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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A corrupção no Mundo

A Organização Não Governamental Transparência Internacional divulgou hoje o Ranking da Transparência, que mede o Índice de Percepção da Corrupção no Mundo. A lista é montada a partir de 13 pesquisas distintas sobre corrupção realizadas por organismos internacionais como o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial e a Freedom House.

O Brasil aparece em 75o lugar, com nota 3,7, ligeiramente melhor que a China, com nota 3,6. Angola divide a 162a posição com Congo (Brazzaville), República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Quirguistão e Venezuela, todos com nota 1,9.

Entre as outras ex-colônias portuguesas, Moçambique está na 130a posição (nota 2,5) e Cabo Verde é melhor colocada, no 46o lugar (nota 5,1). Nossa ex-metrópole saiu-se um pouquinho melhor - 35o lugar, nota 5,8.

A lista tem 180 países pesquisados que recebem pontuação de 0 a 10. Quanto maior a nota, menor a percepção de corrupção. Os países com índice abaixo dos 5 pontos, segundo a ONG, são "altamente corruptos".



sábado, 28 de março de 2009

Da Barra do Dande até Ambriz - 3º Parte

Conforme prometido, algumas fotinhos da viagem para Ambriz.

Por-do-sol na Barra do Dande


Complexo turístico Paradises


Barra do Dande


Ruínas de Ambriz


Peixes secando ao sol de Ambriz


Praia de Ambriz

quarta-feira, 18 de março de 2009

Da Barra do Dante a Ambriz – 2° Parte

Rumo a ambriz. A estrada é horrível!!! Um dia foi asfaltada e agora o asfalto virou enormes buracos que se misturam com a terra batida, buracos e mais buracos contrastando com verde e mais verde de todos os lados, como sempre nenhuma área cultivada. Levamos quase 3 horas para percorrer aproximadamente 100km devido a precariedade da estrada.

Ambriz, finalmente! Ficamos num hotelzinho bem simples, o único da cidade. Quarto sem banheiro mais com ar condicionado e relativamente limpo. Na cidade existe apenas um restaurante com uma comidinha ótima, simples e com preço justo. Mas como a cidade é pequena e quase ninguém vai ao restaurante é preciso encomendar antes o almoço e o jantar.

Como chegamos super cansados achamos melhor tomar um banho e descansar um pouco antes do jantar. Mas como já esperávamos que lá as coisas fechassem cedo, passei no restaurante para perguntar qual o horário.

No restaurante mais uma vez percebi que apesar de falarmos português, definitivamente não falamos a mesma lingua, rs:

Eu _ Boa Noite, que horas é servido o jantar?
Mocinha _ Não, a comida não saiu.
Eu _ Sim, mas até que horas vocês servem?
Mocinha _ Você vai jantar agora não tem comida ainda?
Eu _ Que horas vai ter comida?
Moicinha _ Já vai ter, lá pelas 8 tem. Você vai jantar?
Eu_ Eu quero saber até que horas eu posso vir aqui comer.
Mocinha _ Pode comer aqui, sim.
Eu _ Que horas vocês fecham?
MOcinha _ Dez horas ou antes.
Eu _ Se eu vier aqui as dez tem comida?
Mocinha _ Tem sim, mas você vai jantar?
Eu _ Obrigada depois eu volto.

As 21 horas fomos ao restaurante, estava fechado! O dono que estava saindo explicou que tem de encomendar a comida antes. Foi muito atencioso, pediu várias desculpas pelo mal entendido, mas infelizmente não teria como nos atender.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Da Barra do Dande à Ambriz – 1° Parte

Nada como um feriado prolongado para colocar o pé na estrada. E quando esse feriado é inesperado como o do dia 9/03 fica ainda mais gostoso. Para os brasileiros o dia das mulheres não é feriado e muito menos os feriados que caem de domingo são transferidos para a segunda. Não posso negar que esse feriado foi três vezes mais gostoso que os outros.

Continuando a minha missão de conhecer o que Angola tem de melhor coloquei o pé na estrada a caminho de Ambriz, província do Bengo, mas que fica do lado oposto a Cabo Ledo.

