
Chegou às 22h16 do dia 29, com 3,5 kg, olhos abertos a investigar o mundo, 51,5 cm de altura, se é que se pode dizer assim..

ORA, POIS 
No final daquele ano, ainda em Lisboa, Maysa foi convidada para uma experiência inédita em sua carreira: cantar na África acompanhada do Thilo’s Combo, o grupo musical lusitano que estava fazendo uma revolução musical na terra do fado, agregando elementos do jazz e da Bossa Nova às sonoridades locais. O cachê não era lá grande coisa, mas ela não estava em condições de exigir seu peso em ouro. Durante um mês, de meados de janeiro até a segunda quinzena de fevereiro de 1969, enfrentaria uma maratona de shows em boates, teatros e clubes de Angola. “Em breve, teremos a magnífica cançonetista que o Brasil perdeu”, festejou o jornal angolano O Comércio.
Ao descer do avião da tap em Luanda e ser indagada sobre o que esperava do público africano, foi bem sincera: “Não tenho a mínima idéia. Não conheço a África nem sei muito sobre o seu povo”. A respeito disso, Maysa calculou que ela e os africanos estariam mais ou menos empatados. Eles também não deveriam saber nada sobre aquela cantora brasileira que colocava os pés pela primeira vez no continente. A desconfiança cresceu quando, ainda no aeroporto, precisou explicar a um jornalista do Diário de Luanda que os estilos da Bossa Nova e do iê-iê-iê, dos quais ele ouvira falar vagamente, não tinham nada a ver um com o outro.
Mas o repórter é que estava mal informado. Por força da influência econômica e cultural da metrópole sobre a colônia – Angola só conquistaria a independência de Portugal seis anos depois, em 1975 – os luandenses sabiam, sim, quem era Maysa. Tanto que, duas semanas antes da chegada, ela era capa da revista Notícia, principal publicação do país e que vivia sob a mira da rígida censura angolana. “Maysa vem a Luanda”, dizia a chamada. Lá dentro, uma entrevista feita pela jornalista Edite Soeiro, a primeira mulher a exercer a profissão no país, constantemente convocada para prestar esclarecimentos aos censores, por causa dos textos que escrevia e das calças compridas que teimava em usar.
Edite entrevistou a cantora em Lisboa, quando a turnê em Angola foi confirmada. Sem dúvida, as duas se entenderam bem, pois a conversa rendeu oito páginas da revista. Incentivada pela jornalista, Maysa soltou o verbo: “Canto para botar pra fora o que tenho dentro de mim. Explico: ‘Botar pra fora’ é uma expressão feia, mas que se usa muito lá no Brasil. Tudo bem, posso substituí-la por outra, mais fácil de entender por aqui: vomitar. Canto para vomitar todas as coisas que estão em mim, que me saem pelos olhos, pelos dedos, pela boca”.
Se soubesse da repercussão que teria a turnê no país, em vez de providenciar uma mala extra para guardar recortes de jornal, Maysa teria levado a Angola um contêiner. Depois de cantar com casa cheia no Cine Avis, de Luanda, viajou 740 quilômetros ao sul, por terra, até chegar em Lobito, onde se apresentou em outro cinema apinhado de gente, o Flamingo. O sucesso foi tão grande que os luandenses mandaram-na chamar de volta, agora para atuar em um cine ao ar livre, na periferia da cidade. O N’Gola, que cobrava preços populares, transbordou de gente que queria ver Maysa. “A seu jeito, o público do N’Gola é exigente. Assobia, pateia e grita quando não gosta do que está vendo”, advertiu o jornal O Comércio. “Esperamos que o subúrbio compareça em força neste encontro que o porá frente a frente com um dos expoentes máximos da canção brasileira”.
Maysa gelou. Temeu que se repetissem ali as cenas do Maracanãzinho e se preparou para o pior. Mas foi aplaudida calorosamente. “A assistência entusiasmada obrigou-a a ficar um pouco mais e a aplaudiu de pé, fato inédito naquela casa de espetáculo suburbana”, registrou a revista Noite e Dia, de Luanda. Maysa ficou sensibilizada ao ver que, ao contrário do que ocorria com o público dos festivais no Brasil e das boates de luxo de Copacabana, os freqüentadores do cine N’Gola, mais habituados a assistir a comédias pastelões e filmes baratos de capa-e-espada, faziam um respeitoso silêncio enquanto ela cantava. “Se é verdade que a cidade gostou de Maysa, a cançonetista parece ter-se deixado enamorar pela cidade”, disse o Diário de Luanda na edição de 12 de janeiro de 1969, dia da sua última apresentação no país. “O adeus desta noite poderá significar apenas um até breve. Oxalá assim aconteça”, desejou o jornal.
