
Mas chega também com a força e o colorido das flores. As flores que nascem ousadas atrás da poeira, ao lado do lixo e do esgoto, e dão vida às ruas com suas roupas estampadas. Carregam sobre a cabeça grandes pétalas de plástico recheadas de frutas. Não se curvam sob o sol ardente, não esperam acontecer. Seguem “caminhando e cantando”, (e os brasileiros sabem o que estou cantando...).
Arranjam-se em pequenos buquês nas esquinas, ensinando à Luanda o espírito de iniciativa e coletividade de que ela tanto necessita. Logo nas primeiras semanas vi um desses buquês em ciranda, com flores ensinando outras flores a ler e escrever. “Aprendendo e ensinando uma nova lição”. Lição que, espero, sigam ensinando aos irmãos que, equivocados, insistem que sábio é esperar.
Vim para Angola regar flores. E faço delas meu mais forte refrão.





Nosso agradecimento à doce e sorridente Anabela, que nos acolheu na sua barraca de sandálias de plástico para tirar essas fotos escondidas.
