Cantar é uma das coisas que aqui em África se faz muito bem. Eu trombei por acaso com o Coral Feminino de Simulambuco em Cabinda, quando filmava o Oito Actos, e elas gravaram a música de abertura para aquele filme. O grupo, porém, tem uma particularidade que não pude contar naquele filme e que revelo agora, neste pequeno vídeo de dois minutos.
A última reportagem da série feita no Quênia mostra a euforia do povo de Kisumu logo após o primeiro discurso de Barack Obama como presidente eleito dos Estados Unidos. E tem também os melhores trechos da entrevista da avó queniana dele.
Para quem está chegando agora, vale lembrar: estes filmes foram feitos por mim no Quênia para a TV Estado.
Mais uma reportagem feita no Quênia, na semana da eleição do Obama (se você quiser ver a primeira, publicada na segunda-feira, clique aqui).
Esta reportagem foi feita na véspera da eleição nos Estados Unidos, na porta da casa de Sarah Obama, a avó emprestada de Barack Obama. Sarah, claro, estava recolhida, mas a porta da casa estava fervendo de gente.
As tantas viagens pelas províncias de Angola que vocês acompanharam aqui não serviram apenas para turismo. Durante os passeios por Benguela, Cabinda, Lunda Sul, Kwanza Sul, Huíla e Namibe nós aproveitamos para rodar um pequeno filme.
Trata-se de um documentário sobre gente comum que, no seu dia-a-dia, ajuda a Angola a atingir os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas.
Podemos dizer que esse é o primeiro documentário que realizamos. Se ele fosse exibido num cinema, diríamos que se trata de um curta; como está a ser exibido na web, seus 10m41s de duração o transformam praticamente num longa.
Toda casa que se preze tem de ter uma boa sala de TV. Esta semana, a Casa de Luanda vai apresentar algumas das últimas produções feitas por seus moradores.
Os três filmes que serão apresentados foram feitos no Quênia, na primeira semana de novembro, quando Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos. A idéia era mostrar como a família africana do novo chefe do mundo estava acompanhando a eleição.
Estas vídeo-reportagens foram realizadas por mim, originalmente para a TV Estado, do site Estadão.com.br, no Brasil. Alguns dos nossos leitores já devem tê-los visto por lá.
Este que segue foi o primeiro filme que fiz, no dia 2 de novembro, assim que cheguei a Kisumu.
Quando criamos esta Casa, nossa intenção era publicar centenas de pequenos web documentários sobre a vida em Luanda. A sensação de insegurança em Luanda, porém, nos impediu circular livremente com a filmadora. Até hoje, publicamos praticamente um único filminho feito por nós, sobre as Tranças de Luanda.
Em Benguela, essa sensação de insegurança não existe. Portanto, a filmadora voltou a funcionar.
Este vídeo nos foi enviada pelo nossao leitor/colaborador Fernando Baião. Mostra um policial de trânsito em atuação num dos cruzamentos de Luanda.
Talvez o autor (que não é conhecido) tenha alterado a velocidade dos frames, mas posso assegurar que já vi alguns guardas cheios de trejeitos assim na cidade.
O Kuduro, pra quem ainda não sabe, é um dos estilos musicais mais populares em Luanda. A forma de dançá-lo lembra um pouco o estilo break do Michael Jackson no início dos nos 80.
Há quase um mês o debate que toma conta das páginas de cultura em Angola versa sobre a liberdade de expressão. O escritor José Eduardo Agualusa, um dos melhores da nova geração angolana, disse em entrevista o jornal Angolense que Agostinho Neto, primeiro presidente do país, era um poeta medíocre.
Imediatamente, vários escritores e intelectuais saíram em defesa das veleidades literárias do líder histórico do MPLA. E Agualusa vem sofrendo, desde então, um ataque feroz. A notícia mais recente, de hoje, diz que ele será processado judicialmente pela declaração. Prova de que Angola ainda não está tão aberta a opiniões divergentes das dos governantes.
Este vídeo, que encontrei no YouTube, mostra um dos poemas de Agostinho Neto. Ele foi postado por Kuribeka, que tem outros vídeos muito interessantes sobre fatos históricos de Angola, para quem se interessar.
Antes de sair do Brasil, procurei uma transportadora para enviar alguns itens pessoais.
– É cabelo ou mercadoria normal? - perguntou o agente. – Como assim? - espantei-me. – É que o preço é diferente. E como é muito comum exportarem cabelo pra lá...
Só agora, chegando a Luanda, entendi a conversa non-sense. Vende-se cabelo (de verdade e sintético) em todo canto, dos supermercados aos camelôs. E é este um dos grandes sonhos de consumo da mulher angolana.
Paga-se um dólar e meio pela cabeleira nacional da marca Maria (a mais popular). Depois é só escolher uma das cabeleireiras de rua, que cobram outros dez dólares para fazer o penteado (que dura um mês), amarrando e trançando o cabelo comprado no cabelo original. Só aqui, na Travessa da Vaidade, tem umas três, uma delas bem na frente da nossa porta (enchendo de chumaços de cabelo a soleira da porta!).
As clientes são de todas as idades. De jovens vaidosas com suas longas tranças a miúdas (crianças) com suas trancinhas enfeitadas por fivelinhas coloridas. Dizem que a tradição é antiga, mas antes era feita com o cabelo de verdade. A arte das tranças é hoje um patrimônio da mulher africana. Em homenagem a elas, fizemos nosso primeiro vídeo aqui em Luanda:
If you want to see an english version of this film, click here