Contudo, Maysa nunca mais voltaria à África. Não só isso. Até mesmo seus dias de Europa estavam contados. Ela só retornaria a Madri rapidamente, para cobrir os móveis de casa com lençóis brancos. Por obra do acaso, um encontro que tivera em Lisboa, antes da viagem a Angola, seria responsável por mais uma reviravolta em sua vida.
Lyra Neto, in Maysa, Só Numa Multidão de Amores, Ed. Globo, São Paulo, 2007
E então finalmente nos encontramos, no bar do Hotel Fasano, em São Paulo, no final da tarde da quinta-feira, 20, a mesma em que um dilúvio desabou sobre a megalópole e chegou até a faltar eletricidade em alguns pontos da maior cidade brasileira…
Fernando Baião, morador dessa Casa, dono desse texto que me chamou a atenção na primeira vez em que bati os olhos, autor da belezura de livro recém-lançado em Lisboa cuja capa reproduzo acima. Sobre o livro em si, que vou falar mais ao fim do post, só queria dizer por hora que li todo em menos de três horas, no avião, de tão eletrizante que é…
Mas vamos ao Baião. E aqui não vai nenhuma rasgação de seda, especialmente porque os amigos sabem a pessoa grossa e mal educada que sou. Pessoa queridíssima, parece que já o conhecia há anos. Dono de uma cabeça, uma memória sobre Angola e Brasil, um repertório cultural e uma simplicidade que poucas vezes vi em figuras muitas por aí… apesar do momento pessoal por que passa, carrega consigo uma alegria que valha-me Deus.
Engraçada essa coisa de ter um amigo virtual e depois ir conhecê-lo pessoalmente. Há meses, planejávamos nos encontrar, Fernando Baião e eu, além de toda a malta de personagens que circunda esse blog, nomeadamente o F., a Branquela, a Ju, o Candongueiro, o Greg, e o Zé, que está lá em Maputo.
Pois dessa vez deu certo: na mesma cidade e na mesma data, pudemos passar mais de três horas – isso mesmo, três horas – de frente um pro outro, com um copo de água tônica a nos separar, falando da vida, desse blog, dos encontros e desencontros, do que é o Brasil com e sem Angola e Angola com e sem o Brasil. Estava acompanhado do filhote que acabara de fazer anos e da esposa que, olhem só, mora na mesma rua onde um dia morei.
Há coisa de dois meses, ele havia me mandado Kimalanga, como relatei aqui. Levei o livro para São Paulo para mostrar que estava lendo mesmo e ele me presenteou com mais quatro: um para o A.M., leitor fiel desse blog, órfão de Luanda depois de três anos, que também agora vive em SP e que também encontrei, numa noite memorável, o Alex, o Fernando Alvim, outra figura querida que estava em São Paulo e não encontrei, por força de agendas e dessa cidade tão grande, tão intensa.
Um homem de letras, é isso que o Baião é. Nada de ecomista ou coisa que o valha ligada a números.
Kimalanga conta a história de Zé Paulino (olha só!, João!), um angolano de meia idade que ficou mbaku, impotente, broxa mesmo como a gente diz no Brasil. O pau não subia mais, de jeito nenhum, tivesse ele a catorzinha que tivesse na cama. Numa luta desenfreada para fazer seu Zezinho voltar à ativa, o homem recorre a Pau de Cabinda, vai à Londres e Àfrica do Sul em busca de tratamento, ensaia vir ao Brasil procurar pai-de-santo…até que…
Como pano de fundo, uma narrativa telúrica, adocicada, bem humorada e antes de mais nada realista sobre o que é tornar-se homem de negócios em Angola depois da gerra de libertação, da guerra civil toda, da pacificação e, claro, conviver com a corrupção, a propina, o luxo e o lixo de Luanda, a falta de perspectiva de alguns jovens, a vida e a morte, a sobrevivência e, claro, o amor. O livro, no meu entender, é antes de mais nada sobre o amor de Paulino por sua esposa, uma senhora gorda de mais de 100 quilos que passa o dia no sofá, vendo novelas brasileiras e tomando cerveja. Imensa, rotunda, praticamente uma Wilza Carla do Largo da Maianga.
