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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Um país pode ser traduzido numa letra de música?

Matias Damásio, em clique exclusivo da equipa JE para a Casa de Luanda

Toda a gente conhece essa figura da foto acima: Matias Damásio, autor de diversos sucessos. O mundo veio abaixo no final do ano passado quando ele lançou "Eu sou a Outra", uma ode às puladas de cerca (quem nunca pulou?), ouvida e cantarolada a plenos pulmões por nós nas tardes inteiras que perdíamos no engarrafamento indo para o trabalho, no rádio do carro.

Outra música dele que me lembra muito, mas muito, as curvas do Kinaxixi, das Ingombotas, da Maianga, do Prenda, da Rey Katyavala, da Samba, da Ilha e de tantos flashes que ainda me chegam desse país distante é esta, cuja letra transcrevo abaixo. Quem nunca ouviu não faz idéia da beleza desse hino-país. Seria o equivalente ao "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso? Seria, sem sombra de dúvidas.

Dica do PC, vulgo Magrelo.

ANGOLA (PAÍS NOVO)
Letra e Música: Matias Damásio

Vou contar-vos a história de um povo
Que tem tudo para sorrir de novo
Vou falar-vos da velha coragem
Sacrifícios e muitas viagens

Vou falar do soldado tombado
Anulando o sorriso rasgado
Do Kandengue que sofreu calado
E do povo que estava cansado

Vou falar desta terra de glórias
Nossa Angola de muitas memórias
Vou falar de um povo que quis
Finalmente agora feliz

Vou mostrar-vos uma nova terra
Agora sem guerra
Angola, do meu coração

Mangolé não se deixa
Não vacila a hora é essa
Dá-me a tua mão

Para junto comigo bombar
Nossa Angola juntos levantar
Angola, do meu coração

Vou falar do artista sofrido
Que pintou 30 anos de guerra
finalmente hoje tem a honra
De pintar anos brancos de paz

Vou falar deste crack Montorras
Dos goloços nosso Akua
Mano brincadeira tem hora
Paz e alegria aqui mora

Vou falar pra você que emigrou
Na esperança de vida melhor
Olha que nosso povo te espera, ai nosso povo te espera
Vou falar do meu povo de novo
Sem esquecer no crack Sayovo
Vou falar-vos dos palancas negras
Os donos do meu coração

Vou falar do pula que ficou
No gingado desta negra Angolana
Para Europa nunca mais vazou
Com a garina do Marçal ficou

Vou mostrar-vos uma nova terra
Agora sem guerra
Angola, do meu coração

Mangolé não se deixa
Não vacila a hora é essa
Dá-me a tua mão

Para junto comigo bombar
Nossa Angola juntos levantar
Angola, do meu coração

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Essa você não vai ler no Jornal de Angola

Dia desses eu entrava num ministério em Luanda e dei de cara com um cartaz de um projeto social. Uma das fotos me pareceu familiar. Fui checar e bingo! Era uma imagem feita por mim e publicada nesta Casa.

Eu ficaria lisonjeado se tivesse sido consultado sobre a utilização da foto. Provavelmente a liberaria sem custos e poderia ter cedido o arquivo em alta resolução. Mas nada disso aconteceu. A foto foi “roubada” do blog sem prévia consulta e publicada em baixa resolução, o que resultou num resultado porco, uma imagem totalmente “pixelizada”. O cartaz em questão foi elaborado por uma consultoria de estrangeiros que certamente cobrou ao ministério não menos de USD 50 mil pela produção.

Esse caso é emblemático do tipo de “consultoria” que alguns expatriados prestam em Angola. Por que o governo não toma providências? Porque os poderosos angolanos são sócios dessa grande mamata.

Alguns estrangeiros que chegaram a Angola ainda no tempo da guerra, quando poucos se aventuravam, fizeram boas amizades no governo e Criaram empresas angolanas com sócios muito importantes no partido ou na família do presidente.

Graças a esses sócios, as empresas conseguem contas importantes dos ministérios, contratos milionários. Prometem consultoria com mão-de-obra especializada. Na prática, trazem poucos profissionais gabaritados pagando salários razoáveis, e um bando de jovens recém-formados ou mão-de-obra rejeitada pelos exigentes mercados de trabalho de seus países. A esses pagam entre USD 1000 e USD 3000 mensais. Como atrativo oferecem casa, passagens aéreas a cada três meses para os países de origem e carro com motorista. Tudo bancado pelos cofres do governo angolano.

Os contratos sempre prometem implantação e treinamento da equipe angolana que tomará conta do projeto depois. Na vida real ninguém ensina nada aos angolanos. Assim, o dono da consultoria perpetua o contrato milionário. É um grande negócio entre amigos.

