Mostrando postagens com marcador passeio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador passeio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sobre escolhas e felicidade

Então eu passei dois meses e meio com a mochila nas costas, pé na estrada, visitando dez províncias que me pareceram tão mais relaxantes, tão mais tranquilas, sem o trânsito e a fumaça e bagunça urbana da cidade de Luanda. E não me cansava de repetir mentalmente, 'ah eu seria mais feliz em Benguela', para depois, mais alguma semanas, mudar para 'ah eu seria mais feliz em Lubango', e então mudar de novo para,'ah, eu seria tão mais feliz em Huambo'.

Estava tão compenetrado em tanto chão de estrada que só no último fim de semana me dei conta de que, depois de tanto tempo morando em Luanda, jamais tinha sentado o meu traseiro num barquinho para cruzar a baía que separa o continente da tão festejada Ilha do Mussulo. Então vamos lá, pá, que não se pode ficar sem conhecer o Mussulo.

E vinte minutos de travessia depois, lá estava eu, mergulhado nas águas verdes, bem clarinhas do mar, debaixo de um belo sol, pensando, 'ah, eu seria tão mais feliz vivendo no Mussulo'.

Com tanto lugar para ser feliz nesse país, alguém pode me explicar, por favor, por que é que tanta gente continua insistindo em viver em Luanda?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O dia em que Dorotéia conheceu o mar

Ela entrou para a família faz pouco tempo, mas já conquistou seu espaço no nosso coração. Teve um breve período no hospital, para um check-up (ela é velhinha, tadinha). Mas depois mostrou todo o seu vigor e prestou valorosos serviços na mudança para a casa definitiva.

Por isso, este fim de semana, Dorotéia ganhou uma folga e decidiu conhecer o mar.


O destino escolhido foi Cabo Ledo e para chegar até lá, Dorô teve de vencer alguns quilômetros de estrada.

O esforço, porém, foi recompensado. Vejam a cara de alegria da Dorô de frente para a praia.

Depois de um passeio na areia, uma pausa para um café e uma água água.


E Dorô ganhou a estrada novamente, porque afinal, tinha de voltar para Luanda.

No caminho, porém, ela arrumou tempo para assistir ao pôr-do-sol no Miradouro da Lua.

P.S. - Não façam troça dessa cicatriz na fronte, que mais lembra uma antena de rádio. A pobre Dorô é uma heroína, lutou a guerra. Daí veio essa marca da qual nunca se livrou, porque não tem dinheiro para ir ao Brasil fazer cirurgias plásticas.