Paulino, apelidado de Kimalanga (hiena, como explica o autor num pequeno dicionário ao final do livro), é para muito além do simples animal com seus instintos primitivos, é um personagem ao qual a gente se apega, que faz e desfaz, que filosofa, que a gente pensa que vai prum lado e depois vai para outro… e, no final, o Baião…ah, o Baião, se te pego de novo por aí…
Imaginem o que é um homem angolano ficar impotente, minha gente!
Esse relato parte, em certa medida, do mesmo mote de Predadores, de Pepetela, comentado aqui. Mais gostoso talvez porque menos despretencioso, uma literatura feita não para marcar um tempo histórico, mas retratar os hábitos culturais de um povo que nasce, cresce, descobre a sexualidade, casa, tem filhos, morre e “vai a enterrar” comemorando a vida. É isso que o angolano faz, todo o tempo, como pude comprovar vivendo em Luanda durante seis meses e no encontro de três horas como o agora amigo de carne e osso Fernando Baião.
Eu não sei como nem com ajuda de quem (porque o livro ainda tem problemas seriíssimos de distribuição em Luanda), mas você tem que lê-lo A-GO-RA!, como diria um jornalista acolá.
O próximo encontro já está pré-marcado: deve ocorrer numa cafeteria qualquer de Lisboa, no Três em Um da Antônio Barroso, no Hotel Fasano, de novo, ou na cidade dos Reis Magos.
O sonho dos angolanos em ter um show de Xuxa será realizado. A "rainha dos baixinhos" se apresenta junto com o cantor local de maior sucesso, Maya Cool, no dia 10 de outubro, na festa da Amizade Brasil-Angola. O mestre de cerimônia será, pelo segundo ano, o apresentador Luciano Huck.
Agora vem a melhor parte disso tudo:
O programa ‘Revista África’, da TV Globo, acompanhará, durante todo o mês de agosto, a disputa de duas angolanas ao papel de fada no filme “Xuxa e o mistério da Feiurinha”, de Tizuka Yamazaki, diretora de outros filmes da apresentadora como “Xuxa Popstar” e “Xuxa Requebra”.
No programa que irá ao ar esta semana, dia 01, uma reportagem mostrará os primeiros dias das atrizes no Rio de Janeiro, onde estão para fazer os testes, e o encontro emocionado com a apresentadora.
No dia 8 de agosto, será exibida a reunião do elenco para as leituras do texto do filme. Já no dia 15 de agosto, o programa mostrará um making of do “TV Xuxa”, e fará suspense com o nome da vencedora, que será anunciado no “Revista África” da semana seguinte, 22 de agosto. Só então os telespectadores verão a volta da escolhida a Angola e a festa que os amigos farão para recepcioná-la.
A TV Globo Internacional exibe o “Revista África” todos os sábados, logo após o “Jornal Hoje”.

Dentro da programação, ontem aconteceu um show maravilhoso com Carminho, uma das novas vozes desse gênero musical tão triste e tão bonito que é o fado. Dizem que é preciso ter mais de 40 anos e ter sofrido uma grande decepção amorosa para cantar o fado, mas Carminho quebrou todas essas regras, pelo visto. Tem apenas 24 anos e no quesito voz é um assombro. Aqui você pode vê-la cantando a lindíssima “Marcha de Alfama”.
Completaram o show o magistral saxofonista Carlos Martins, cuja versão de “Maio Maduro Maio” arrancou lágrimas de um certo revolucionário amigo meu que estava na platéia e trabalhava pra RTP quando da libertação de Lisboa e Luanda e – como não dá mais para falar de Brasil e Portugal sem falar da África – colocou os pés do lado de cá pela primeira vez junto com a comitiva de tugas a caboverdiana Nancy Vieira, que mandou embora toda a chuva que caía em Natal há dias com seu vozeirão ao entar mornas, coladeiras e batuques, nomeadamente o lindíssimo “Vadú”, que encerrou o show.
