quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Essa você não vai ler no Jornal de Angola

Dia desses eu entrava num ministério em Luanda e dei de cara com um cartaz de um projeto social. Uma das fotos me pareceu familiar. Fui checar e bingo! Era uma imagem feita por mim e publicada nesta Casa.

Eu ficaria lisonjeado se tivesse sido consultado sobre a utilização da foto. Provavelmente a liberaria sem custos e poderia ter cedido o arquivo em alta resolução. Mas nada disso aconteceu. A foto foi “roubada” do blog sem prévia consulta e publicada em baixa resolução, o que resultou num resultado porco, uma imagem totalmente “pixelizada”. O cartaz em questão foi elaborado por uma consultoria de estrangeiros que certamente cobrou ao ministério não menos de USD 50 mil pela produção.

Esse caso é emblemático do tipo de “consultoria” que alguns expatriados prestam em Angola. Por que o governo não toma providências? Porque os poderosos angolanos são sócios dessa grande mamata.

Alguns estrangeiros que chegaram a Angola ainda no tempo da guerra, quando poucos se aventuravam, fizeram boas amizades no governo e Criaram empresas angolanas com sócios muito importantes no partido ou na família do presidente.

Graças a esses sócios, as empresas conseguem contas importantes dos ministérios, contratos milionários. Prometem consultoria com mão-de-obra especializada. Na prática, trazem poucos profissionais gabaritados pagando salários razoáveis, e um bando de jovens recém-formados ou mão-de-obra rejeitada pelos exigentes mercados de trabalho de seus países. A esses pagam entre USD 1000 e USD 3000 mensais. Como atrativo oferecem casa, passagens aéreas a cada três meses para os países de origem e carro com motorista. Tudo bancado pelos cofres do governo angolano.

Os contratos sempre prometem implantação e treinamento da equipe angolana que tomará conta do projeto depois. Na vida real ninguém ensina nada aos angolanos. Assim, o dono da consultoria perpetua o contrato milionário. É um grande negócio entre amigos.

Enquanto isso, no Jornal de Angola de hoje você pode ler sobre a linha de crédito que Angola vai abrir a Bissau. Tem também uma notícia sobre o aumento do volume de receitas da repartição fiscal do Namibe em 2008.

Carnaval em Luanda, é em Janeiro

Ora, estava a menina migas toda cheirosinha, bonequeninha, bem dispostinha e outras coisas que tais, acabadas em inha, pronta para a festa de despedida dos queridos F. e P. quando,ao sair da sua humilde casinha, foi parada por uma senhora agente. Caso surreal número 1: a menina migas nunca foi parada por qualquer senhor agente nesta Luanda. Primeira vezinha, portanto. E eis que, a simpática agente informou que por ali, não podia passar. Caso surreal número 2: Desfile Carnavalesco, dizia a agente. A migas hiperventilou, claro. Hã? Como? E agora? Não pode ser! Desfile Carnavalesco em Janeiro? Como vou para a festa dos meus queridos? Os argumentos, seguiram-se, à boa maneira angolana. Ah, porque tenho um compromisso importante. Ah, porque eu passo rapidinho e ninguém vai dar por mim. Ah, porque eu tenho mesmo de ir. Ah, e se eu fizer de conta que também pertenço ao Desfile Carnavalesco? Nariz encarnado de palhaço, é coisa que trago sempre na bolsa, não vá precisar um dia. Mas nada. Os “não posso fazer nada” seguiram-se à mesma velocidade. E uma segunda agente dizia que tínhamos sido informados. Hã? Tu queres ver que andaram de porta em porta a informar que a rua ia fechar e eu estava a tomar banho e a cantar bem alto com os meus dois pulmõezinhos? Esse seria o caso surreal número 3 do dia. A menina não canta. Repira fundo e pensa, migas! Passemos ao Plano B: encontrar no meio do bairro um caminho alternativo e, pedir ajuda aos senhores angolanos das redondezas. Não há. Não há caminho alternativo. A pedinche continua, claro. E quando vão deixar passar? 21h, dizia a simpática agente. Hã? 21 quê? Mas são 16h! E eu tenho meeeesmo de ir. Eu também estou incomodada – rezingava a simpática agente – mas são ordens do chefe. Ora, ao fim de meia horita e depois da pressão de alguns angolanos que se juntaram, lá foi a menina migas, com pisquinhas intermitentes, contra-mão, a caminho da grande festa. Ah, assim vale a pena! Dá mais luta. Torna as coisas mais complicadas. Quase impossíveis. Afinal quem se lembraria de um desfile Carnavalesco em Janeiro?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tudo tem seu preço

Windhoek tem um cinema moderníssimo, com cinco salas, som dolby digital, programação atualizadíssima, poltronas confortáveis, ar-condicionado, etc. etc. etc.