Quando chegamos na Barra do Dande descobrimos que não havia bomba de gasolina por lá e que meio tanque não seria suficiente para ir e voltar.

Não tivemos alternativa além de dar meia volta até Panguila e encher o tanque. Não havia gasolina na bomba de lá, novidade! O maior produtor de petróleo da África quase não tem bombas de gasolina e na maioria delas falta o combustível. Mas essa história todo mundo já sabe.

Depois de idas e voltas chegamos na Barra do Dande tarde e resolvermos dormir por lá mesmo, pois já sabíamos que a estrada até Ambriz não estava em boas condições.

O lugar escolhido foi o paradises, e que surpresa, tendas com camas e sem café da manha por KZ 5.000 (facada!!!). Mas o que mais me irritou no lugar foram os seguranças. Aqueles que recebem uma ordem e não conseguem entender que existe uma coisa chamada flexibilidade.

Acontece que no tal Complexo Turistico Paradises existe um restaurante e não se pode levar nenhum tipo de bebida ou alimento para o local, tudo tem de ser consumido lá. Nós estávamos de passagem e com a cooler repleta de coisas para ficar 3 dias fora.

Como íamos apenas passar a noite combinamos com a moça que levaríamos as coisas para a tenda pq o carro ia ficar muito quente. Quando fomos tirar as coisas do carro vem o segurança com toda aquela delicadeza e fala que não pode, não pode, não pode...

Eu que já estava mal humorada com essa história e rodei a baiana RS. Acho que o mocinho se assustou pq foi embora.. Na porta da tenda chega outro segurança e mesmo depois de dizer pela milésima vez que a moça tinha autorizado, que as comidas iam estragar no carro, que não íamos consumir ali e bla bla bla, ele faz cara de mal e fala que não pode, que ninguém avisou ele. Juro que se eu estivesse sozinha tinha ido embora, mas enfim o jeito foi fazer cara mais feia que ele e mandar ele ir falar com a gerente.

Bom, mas tirando a chatice dos seguranças o lugar é muito agradável, tendas e bangalôs espalhados por uma vasta área de praia, balneários em relativa condição de uso e praia e mais praia.

No dia seguinte acordamos cedo e curtimos um pouco da Barra do Dande, mais uma praia linda, de águas quentes e areia fofa. Mas como em todo o lugar muito lixo. Depois de uma longa caminhada ao voltarmos encontramos várias pessoas fazendo praia com som no último volume, churrasco, comidas e muito lixo sendo deixado pelas areias.. Uma pena!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Fotos de Malanje

Conforme prometido, seguem as fotos de Malanje.

Estrada entre o Dondo e Ndalatando. O verde é tão intenso que lembra muito a mata atlântica.




Praça principal de Malanje, muitas flores e sombra no fim de tarde




Estrada para o Parque de Kangandala, muita lama e nenhuma palanca



Quedas de Kalandula, dispensam apresentações



As misteriosos pedras de Pungo Andongo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Malanje

Passei o carnaval no coração de Angola...

Fomos pra Malanje 450km de Luanda, fica bem no meio de Angola, outro mundo! As estradas estão sendo arranjadas então em muitos pedaços tem desvios e buracos, mas dá para ir tranqüilo. Demoramos 6 horas para chegar por causa do trânsito para sair de Luanda.

Chegamos em Malanje que é a capital da província, lá tem praticamente duas ruas, uma que vai e outra que volta. Não há muito que se fazer por lá, tirando a pracinha principal toda florida a cidade ainda está meio abandonada.

No domingo fomos até kangandala que é uma aldeia mais ou menos 20km da cidade em estrada de terra, lá disseram que tem um parque onde existem as Palancas Negras.

Para chegar no parque são mais 25 km após a aldeiazinha em lama pura. No caminho encontramos várias pessoas de bicicleta que estavam levando mantimentos e pediram para a gente levar pra eles e fomos enchendo o carro... fomos indo, indo, indo até que chegou num ponto onde não podia mais passar pq a estrada ainda tinha minas (mais de 6 anos após o fim da guerra). Deixamos um menino com seus mantimentos pra quem nós tínhamos dado carona.