Tudo isso vem à guiza de introdução para falar de Mário Ivo, um jornalista potiguar que conheci em janeiro e que me concedeu a honra de publicar, em dois sábados seguidos, um “pequeno dicionário” com cerca de 15 verbetes tentando explicar para quem está do lado de cá o que é Angola (tal qual aquele que causou tanta polêmica aqui no blog por causa do verbete "portugueses"). No final, Mário, que batizou essa sessão de “Adivinhe quem vem para o café-da-manhã”, amarrou as pontas de tudo e, brilhantemente resumiu Brasil, África e Portugal com um ditado popular que não deve ser só brasileiro: “somos tudo farinha do mesmo saco”.
Dono de um texto elegantíssimo, ele publicou dia desses a crônica abaixo, sobre Lisboa, e me autorizou a reproduzi-la no blog, para deleite de quem vive nessa ponte aérea e sentimental, saudosista e reflexiva, de amor e ódio para com as duas cidades (Luanda e Lisboa) e que, nos momentos mais difíceis, só precisam lembrar disso: “somos farinha do mesmo saco”. As fotos são todas deste datilógrafo, feitas quando da última "aterragem" por lá. Para acompanhar a leitura, que tal ouvir Amália Rodrigues cantando "Uma Casa Portuguesa" nesse videoclipe cafonérrimo e, por isso mesmo, maravilhoso?
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Embriaguez em Lisboa, Mário Ivo Cavalcanti
Nunca dei muita importância à Lisboa. Me pareceu mais interessante vista do alto, ou quando, pousados os pés na pista do aeroporto, manhã outonal de mil e novecentos e muitas décadas, ainda não tinha meus pés pousados realmente nela.
Depois, aquela profusão de praças, carros, ônibus – atulhando a visão. Diante de Madri, que eu só conheceria depois, Lisboa era uma cidade velha, caquética, mal-ajambrada – quase como uma daquelas favelas, fedendo a bolor e urina, esse tipo de lugar que a gente tem vergonha de assumir que tem nojo, mas evita a passagem com certo cinismo, mas não impunemente, porque a moral, porque a consciência, porque etc.
Mas, três meses sem ver o mar e foi Lisboa quem me reconduziu ao encanto que é ver o mar e saber que existe um momento na vida em que não ver o mar é um desencanto a mais na solidão. Inda mais quando se assiste ao mar engolfando rio e virando oceano e horizonte infinito. Inda mais quando é o Tejo, o rio particular de todos nós, aldeões, a ser engolido por um Atlântico ainda remanso, antes de virar, tormenta, onda, vagalhão. Um rio inteiro, grande por magnífico, magnífico por secular. Secular porque sim.
Do que ainda me lembro, e tão pouco me lembro, Lisboa a partir de um automóvel não é a mesma de quando percorrida – melhor dizendo, tateada – a pé. Passo miúdo, passo apressado, passo junto ou desconjuntado, a pé.
Talvez eu diga isso, agora, quase outra encarnação da memória, por um atalho brusco e sem sentido na direção do ensaio sobre a cegueira do senhor Saramago, o português moderno por excelência e distinção. Não pelo livro em si, que de Lisboa tem pouco, mas pela importância do tato diante da visão, da definição exata das pontas dos dedos frente ao esboço do olhar.
Todos modos, acredito piamente que sabe-se mais de Lisboa no interior do elevador de Santa Justa do que olhando o Tejo e suas pontes, que na verdade são apenas duas e que na verdade é apenas uma e haverá quem diga que se parece com a Ponte de Todos e não o contrário. (Mas que, verdade-verdadeira, são muitas pontes, milhares delas, centenas delas, dezenas dela, uma única, enfim, porque muitos são os pontos de onde guardá-la, mas sempre unitário é o olhar.)
Em Lisboa (e também creio piamente, que hoje acordei quase devoto), ou você passa a mão pela rachadura das paredes, ou você sente o entalhe do tempo no madeirame das casas, ou você fere os dedos no ferro trabalhado do Santa Justa – ou então, você não sente nada e se ilude com uma indigestão de paisagens abertas.