A entrada custa 22 dólares... namibianos. Noves fora o câmbio dá a bagatela de 2,3 dólares americanos.

Diz aí: dá pra acreditar nesse país?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As atrações da Namíbia

Conforme prometi no post anterior, segue uma lista de atrações que merecem uma visita. Infelizmente as distâncias entre elas são realmente grandes e você vai precisar de um tempo relativamente longo para fazer tudo. Ou então, pode voltar várias vezes.

Windhoek – A capital é o principal ponto de chegada para quem vem do Brasil ou de Angola em vôo internacional. É uma cidade pequena, com pouco menos de 100 mil habitantes. Tem algumas construções antigas, um charme europeu, mas não tem tantas atrações que mereçam mais do que dois dias por aqui. Passe para pegar o carro, conheça um pouco a cidade e caia na estrada.


Etosha National Park – É o destino número 1 do turismo na Namíbia. O grande lago pantanoso atrai animais selvagens que ali se concentram em busca de água. É possível ver girafas, zebras, oryx, kudus, wildebests e springboks aos montes. Com sorte você também verá leões, elefantes, rinocerontes e hipopótamos, embora estes últimos sejam mais raros. Você pode se hospedar num dos três resorts dentro do parque e dirigir seu carro pelos estradas para ver os animais. A dica é sair assim que os portões são abertos, às por volta de 6h30. Depois das 9h30, os animais se escondem para fugir do calor e fica impossível ver qualquer coisa. No fim de tarde eles voltam a aparecer, mas você deve ficar atento para voltar antes do fechamento dos portões do hotel. Ninguém é autorizado a circular durante a noite fora dos limites do resorts. Eu sugiro que, em pelo menos um dia, você faça uma gamedrive oferecida pelo hotel. Custa USD 50 por pessoa, parte às 6h00 da manhã e o guia já sabe onde levá-lo para realmente ver os animais. A menos que você goste muito de bichos, três dias é um prazo bem razoável para o Etosha. Depois disso você vai começar a cansar das longas distâncias em estradas de cascalho.


Swakopmund – Esta pequena cidade de colonização germânica é uma pérola no litoral da Namíbia. As construções são todas em estilo alemão, o clima é relaxante e a cidade tem bons restaurantes e cafés para passear e dunas ao sul, onde é possível assistir a um lindíssimo por do sol no mar. É uma ótima parada para descansar das estradas se você estiver indo ou voltando de Sossusvlei. Eu sugiro dois dias aqui. O Alternative Space é uma pousada de um arquiteto que vale muito conhecer. Custa USD 50 por casal, com café da manhã incluído, mas que você mesmo prepara. É um conceito diferente de hotel, para backpackers mais exigentes.


Walvis Bay – Esta cidade a poucos quilômetros de Swakopmundo não tem maiores atrativos, mas oferece um passeio de barco maravilhoso. Você paga USD 45 por pessoa e embarca numa lancha que o leva para ver focas e golfinhos ao largo da baía. As focas dão um show a parte, porque sobem dentro dos barcos em busca de peixe. São completamente dóceis. Se estiver com azar, você vai ver muitos golfinhos. Se estiver com sorte, vai perder a conta. Nós fizemos o passeio com a Mula Mula, mas existe um outra operadora que usa barcos maiores. A baía é bem calma e você precisa ser muito sensível para enjoar.

Sossusvlei – É o parque das dunas. O lugar é lindíssimo. Você paga USD 17 por pessoa por dia de visita (dinheiro namibiano, não se esqueça). O segredo é partir às 5h00, quando os portões são abertos, para assistir o nascer do sol nas dunas, que ficam a 67 km do portão. É a única forma de fazer fotos como a que ilustra este item. Depois, o sol ilumina os dois lados da duna. Você consegue chegar com carro a 4 km das dunas. Depois, só avança com um 4X4 traçado. Se estiver com um carro normal, estacione ali e pegue um dos shuttles que o parque oferece até a duna de Sossusvlei. Na volta de Sossusvlei, não deixe de parar no Dead Valley, logo ao lado. A vista também é inacreditável. Depois disso, volte para o hotel porque o calor é muito grande. Se puder, vá assistir ao pôr-do-sol na Duna 45. Vale o passeio. Só fique atento ao horário de fechamento do portão para voltar antes.