Enquanto isso, no Jornal de Angola de hoje você pode ler sobre a linha de crédito que Angola vai abrir a Bissau. Tem também uma notícia sobre o aumento do volume de receitas da repartição fiscal do Namibe em 2008.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Lá vem polêmica

Eu sei que este post vai causar polêmica, mas eu tenho esse defeito de continuar me indignando com as injustiças... Fazer o quê?

2009 chegou com uma debandada geral de amigos estrangeiros que moravam em Angola. Foram abatidos pelo "blue stamp". (Vamos deixar claro desde já, esse não é o meu caso. Parto por livre e espontânea vontade. Poderia inclusive renovar meu contrato, mas por razões pessoais que explico neste post, decidi voltar.)

Funciona assim: 0s vistos angolanos de trabalho concedidos a estrangeiros têm validade de um ano, com possibilidade de duas renovações. Na segunda, o expatriado ganha um carimbo azul. Significa que, ao final do terceiro ano de trabalho, a renovação do visto lhe será negada. Ele terá de ir embora do país. Está na lei.

O governo alega que assim protege os angolanos. As companhias estrangeiras devem empregar mão-de-obra nacional e o carimbo azul as forçaria a isso. Na prática, porém, as empresas trazem outro estrangeiro para o lugar porque, ao mesmo tempo em que dá o carimbo azul, o governo permite que as companhias descontem dos impostos todas as despesas com passagens aéreas, com aluguéis milionários, com seguranças, motoristas e toda a estrutura de saúde especial que criam para manter os seus empregados expatriados.

Mas por que o governo de Angola permite isso? Eu não sei a resposta. Só sei que essa isenção é uma das responsáveis pela loucura dos preços em Angola. Como o dinheiro não sairá do orçamento delas, e sim dos impostos angolanos, as petrolíferas pagam qualquer preço que lhes peçam por aluguéis, empesas de seguranca, etc. etc. etc.

Quem ganha com essa isenção? Todos os generais que possuem empresas de proteção, pousadas, e hotéis, todos os políticos, ministros e pessoas influentes que são donos das casas do Miramar, do Alvalade e da Sagrada Família, cujos aluguéis chegam a custar 30 mil dólares por mês. Todos os angolanos ricos que são obrigatoriamente sócios dos estrangeiros em clínicas particulares de saúde, etc. etc. etc. Eles cobram o preço que lhes vem à cabeça, as petrolíferas aceitam e quem paga a conta é o erário angolano.

Em outras palavras, o carimbo azul é uma hipocrisia. A isenção é uma farra tributária e existe porque quem manda neste país ganha muito dinheiro com a presença de expatriados em Angola.

Se o governo quer mesmo estimular a contratação de quadros angolanos, pode começar por mudar a isenção de impostos. Em lugar de descontar despesas com expatriados, que tal permitir apenas a dedução nos impostos do dinheiro gasto em treinamento e formação de funcionários angolanos? Seria uma forma direta de incentivar a qualificação do trabalhador nacional para que ele tivesse condições de assumir os melhores cargos nas empresas estrangeiras.

Com o tempo, as companhias teriam quadros angolanos suficientes para os melhores cargos e parariam de gastar fortunas com expatriados. Mas aí os preços dos aluguéis, o lucro das empresas de segurança, das locadoras de veículos, tudo isso despencaria. Se não puderem deduzir esses gastos dos impostos, as companhias não aceitarão pagar qualquer preço que lhes peçam, como acontece hoje.

Será que isso interessa a alguém?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Manuel de Oliveira estreia-se em grande na blogosfera com texto sobre disputa de Kuduro


Um dos grandes e inesquecíveis amigos que fiz em Luanda foi o jovem jornalista Manuel de Oliveira. Tímido no começo do convívio, com o passar do tempo ele revelou-se um talento nato para escrever sobre cultura em geral, gastronomia e traçar perfis. 

Nesta minha última participação na Casa de Luanda, gostaria de compartilhar com vocês o último texto de Manuel que caiu em minhas mãos e que não deu tempo de vê-lo publicado no jornal onde ele trabalha. É sobre um grande show de Kuduro que aconteceu no dia 27 de dezembro no Cine Altlântico.  

É uma preciosidade que adoro reler sempre para matar as saudades da cidade, do seu ritmo mais característico hoje e desse amigo querido chamado Manuel de Oliveira.

Adeus a todos!
X

Kuduro vence na batalha entre Rangel e Sambizanga

Manuel de Oliveira

No passado dia 27 do mês corrente o Cine Atlântico registou uma avalanche de adeptos e admiradores do estilo musical Kuduro. O motivo de tal aderência foi a batalha musical e dançante entre os municípios do Rangel e do Sambizanga, em Luanda, sob o lema Makas na Sanzala.

