Redutor de gás. Ou coisinho do gás. Ou click. Ou tampinha da garrafa. Mais umas voltinhas e inventava mais uns nomes. Horas e horas à procura de um destes espécimes nesta rua, que é Luanda. Ninguém sabe. Ou melhor, fazem sempre que sabem mas na realidade, inventam. Dizem que "lá no quê" ou nos miúdos da rua, eu encontro. Ou nas bombas, onde se vendem as garrafas. Mas nada. Houve nesse dia um esqueminha para me tramar a vida. Os miúdos da rua, ficaram todos em casa. Nas bombas, circulou a informação de que, se eu lá fosse comprar o redutor, não havia. E mandavam para a próxima. Dois dias depois, o redutor apareceu-me nas mãos. De onde veio, não sei. Onde se compra, muito menos. Dizem-me que no Roque Santeiro mas, tenho para mim que é uma grande treta. Mito urbano. Sei que, naquele dia foi Natal. Em Luanda, o Pai Natal, põe redutores no sapatinho. Neste caso, na garrafa.
Carlos Botelho
Há 6 dias






Nosso agradecimento à doce e sorridente Anabela, que nos acolheu na sua barraca de sandálias de plástico para tirar essas fotos escondidas.