Nessa aldeia bem pequena tinha umas crianças que nunca tinham visto brancos e ficaram com medo da gente. Todo mundo da aldeia saiu para ver e tirar foto com a gente. Lá descobrimos que a entrada do parque era há uns 15 km atrás...

Voltamos a estrada péssima, super tensão durante vários momentos o carro saiu do controle, deslizando na lama... Mas finalmente achamos o caminho certo a estrada ainda péssima até que aconteceu o inevitável. Atolamos!!!

O lugar é maravilhoso parece que você está andando no meio da mata atlântica, um verde incrível... Bom a sorte foi que começou a passar gente de bicicleta um aqui outro ali e fomos angariando ajudantes. Mão na lama, madeira daqui, mato dali e uma formiga africana me mordeu.. Olha doeuuuuu muito!!!!!

Depois de mais ou menos 2 horas e 5 anjos que pararam para nos ajudar conseguimos desatolar o carro e o jeito foi voltar sem ver palanca nenhuma.

Na segunda fomos até as quedas de Kalandula, uns 80km da cidade. O lugar é muito bonito, ficamos o dia todo lá e arrumamos um hotelzinho simples, mas limpinho, aliás, o único da cidadezinha. Essa cidadezinha é ainda menor que Malanje só tem uma rua que vai e volta. Ai vc chega num mirante para ver as quedas espetaculares, dá para andar nas pedras em cima das quedas, vc anda e vê as mulheres lavando roupa e tomando banho (banho de verdade com direito a sabonete e tudo o mais). Mas infelizmente não da para descer ainda para a parte de baixo da cachoeira pq no caminho tinha uma ponte que foi destruída na guerra e ainda não foi refeita.

Na terça fomos para as Pedras de Pungo Andongo, umas formações rochosas que aparecem no meio da planície. O caminho inteiro é só verde, verde, verde. Muita terra fértil e nenhuma plantação. Num país tão pobre onde tanta gente passa fome não dá para entender isso... Mas enfim, as pedras são muito bonitas e tem uma lenda que a Rainha Ginga quando fugiu dos portugueses deixou uma pegada numa das pedras de lá, então o lugar tem uma áurea meio mística também.

No caminho achamos uma plaquinha perigo que havia minas (não na estrada, mas nas matas ao lado da estrada), e depois cruzamos com um macaco enorme atravessando a estrada.

Uma experiência única!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Angola para sempre



Passe o mouse sobre a foto para ler a legenda.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Para um almoço no Huambo


A dica é o restaurante Novo Império (923-695895), na bela praça florida que fica bem atrás da praça principal da cidade. Não tem muito como errar.

Numa boa refeição, sem bebidas alcoólicas, duas pessoas gastam cerca de 60 dólares, o que não é muito, em tratando de Angola.

A praça dos fundadores

Estas estátuas, um dia, já freqüentaram a praça principal da cidade, em volta do obelisco que hoje oferece sua sombra a Agostinho Neto.
Foram removidas para dar lugar ao herói da independência, e acabaram vítimas das balas perdidas de uma guerra civil com que nunca sonharam, com a qual jamais tiveram qualquer relação.
Está lá, com o inchado ventre de lata todo esburacado pelos tiros de pistola, uma perfuração gigantesca na virilha esquerda, outra de fuzil na testa, o general Norton de Matos, ex-governador geral de Angola no tempo da colônia.

Agoniza suas feridas de bala rodeado, como sempre esteve já na praça antiga, pelas estátuas de mulheres que reprensentam a Prudência, a Justiça, a Fortaleza e a Temperança, qualidades atribuídas ao fundador de Huambo.

Estas, as qualidades, tampouco escaparam aos tiroteios.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Para um café no Huambo

Vale visitar a Pastelaria Candinha, na praça do Banco Nacional de Angola. É um lugar simpático, com preço honesto e um ótimo café expresso que pode ser acompanhado por um dos tradicionais doces recheados com creme de ovos.
Do lado de fora, um tabuleiro de xadrez em tamanho gigante faz a diversão dos clientes.

Ordens são ordens

Aponto minha câmera para a sede do MPLA no Huambo e ouço alguém me chamar. Um homem franzino, rádio-comunicador na mão, se aproxima:

- O senhor não pode tirar foto aqui.
- Por que não?
- Porque esta é uma área de segurança, é preciso autorização.