Porque, dizem, a visita primordial é ao Mosteiro dos Jerônimos, e à Torre de Belém, mas aquilo sempre me pareceu uma espécie de Disneylândia Gótica, um épico arquitetônico, enfim, grandiloqüente por demais, sonoro por demais, ruidoso por demais, fake por demais.
Houve um tempo, também, em que o que mais me incomodava em Lisboa era sua língua. O rumor da sua língua. A entonação da sua língua. A língua de suas ruas, carregadas de insinuações verdes, de prosódias amarelas. Com esse arremedo de identidade comum, de berço comum, de lugar comum, de decadência comum – reino e colônia amalgamados numa tristeza, saudade sem fim. Porque quando se é jovem queremos, desejamos, almejamos, exigimos, enfim, a incompreensão.
Quando eu desci em Lisboa, naquela manhã de outubro-outono, um dos passageiros estava bêbado. Da mesma embriaguez do cônsul britânico em Cuernavaca no Dia dos Mortos, como se saído direto das páginas de “À sombra do vulcão” para um tête-à-tête com Almada-Negreiros – em frente a A Brasileira. Era um homem realmente bonito e já dava seus primeiros passos para o dia em que chegaria à velhice onde, talvez, perderia também parte do fascínio dos habituados a pôr à mesa a própria beleza. Por enquanto, estava vestido elegantemente, ainda mais com a gravata elegantemente desconjuntada como se desejosa em combinar com a embriaguez do seu proprietário. Tinha, explicitamente, a elegância dos que se destacam naturalmente do rebanho, dos que optam alçar a cabeça no prumo das nuvens e não enterrar o focinho na providência segura do pasto. Desconfio que misturou pastilhas medicinais com álcool, tão irresistível era sua bebedeira. Desconfio que tenha passado a mão na bunda de uma aeromoça, a mais bonita, a mais madura, a mais magra e alta. Desconfio que ela gostou, mas é das aeromoças a cobrança de respeito pelos passageiros, pois. Por isso o rosto amuado da menina – aliás, toda a equipe estava visivelmente irritada com o sujeito. Que, ainda no ônibus que nos levaria da pista para a alfândega, pegou o chapéu de uma senhora, colocou na própria cabeça, continuou rindo, indiferente à raiva que provocava no mundo, sem se preocupar se seria preso, algemado, interrogado, sem se importar, inclusive, se havia desembarcado em Lisboa ou alhures. Porque, como em qualquer cidade, desembarcar em Lisboa pode ser desembarcar em lugar algum, voltar ao ponto de partida, de onde nunca se parte realmente.
Danilo dos Santos, Grazi Massafera, Cauã Reymond, Joseana dos Santos e a primeira-dama Ana Paula dos Santos
O próximo ‘Revista África’ levará aos assinantes da TV Globo Internacional todos os detalhes da 3ª edição da Gala Internacional de Beneficência, realizada no ultimo dia 19, em Luanda. A equipe do programa esteve presente e fez a cobertura completa do jantar anual, organizado pelo Fundo de Solidariedade Social LWINI, com o objetivo de arrecadar fundos para ações de apoio às vítimas de minas terrestres.
Durante a festa, o ‘Revista África’ conversou com os atores da Rede Globo Grazi Massafera e Cauã Reymond, padrinhos do evento. O casal, que esteve pela primeira vez no continente africano, destacou a importância de participar de iniciativas em prol de questões humanitárias e aproveitou para agradecer o carinho recebido do povo angolano.
O programa deste sábado terá também uma entrevista com o secretário executivo do Fundo de Solidariedade Social LWINI, Alfredo Ferreira. O executivo falou sobre a criação da entidade, presidida pela primeira-dama angolana, Ana Paula dos Santos, e detalhou as quatro áreas de atuação da organização: educação, saúde, formação profissional e incentivo ao retorno das vítimas às suas regiões de origem.
A TV Globo Internacional exibe o ‘Revista África’ aos assinantes da Europa, África e Oriente Médio todos os sábados, logo após o ‘Jornal Hoje’.
Comentário do datilógrafo: no Brasil, a Grazi é deslumbrante mas, ao lado das deusas de ébano angolanas, sinceramente, não passaria em nenhum casting se eu fosse o diretor da novela.