Mais de 2 mil ingressos foram vendidos. Antes das 18 horas, o local da festa encontrava-se completamente lotado e mais de 10 mil pessoas ainda estavam de fora daquele recinto.

De um lado, músicos do Rangel: Puto Lilás, Vaga Banda, Magnésio, e Puto Prata. De outro: Os Calunga Mata, Xtrubantu, Tchú K e os Lambas, representando o Sambizanga. Como convidados, Agre G e Bruno M.

A noite prometia um grande espectáculo de Kuduro nunca visto até então em Angola. Para que tudo acontecesse na harmonia desejada, a Polícia Nacional esteve presente com três unidades: Canina, Auto e PIR (Polícia de Intervenção Rápida). No total, mais de quarenta polícias estavam preparados para que tudo acontecesse sem que houvesse transgressões as normas de convívio público.

O espectáculo foi marcado por muita euforia e ânimos acima da média por parte daqueles que queriam ver seus admiradores a dar espectáculos e a verem-se com vencedores. O público vibrava ao ouvir os insultos tanto do Rangel quanto do Sambizanga. “Kinama que bate na filha” e “Panina Cabeludo” foram os nomes chamado ao longo do espectáculo pelos Lambas ao Puto Prata e Puto Lilás. Os mesmos repostavam dizendo “Desgraçados que andam a pé” e “Matumburiçados irreversíveis”.

Segundo o director geral da Independente Universal Produções, empresa organizadora do espectáculo, a iniciativa surge como um socorro de algumas perguntas nas várias periferias de Luanda acerca de quem são realmente os melhores fazedores de Kuduro no país. “O espetáculo foi como uma prenda de fim de ano para o povo angolano. Pretendemos, ao ano que vem, realizar um outro espectáculo de Kuduro no Estádio da Cidadela para que possamos evitar a enchente que aconteceu no Cine Atlântico”, ressaltou. 

Independente da disputa entre os bairros, o Kuduro venceu e mais uma vez foi notório que é um estilo de massa, uma manifestação cultural e ninguém pode tirar isto ao povo angolano. Ainda há quem diga que é coisa de delinquente, porque o ritmo vem das periferias e é feito por jovens com nível de escolaridade baixo. Mas esse som frenético, dançado loucamente, ainda vai ser muito falado ao redor do mundo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sim, nós podemos

Hoje acordei com aquela sensação de ano-novo. Dormi pouco, acompanhando a votação americana, e acordei com aquela injeção de esperança e otimismo que os anos-novos sempre me despertaram. Lá do outro lado do Atlântico, Barack Obama me encheu de entusiasmo.

Mas o que o novo presidente-eleito dos Estados Unidos representa para Angola?

Com seu slogan de campanha ("Yes, we can!"), Obama já conseguiu, antes mesmo de começar a governar, a incrível façanha de convencer as pessoas de que "sim, elas podem". E convenceu pessoas-chave:

-Os negros (americanos e não americanos), de que é possível um mundo onde as cores se misturam e pesam o mesmo na balança das oportunidades;
-Os jovens, de que política é coisa deles sim, e que há um mundo inteiro esperando por eles pra ser mudado.
-Os idealistas, de que sua batalha não está vencida e que a democracia nem sempre serve aos interesses dos poderosos;
-E finalmente a África, que pela primeira se vê representada nos genes e nas preocupações de um presidente americano, de que o continente tem tudo para deixar de ser o patinho feio do mundo.

Obama me emocionou com seu discurso dessa madrugada. Lembrou-nos de como um país deve ir muito além de uma coletividade de individuos. Deve ser uma unidade de pessoas que olham umas para as outras. Lembrou que temos histórias diferentes, mas um mesmo destino. Que enquanto respiramos, temos esperança.

E, principalmente, convocou os americanos e o mundo para um novo espirito de trabalho, baseado na responsabilidade, nas alianças, na esperança, na liberdade e na paz. Espero que o discurso ecoe em Angola, pois este país precisa como ninguém de todos esses valores.

Repito sua pergunta: Que mudanças veremos daqui a 100 anos?

E parafraseio também sua resposta: Cada um de nós é responsável por cada uma dessas mudanças, a cada dia, em cada ato.

Posso ser idealista, mas ainda acredito que a arma mais poderosa que temos é o BOM EXEMPLO. E é de exemplos como Obama que o mundo mais precisa neste momento.

sábado, 31 de maio de 2008

Bandeira a meio-pau

A Casa de Luanda está de luto. Hoje, 31 de maio de 2008, foi oficialmente fechado o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos em Angola, por determinação do governo. O argumento oficial é que o escritório não é mais necessário, agora que a paz e a democracia estão consolidadas no país... Mas já é mais do que público que a decisão está relacionada a declarações da organização feitas no exterior e à divulgação de um relatório sobre prisões arbitrárias.