Twyfelfontein – Esta cidade no deserto do Namibe fica do lado oeste do Etosha. Tem uma inscrições milenares em rochas, feitos pelo povo Sam, mas confesso que não achei tudo isso. O melhor mesmo foi o passeio dos Elefantes, no fim de tarde. Paga-se USD 37 por pessoa para um gamedrive em busca de elefantes na região. O guia dirige um caminhão todo aberto, onde você viaja confortavelmente. No meio do passeio ele faz uma parada para drinques gelados e no final, serve um espumante numa parada para que você contemple o pôr-do-sol na savana dourada. Nós ficamos hospedados no Twyfelfontein Lodge, que tem um coral de funcionários muito divertido no jantar.

Existem outras atrações pelo país, mas como não tivemos tempo de visitá-las, acho esquisito escrever sobre elas.

Algumas razões para visitar a Namíbia

Muitos amigos tem me pedido dicas de viagem pela Namíbia, depois da propaganda que fiz aqui na Casa. Então, lá vão alguns motivos para cruzar a fronteira de Angola – ou o Atlântico, dependendo de onde você está:


O carro que alugamos por USD 92 por dia
Dirigir é muito fácil – As estradas são bem conservadas, mesmo as que ainda são de cascalho. Não existem buracos. No início do ano dirigimos mais de 3.500 km pelo país sem ver um único buraco. Nem no Brasil isso existe. Nas estradas de cascalho a conservação é tão boa que é possível dirigir a 70 km/h sem sustos. As ruas e estradas são bem sinalizadas, não tem como você se perder. É permitido virar para qualquer dos lados sem cair numa armadilha policial e quando você é parado, só lhe pedem a carteira de motorista. Nada de gasosas. Único incoveniente: dirige-se do lado esquerdo da rua, como na Inglaterra. Mas você se acostuma rápido. O aluguel de uma Toyota Hylux 4X4 totalmente equipada para camping, com duas barracas no teto e seguro total cobrindo inclusive pneus e vidros sai por volta de USD 90 adiária. Para um carro turismo normal é possível pagar a partir de USD 29. Pode parecer caro para quem vive no Brasil; é de graça para quem vive em Luanda. Nós alugamos com a Advanced Car Hire, uma turma bem profissional, mas eles só trabalham com carros 4X4.

A piscina do Opuwo Country Lodge

Os preços são muito baratos – Para quem vive em Angola, não há comparação possível. Uma diária num resort dentro do Etosha National Park, por exemplo, sai por volta de USD 100 por casal. Com pensão completa, em bangalôs totalmente novos, com AC, banheiro privativo, piscina, etc. etc. etc. Esse ainda é dos mais caros, porque é gerenciado pelo governo e fica dentro do parque. Do lado de fora você encontra belíssimas opções de hotéis de charme por preços a partir de USD 50 por casal. Além disso, tudo é muito mais barato, e com qualidade muito melhor do que em Angola. Um jantar completo com uma garrafa de vinho para duas pessoas nos restaurantes dos hotéis gira em torno de USD 30. Em Windhoek, pode-se conseguir preços ainda mais baixos. E tudo isso em ambientes charmosos, bonitos, bom serviço e boa comida. É como se você estivesse na Europa, mas sem os preços em Euros, que encarecem tudo para quem vem do Brasil. Para opções de hotéis ou mesmo pacotes completos, consulte a Chameleon. Eles fizeram nossas reservas nos lodges e foram impecáveis.

O país está preparado para receber turistas – Os hotéis são realmente muito bons, confortáveis, limpos, bonitos, novos. Todas as estradas tem placas indicando as entradas para os hotéis. Nós viajamos duas semanas sem levar um único endereço conosco e não nos perdemos nenhuma vez. As pessoas são genuinamente hospitaleiras, simpáticas, querem realmente ajudá-lo sem esperar nenhum dinheiro em troca, como muitas vezes acontece aos turistas no Brasil e em vários outros países pelo mundo. Você se sente seguro andando pelas ruas.

