quinta-feira, 25 de junho de 2009
Programa para quem vive em Lisboa
sábado, 20 de junho de 2009
O encontro
- F., estou cá em São Paulo, engarrafado num tráfego que mais me lembra o de Luanda, tás a ver?
Era Fernando Teixeira, o Baião, morador desta Casa, escritor angolano que melhor traduz a língua das cubatas de Luanda, pai do Pequeno Dicionário Angolano que tantos visitantes atrai para cá. Conhecíamo-nos apenas pela rede, graças a este blog, mas já nos unia há muito a solidariedade com que ele sempre defendeu este espaço dos ataques totalitários.
Marcamos encontro para a noite seguinte, jantar sob as árvores do Chácara Santa Cecília, em Pinheiros. Durante duas horas falamos de várias Angolas. A da infância do Baião, a dos primeiros anos de independência, aquela em que moramos eu e a P., a dos preços mais altos do mundo, onde toda esta história começou.
Muitas Angolas, uma única saudade a nos unir, a mim e ao Baião. E ao X., que a esta hora está já a se matar de invejas por não ter tido a chance de desfrutar deste momento. Principalmente depois que souber que, já não bastasse o prazer da visita, presenteou-me o Baião com três de seus livros, incluído aí o último, cujo lançamento foi aqui anunciado.
Fernando, bom retorno a Portugal e já sabes: nas tuas voltas a São Paulo, tens cá um amigo, ya.
Tamos juntos!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Reunião de Condomínio
Tudo em São Paulo, a outra São Paulo, irmã-gêmea e prima rica da São Paulo da Assunção de Luanda (alguém aí sabia que é esse o nome completo da nossa querida "Rio de Janeiro de África" ou "Lisboa de África"?)
Ah, como foi bom ver que essas pessoas também existem do lado de cá do Atlântico. Sim, porque somente o F. eu conhecia de outros carnavais. As meninas e o Greg foi só em Luanda - e como Luanda eles só habitavam a minha memória afetiva.
Falamos de toda a humanidade, passando pelo emprego, pelas pessoas, pelos amores, pelas saudades, pelas frustações, pelo clima, pela decpeção como tudo acabou, pelos amigos do blog, pela política, pela ajuda mútua e, claro, pela vontade e desejo e possibilidade de uma dia voltar para Angola.
Estamos assim, hoje, no balanço geral:
- O X. morando a mais de 2. 500 km do resto da malta, num canto do Brasil bem próximo de onde o voo da Aifrance se "despenhou" e sumiu, numa das história mais tristes que se possa contar nessa semana.
- A Branquela de volta para o lugar de onde saiu antes de viver "pa" Luanda, com todas as suas roupinhas diáfanas (agora coberta de frio da cabeça aos pés) e olhares poéticos sobre o mundo.
- A Ju, mais gente louca totally impossível, com mil planos novos na cabeça, dando para nós a certeza de que vai ser, no grupo, a mais mutável, uma vez que antes de voltar para casa no Brasil foi jogar um pouco de brilho na China.
- O F., sempre sarcástico e com essas entradas na testa que só crescem, voltou temporariamente para o lugar onde nos conhecemos há quase dez anos, mas eu sei que ele não se adapta mais ao Brasil não, dado a aventurazona em que se meteu primeiro e depois arrastou, indiretamente, todos nós.
- O Greg, ah o Greg, esse sempre tão gentil e observador da vida pelas lentes da fotografia, morto de saudades de Luanda, dizendo sempre que faltou algo, que lhe roubaram os doces como uma criança. E foi mesmo. Faltou a ele fazer "a foto" definitiva dessa cidade linda e ele ainda vai fazer.
- Espiritualmente, estiveram presente o Zé, que nessa altura explora Maputo, e o João, perdido em algum lugar entre o Sudão e o Egito, outros dois lugares que devem ser fantásticos nesse continente fantástico.
- E "toda a gente" que lê esse blog.
domingo, 3 de maio de 2009
Roberto Carlos, Angola, 50 anos de carreira e dores de cotovelo

quarta-feira, 4 de março de 2009
O banho do angolano
segunda-feira, 2 de março de 2009
O F. faz idade nova
São 22h do domingo no Brasil e só agora tive tempo de desejar feliz aniversário e parabéns ao F., essa figura ranzinza, mau humorada, chata, cri-cri, curiosa e, para além de todos esses adjetivos, um amigo maravilhoso, criador desse blog que, oxalá, nunca vai se acabar.
As aventuras de Fulano
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Fulano deixa Angola rumo ao Leste da África
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Carnaval de São Paulo homenageia Angola