Ou seja: o fechamento do OHCHR já é, em si, um exemplo da violação de um dos direitos mais fundamentais: o da liberdade de expressão. Só pra relembrar, o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que:

“Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”.

O escritório do OHCHR funcionava em Angola desde o fim da guerra civil, buscando apoiar o governo com a análise da situação dos direitos no país e a assistência na formulação de políticas para fortalecê-los.

Desnecessário? Na minha opinião, resta ainda muito por fazer: se por um lado o Estado empenha-se em garantir o acesso a direitos fundamentais como educação e saúde a parcelas cada vez maiores da população, por outro permanecem sérias restrições à liberdade de imprensa, ao funcionamento de organizações da sociedade civil e à justiça. Um país que tem feito tanta campanha pela democracia ultimamente não deveria esquecer-se desses que são alguns dos seus principais pilares.

Passei quase a semana toda lá na sede da OHCHR e compartilhei do sentimento de dever não cumprido (abortado...) de cada um dos seus funcionários. Estava também lá no momento em que desceram a bandeira das N.U. e a dobraram, para levar de volta a Genebra. Tenho milhares de críticas às N.U., e com conhecimento de causa, mas meu lado idealista ficou tocado com aquele ato simbólico. Por isso esta Casa de Luanda hoje desce seu estandarte a meio-pau.

Só para lembrar: a Declaração Universal dos Direitos Humanos está completando 60 anos agora em 2008. Há ainda um longo caminho a ser percorrido para que os 30 artigos que a compõem tornem-se realidade para todos, de todos os cantos do mundo. Decisões como essa apenas retardam ainda mais a difícil jornada.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Em ano eleitoral...

Deu na capa do Jornal de Angola de hoje: "TPA inicia exibição de programa Reconstrução e Desenvolvimento".

O texto explica que a Televisão Pública de Angola exibe, a partir de hoje, um programa diário (segunda a sexta) sobre o processo de reconstrução no país, "dando ao telespectador uma imagem real das mudanças e melhorias proporcionadas na vida do cidadão".

Então tá.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Carta aberta a um anônimo

Recebi um comentário indignado de um anônimo e achei melhor publicar a resposta com mais visibilidade, para que não restem dúvidas sobre as motivações deste blog. Quem quiser, pode ler o comentário aqui. A seguir, a resposta:

Caro anônimo,

Lamento que te tenhas ofendido. Ao que me parece, não compreendestes bem o intuito deste sítio. Claramente, como o entenderam os outros leitores, inclusive os angolanos, não é o de atacar ou desmerecer o país. É antes o de mostrar uma realidade que está escondida, fora da mídia, e que pelo tamanho e riqueza de Angola, não deveria continuar a existir.

Tu deverias antes indignar-te com a existência dos problemas aqui mostrados e não com quem os mostra.

Ou achas natural que 70% da população do teu país viva abaixo da linha miséria (dados do PNUD) para que outros 30% dirijam os jipes mais caros do mundo pelas ruas? Achas mesmo bom que tanta gente, em pleno século 21, viva sem energia elétrica, sem saneamento básico, sem coleta de lixo e sem água tratada?

Nunca me esquivei de mostrar os problemas do Brasil quando lá vivia, em outro blog semelhante. E se hoje cá vivo, quero fazer parte, ainda que de forma tímida, do esforço para melhorar as condições de vida de todos os angolanos – não apenas dos poderosos. Na minha opinião, o fato de não ter cá nascido não me tira esse direito.

O primeiro passo para resolver problemas, meu caro anônimo, é admiti-los. Fingir que eles não existem é perpetuá-los.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Você conhece a poesia de Agostinho Neto?

Há quase um mês o debate que toma conta das páginas de cultura em Angola versa sobre a liberdade de expressão. O escritor José Eduardo Agualusa, um dos melhores da nova geração angolana, disse em entrevista o jornal Angolense que Agostinho Neto, primeiro presidente do país, era um poeta medíocre.

Imediatamente, vários escritores e intelectuais saíram em defesa das veleidades literárias do líder histórico do MPLA. E Agualusa vem sofrendo, desde então, um ataque feroz. A notícia mais recente, de hoje, diz que ele será processado judicialmente pela declaração. Prova de que Angola ainda não está tão aberta a opiniões divergentes das dos governantes.

Este vídeo, que encontrei no YouTube, mostra um dos poemas de Agostinho Neto. Ele foi postado por Kuribeka, que tem outros vídeos muito interessantes sobre fatos históricos de Angola, para quem se interessar.