Eu já havia ouvido falar na dificuldade para fotografar prédios públicos em Luanda, mas nunca sofrera constragimento nas províncias. Ao primeiro homem, junta-se o segundo, mais agressivo:

- Identifique-se.
- Quem é o senhor?
- Mostre o passaporte.
- Eu não sou obrigado a mostrar meu passaporte para qualquer um. O senhor é autoridade?
- Sou polícia. Mostre o passaporte.

Mostro o passaporte.

- Esta é uma área de segurança. O senhor quer tirar fotos por quê?
- Por que sou turista, estou visitando o Huambo e quero fotografar os prédios bonitos da cidade.
- Mas aqui fica o partido, o senhor não pode tirar fotos.
- Do Banco Nacional eu posso tirar fotos?
- Pode.
- E do Palácio do Governador?
- Também. Só não pode tirar daqui.
- E por que aqui seria mais importante do que esses outros? A guerra já acabou, não faz sentido essa proibição. Em todas as províncias eu tiro fotos de todos os prédios, inclusive o do partido, e ninguém nunca reclamou.
- Essa é a ordem que eu recebo. Ordens são ordens. Eu não discuto. Vai ter de apagar as fotos.
- Se o seu superior ordenar que o senhor dê um tiro na própria cabeça, o senhor vai atender?
- Ahn? (com cara de perplexidade).
- Ordens são ordens, foi o que senhor acabou de dizer.
- O senhor está a confundir. Basta apagar as fotos e estará tudo resolvido.
- Vamos fazer o seguinte. Eu apago as fotos, mas o senhor vai lá dentro e explica que eu sou um turista brasileiro. Explica que estou a fotografar a cidade e quero fazer uma foto deste prédio. Se o seu chefe não autorizar, eu vou embora.

O marrento aceitou. Apaguei as fotos, ele mandou o colega entrar para falar com o chefe e cinco minutos depois, recebi um polegar positivo.

P.S. - Questão de semântica. No português do Brasil, barreira tem uma conotação negativa. É algo que impede alguma coisa de acontecer, algo que precisa ser superado, vencido, para que algo bom aconteça. Pelo cartaz acima, plantado na porta da sede pelo próprio MPLA, devo acreditar que a palavra tem um significado diferente por aqui. Ou seriam militantes da Unita infiltrados os responsáveis por essa placa?

Lembranças amargas

Hoje o palácio do governador é assim. Mas num passado bem recente, esse prédio era o maior escombro histórico de Huambo. As ruínas do palácio do governador, no coração da cidade, eram as piores lembranças dos piores anos que Huambo viveu, nem faz tanto tempo assim, ali entre 1992 e 1994.
As estruturas atingidas por obuses não impedem as pessoas de continuarem habitando este edifício

Naqueles anos, quando a guerra civil recomeçou, a cidade ficou em poder da Unita. Todos que eram do MPLA tiveram de fugir. A maioria foi para Benguela, alguns se esconderam no mato, como é o caso do Pedro, o motorista que nos conta esta história triste.


Edifício destruído, na principal avenida da cidade
Pedro era militante do MPLA. Quando Huambo caiu nas mãos da Unita, ele fugiu para aldeia onde o sogro, militante do Galo Negro, era soba. E lá ficou escondido durante dois anos.


Marcas de artilharia na parede lateral

- A reação veio mesmo de Benguela, com o MPLA armado com artilharia moderna. Huambo foi cercada e severamente bombardeada até a expulsão da Unita. Do palácio do governador só sobraram as estruturas. Foi o prédio mais castigado da cidade.


Casa destruída por bombardeios ostenta bandeira da Unita
As lembranças amargas foram apagadas dos prédios públicos pelas reformas nos últimos seis anos, mas ainda permanecem em vários edifícios privados pela cidade, como se pode ver nas fotos deste post.

A parede crivada de balas mostra que os combates foram muito intensos

domingo, 7 de dezembro de 2008

De Pauling Town a Nova Lisboa

Praça da Cultura, Huambo
Huambo é hoje uma cidade de jardins bem-cuidados, com prédios históricos preservados. Tem um clima ameno, graças à altitude, e estima-se que tenha algo entre 700 mil e 1 milhão de habitantes, ninguém sabe ao certo.