Desfile da Tom Maior em 2008: o maior espetáculo da Terra vira os olhos para Angola
E tem mais Angola no Brasil essa semana!
Nada menos do que a Escola de Samba Tom Maior, representante máxima da minha querida Zona Oeste, em São Paulo, vai ter o país da Palanca Negra, do funge, do Kinaxixi, do Elinga, da Ilha de Luanda, das Quedas de Kalundulo, das Zungueiras, dos Kotas, Putos, Damas e Kambas como tema do desfile que vai colorir o sambódromo do Anhembi às 2h da manhã (hora local) do próximo sábado. Martinho da Vila vai ser homenageado também. A TV Globo Internacional transmitirá ao vivo (ou "em directo", ehehe).
De Luanda, fiquem com os dedos cruzados para a Tom Maior, que ficou em quinto lugar no ano passado, levar o título. E lembrem-se que no carnaval brasileiro tudo é estilizado. Os carnavalescos, esses verdadeiros poétas do asfalto, são livres para narrar o que querem. "Só quem sabe onde é Luanda saberá lhe dar valor", já cantou Gilberto Gil.
Patrulhas ideológicas, por favor, fiquem todas sentadinhas vendo o desfile! Nada de criticar as alas que falam da corte da Rainha Ginga ou das alegorias que retratam Agostinho Neto e outros vultos da Pátria, ok?
As informações abaixo são do jornal Folha de São Paulo.
Segundo o carnavalesco da Tom Maior, Marco Aurélio Ruffin, a sugestão do tema do enredo foi dada pelo cantor Martinho da Vila, que também será homenageado devido a sua canção "Tom Maior", que inspirou o nome da escola. O músico também é destacado por ser o embaixador cultural de Angola no Brasil.
Enredo
O enredo "Uma Nova Angola se Abre Para o Mundo! Em Nome da Paz, Martinho da Vila Canta a Liberdade" aborda a história, a cultura e, principalmente, a reconstrução de Angola após a guerra civil que devastou o país durante quase 30 anos.
"Angola tem muitas coincidências com o Brasil em relação à religião, à música e à espontaneidade do povo. Na verdade, a origem do samba se deu com o semba, uma música típica angolana que veio para o Brasil com os escravos e se transformou no samba", diz o presidente da Tom Maior, Marko Antônio da Silva.
O abre-alas da escola vai apresentar Angola destruída com o término da guerra civil. "Esse momento marca a destruição de Angola, mas também representa o início de um novo capítulo, um novo trajeto para o país. É um momento muito festejado por lá", afirma Silva.
Depois, a escola apresenta elementos da etnia angolana e da cultura do país africano, com destaque para a religião, que inclui a umbanda e a macumba.
As riquezas de angola também serão destacadas com um carro alegórico que representa o petróleo e outros minério explorados no país africano.
O último setor da escola vai fazer uma homenagem ao samba. Martinho da Vila deve desfilar neste último carro alegórico.
"A expectativa é superar o resultado do ano passado, em que ficamos em quinto lugar. Pelo nosso projeto acredito que estaremos disputando o titulo com certeza", diz o presidente da escola.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ricco entra no Big Brother Brasil 9

domingo, 15 de fevereiro de 2009
Uma história tristíssima

sábado, 10 de janeiro de 2009
Do lado de cá, saudades do de lá
Esta ponte, chamada de Newton Navarro (um grande pintor potiguar) liga a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, Brasil, a Luanda, capital da República d´Angola, de uma forma sentimental e poética, por sobre as águas do Oceano Atlântico.terça-feira, 7 de outubro de 2008
S. Paulo e Luanda
Chegado ao aeroporto de Guarulhos, depois de dez horas de voo, enfrentei uma chuvada daquelas iguais a Luanda, com muita trovoada, igual aos meus tempos de criança, em Malanje. Depois foi o trânsito infernal, julguei que estava no Rocha Pinto, aqui vi, que S. Paulo e Luanda em questão de trânsito, empataram. Bom, um pouco mais ordeiro e civilizado, nestas paragens, não têm os candongueiros nem meninos a vender de tudo nas ruas, salvo,aqueles que vendem ginguba torrada e quentinha na Avenida Paulista, agora bem melhor do que há quatro meses atrás, pois acabaram as obras de restauro. Fiquei no hotel FASANO, na zona dos Jardins. à noite, ainda pensei ir ao Teatro de Maria Della Costa, mas o sono e o fuso horário não permitiram, mais a chuva e o frio. Chegou a Primavera, mas o Sol, esse, escondeu-se, não sei se com medo das eleições autárticas, que estavam quentes, Marcia e Kassab, vão ao segundo "tour". Alckmin, apesar de andar a fazer propaganda com a mulher e a filha nas ruas ficou com a medalha de bronze. Quem andava todo contente no Estado de S. Paulo era o vosso Presidnete, Lula da Silva. Também não sabia que havia aqui problemas com o lixo, discutem-se os "lixões", pois aterros e mais aterros já não suportam tanto lixo. Felizmente, não se vê nas ruas, como em Luanda. S. Paulo é mesmo grande, tem mais habitantes que Angola inteira, muitos museus e teatros, as pessoas são bastante simpáticas, como todos os brasileiros, evidentemente. Todo o mundo fala de reenvidicações de terras, sobretudo os Quilombolas e o problema do grampeamento dos telefones dos ministros está a dar grande maka. Fui visitar os centros do Morumbi, Ibirapuera, El Dorado e Iguatemi, que fazem do nosso Belas Shopping uma loja de bairro. Fui beber umas chopes ao Bar Muralha, Brahama e outros que não me lembra o nome. Fiquei a saber do grande amor dos angolanos pelos caméricas, pois o seu recente Consulado, em S. Paulo, está localizado na Av dos Estados Unidos. Ainda experimentei o sorvete Rochinha e fui comer aos restaurantes Rodízio "Vento Aragano", gaúcho e como todos os sítios gaúchos, o dono é alemão. Fui ao Porto Robaya comer peixinho e ao português "Antiquários". Ainda tive tempo para ver o Obama da Baixada Fluminense a discursar no Rio, pela televisão, claro.Concorre às eleições com o nome patenteado de Barack Obama. Estive no Sírio-Libanês e realmente, médico brasileiro é outra coisa, você entra a morrer e sai com o moral elevadíssimo, não é só o tratamento, é também a forma de conviver com as pessoas, seja médico assistente, seja professor catedrático. Não sendo a primeira vez que vou a S. Paulo, a verdade é gostei. Estamos juntos. Kandandu para vocês

