencer essa guerra:

O vigilante Tomás
Laurindo Tomás se orgulha de ser vigilante da Saúde. O programa foi implantado no ano passado pelo governo provincial de Luanda, que se baseou no modelo brasileiro de agentes comunitários. Tomás ganha 4 mil kwanzas por mês (US$ 53) para visitar 100 famílias perto da casa onde mora, no Bairro Boa Esperança, em Cacuaco. Ensina noções básicas de saúde, encaminha doentes ao posto médico, consegue mosquiteiro para as grávidas e garante que os bebês recebam as vacinas. Soma-se a outros 1.669 vigilantes em seis municípios.
O médico Pascoal
Domingos Pascoal dirige a Unidade Sanitária de Cacuaco, posto de saúde para onde correm todos os doentes em busca de tratamento. Antes, vivia uma rotina de emergência, pois os infectados por malária só chegavam ali em estado crítico. Hoje, graças aos agentes de saúde e à gratuidade do tratamento, o posto vive mais cheio. Mas Pascoal não se queixa. Agora, pelo menos, ele consegue curar mais gente.

A mãe Maria
Mãe de sete filhos, Maria Cecília João Miguel teve malária na última gravidez. Foi encaminhada por Tomás para o posto de saúde dirigido por Pascoal e recebeu o tratamento. Tomou religiosamente os 15 comprimidos e livrou seu filho contrair a malária congênita – transmitidas da mãe para o bebê, as toxinas do plasmódio falcíparo impedem o desenvolvimento do feto e provocam sua morte no nascimento. O bebê de Maria nasceu saudável, há cinco meses, e hoje eles dormem sob um mosquiteiro impregnado doado pelo Unicef.

A médica Alexandra

É uma das coordenadoras do programa na Direção Provincial de Saúde de Luanda, interface do governo com o Unicef. Luta para que as direções municipais entendam a importância dessa guerra contra a Malária.

Os cearenses Carlile e Miria

O médico cearense Antonio Carlile Lavor e sua mulher, a assistente social Miria Lavor, se mudaram para Angola para treinar os vigilantes de saúde de Luanda. Eles são os pais do programa brasileiro, cujo primeiro piloto Carlile implantou em Planaltina (DF) em 1975. Depois disso ele voltou para Jucás, sua terra natal, levando a idéia no bolso do jaleco. De lá ela foi ampliada para o Ceará, depois para o Nordeste Brasileiro (já com a chancela do Unicef) e finalmente para todo o país. Hoje o Brasil tem 220 mil agentes de saúde. Os dois foram contratados pelo Unicef como consultores do programa em Luanda.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Trouxa de roupa na cabeça

Então eu tinha de transportar uma imensa trouxa de roupas da casa onde elas haviam sido lavadas, no Kinaxixi, até a nossa nova morada, no Maculusso. E como fazia um sol inclemente, eu sem viatura para me ajudar, decidi seguir o exemplo das mulheres angolanas. Mandei o fardo pra cima da cabeça.

Pra quê? Virei atração na rua. Os homens troçavam de mim:

- Tá cansado o mundele? - e se riam, divertidos, até que uma mulher me parou:
- Moço, quem carrega coisas assim são as mulheres, tás a ver? Os homens usam mesmo os braços, que são fortes.
- Mas assim é melhor de carregar - respondi. - E ainda faz sombra pra esse sol quente.

Ela não se agüentava de rir:

- Ai é? Pois olha, vamos que eu lhe ajudo. Tire o fardo daí que estão todos a rir de si.
- Não faz mal. Onde está escrito que homem não pode carregar nada na cabeça?
- Tou a ver logo que és do Brasil, pois não? Baixe cá essa sacola e vamos juntos - divetia-se ela.

E caminhou comigo até a esquina da minha rua.

sábado, 15 de março de 2008

Globosat – cena 1: nossa amiga Débora

Pegamos um dos carros compartilhados que percorrem a Ilha de Luanda. Junto de nós entram duas meninas dos cabelos trançadinhos e uniforme da escola primária. Cheias de risadinhas e cochichos por estarem andando com dois pulas (como eles chamam os gringos como nós):
-São brasileiros?
-Somos sim.
-São amigos da Débora?
-Hmmm... Que Débora?
-A Débora, brasileira...
Tentamos lembrar o nome de todos os brasileiros que já conhecemos por aqui. Mas não, não há nenhuma Débora.
-Ela mora aqui na ilha?, perguntamos.
-Não... Ela mora no Rio de Janeiro. Eu vi na televisão, na novela.
A ficha cai mais rápido para o F., noveleiro:
-Ah, já sei... Ela teve um filho, não?
-Isso... Na Duas Caras. Estou a ver novela, estou a ver videoshow...
-Bem, morávamos na mesma cidade. Mas a Débora (Falabella), anda pouco pela rua. É muito famosa. Também só a vemos pela TV...

Globosat – cena 2: nosso amigo Zeca



Entramos no jipe das N.U. e o motorista me lembra de checar se a porta está travada:
-É que há gatunos que aproveitam o congestionamento para roubarem as pessoas dentro dos carros.
-E isso é comum por aqui?
-Sim, cada vez mais comum. A Globo mostrou aqueles gajos em São Paulo roubando bolsas dentro dos carros, pois não demora a começarem a fazer o mesmo por aqui. Tudo o eles mostram vira logo moda em Luanda.

Em Angola, domina a cultura do importado. Os carros são japoneses, os enlatados são europeus; os plásticos, chineses. E os cabelos (sim! Isso mesmo!), brasileiros. O porto é um dos mais movimentados do continente, e os navios chegam a esperar dias na fila para atracar. Mas a grande importação chega mesmo pelas parabólicas. E a Rede Globo é, sem dúvida, o exportador número 1 de tendências. Do mundo imaginário das novelas à vida real dos noticiários. Atenção Zeca, Bonner & Cia: olha que responsabilidade!