O jogo de damas improvisado

Tem amplas avenidas bem sinalizadas, parques arborizados e bairros inteiros de largas vivendas que lembram os tempos em que os portugueses a conceberam para ser a Nova Lisboa.
Banco Nacional de Angola em Huambo
Prédios históricos na praça central da cidade
A história desta cidade está ligada à construção dos Caminhos de Ferro de Benguela, no início do século 20. O empreiteiro inglês Pauling estabeleceu um acampamento no km 370 e passou a receber correspondência da Inglaterra destinada a "Pauling Town".

Palácio do governador, na praça central

Em 1912, o General Norton de Matos, recém-empossado como Governador-Geral da Colônia de Angola, viu aí uma tentativa de apropriação britânica. Deu então ordens aos correios para que devolvessem as cartas destinadas a Pauling Town e criou a cidade do Huambo. Em 1927, o então governador Vicente Ferreira rebatizou o lugar como Nova Lisboa, pretendendo que a cidade se transformasse na nova capital de Angola, o que, de fato, nunca aconteceu.

Em 1975, com a independência, Nova Lisboa virou novamente Huambo. Hoje, na praça central, está sentada uma estátua do poeta libertador, Agostinho Neto, de frente para o Palácio do Governador e cercado por prédios históricos.

Em agosto passado, pouco antes das eleições, o presidente José Eduardo dos Santos esteve aqui, nesta mesma praça, onde foi ovacionado por um milhão de pessoas, segundo as contas da mídia oficial. A euforia foi grande, pois Huambo sempre foi marcado como um reduto da Unita e chegou a ser de fato ocupada pelo grupo inimigo durante a guerra civil.
A recepção a José Eduardo foi comemorada pelo MPLA. No dia seguinte, a capa do Jornal de Angola trazia a foto e a manchete abaixo, que hoje ilustram um outdoor na praça.

Outdoor na praça principal da cidade, com a foto do presidente

Dorotéia vai ao Huambo

Inconformada por ter sido deixada de fora da aventura ao Namibe, Dorotéia encarou de capô aberto 600 quilômetros de estradas até o Huambo.

Foi uma viagem cansativa para uma senhora idosa. No caminho, Dorô enfrentou com obstinação uma tempestade na altura da Kibala. E depois chegou ao Huambo com o céu armado em tempestade - que afinal, não caiu. Pelo menos não naquele dia.
Do alto de seus 11 anos de vida, Dorotéia parecia nem sentir o esforço. A paisagem, cercada pro vales verdes e montanhas rochosas compensava o esforço da velha guerreira.

Não que fossem exatamente novas para ela aquelas paisagens. Dorotéia é uma veterena da guerra civil, quando cumpria missões de paz rodando por este país, inclusive nesta província, onde aconteceram algumas das piores batalhas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Semana de TV na Casa de Luanda - IV

Cantar é uma das coisas que aqui em África se faz muito bem. Eu trombei por acaso com o Coral Feminino de Simulambuco em Cabinda, quando filmava o Oito Actos, e elas gravaram a música de abertura para aquele filme. O grupo, porém, tem uma particularidade que não pude contar naquele filme e que revelo agora, neste pequeno vídeo de dois minutos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Oito Actos

As tantas viagens pelas províncias de Angola que vocês acompanharam aqui não serviram apenas para turismo. Durante os passeios por Benguela, Cabinda, Lunda Sul, Kwanza Sul, Huíla e Namibe nós aproveitamos para rodar um pequeno filme.

Trata-se de um documentário sobre gente comum que, no seu dia-a-dia, ajuda a Angola a atingir os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.

Podemos dizer que esse é o primeiro documentário que realizamos. Se ele fosse exibido num cinema, diríamos que se trata de um curta; como está a ser exibido na web, seus 10m41s de duração o transformam praticamente num longa.

Esperamos que gostem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os donos do Futuro

Todas estas crianças foram fotografadas na comuna de Havaílo, município da Chibia, províncida da Huíla.