A savana dourada no deserto

As atrações valem a viagem – O país é realmente lindo, com uma paisagem das mais ecléticas. Desde as savanas douradas cobrindo os campos secos do Deserto do Namibe até as florestas temperadas ao redor de Windhoek, passando por dunas de areia lindíssimas em Sossusvlei. Os animais vivem soltos por todos os lados e, se tiver sorte, você vai vê-los pelas estradas mesmo antes de entrar no Etosha.

As dunas de Sossusvlei

Uma dica importante: troque algum dinheiro assim que chegar ao aeroporto de Windhoek. Especialmente se for noite ou final de tarde. As taxas do Thomas Cook do aeroporto são praticamente as mesmas das cidade, onde tudo fecha às 17h. Se você não tiver dólares namibianos ou rands (dinheiro da África do Sul), a única forma de pagar suas contas será o cartão de crédito internacional, mas alguns postos de gasolina não os aceitam. Quem vive em Angola se acostuma a usar dólares americanos em qualquer lugar, mas na Namíbia ninguém aceita dinheiro estrangeiro, com exceção do rand, que tem o mesmo valor do dólar namibiano e é largamente aceito. Os cartões de crédito internacionais podem ser usados para sacar dinheiro nas ATMs, se você estiver em apuros.

No próximo post vou publicar uma lista das atrações. Não sai da linha que eu já volto.

Lá vem polêmica

Eu sei que este post vai causar polêmica, mas eu tenho esse defeito de continuar me indignando com as injustiças... Fazer o quê?

2009 chegou com uma debandada geral de amigos estrangeiros que moravam em Angola. Foram abatidos pelo "blue stamp". (Vamos deixar claro desde já, esse não é o meu caso. Parto por livre e espontânea vontade. Poderia inclusive renovar meu contrato, mas por razões pessoais que explico neste post, decidi voltar.)

Funciona assim: 0s vistos angolanos de trabalho concedidos a estrangeiros têm validade de um ano, com possibilidade de duas renovações. Na segunda, o expatriado ganha um carimbo azul. Significa que, ao final do terceiro ano de trabalho, a renovação do visto lhe será negada. Ele terá de ir embora do país. Está na lei.

O governo alega que assim protege os angolanos. As companhias estrangeiras devem empregar mão-de-obra nacional e o carimbo azul as forçaria a isso. Na prática, porém, as empresas trazem outro estrangeiro para o lugar porque, ao mesmo tempo em que dá o carimbo azul, o governo permite que as companhias descontem dos impostos todas as despesas com passagens aéreas, com aluguéis milionários, com seguranças, motoristas e toda a estrutura de saúde especial que criam para manter os seus empregados expatriados.

Mas por que o governo de Angola permite isso? Eu não sei a resposta. Só sei que essa isenção é uma das responsáveis pela loucura dos preços em Angola. Como o dinheiro não sairá do orçamento delas, e sim dos impostos angolanos, as petrolíferas pagam qualquer preço que lhes peçam por aluguéis, empesas de seguranca, etc. etc. etc.

Quem ganha com essa isenção? Todos os generais que possuem empresas de proteção, pousadas, e hotéis, todos os políticos, ministros e pessoas influentes que são donos das casas do Miramar, do Alvalade e da Sagrada Família, cujos aluguéis chegam a custar 30 mil dólares por mês. Todos os angolanos ricos que são obrigatoriamente sócios dos estrangeiros em clínicas particulares de saúde, etc. etc. etc. Eles cobram o preço que lhes vem à cabeça, as petrolíferas aceitam e quem paga a conta é o erário angolano.

Em outras palavras, o carimbo azul é uma hipocrisia. A isenção é uma farra tributária e existe porque quem manda neste país ganha muito dinheiro com a presença de expatriados em Angola.

Se o governo quer mesmo estimular a contratação de quadros angolanos, pode começar por mudar a isenção de impostos. Em lugar de descontar despesas com expatriados, que tal permitir apenas a dedução nos impostos do dinheiro gasto em treinamento e formação de funcionários angolanos? Seria uma forma direta de incentivar a qualificação do trabalhador nacional para que ele tivesse condições de assumir os melhores cargos nas empresas estrangeiras.

Com o tempo, as companhias teriam quadros angolanos suficientes para os melhores cargos e parariam de gastar fortunas com expatriados. Mas aí os preços dos aluguéis, o lucro das empresas de segurança, das locadoras de veículos, tudo isso despencaria. Se não puderem deduzir esses gastos dos impostos, as companhias não aceitarão pagar qualquer preço que lhes peçam, como acontece hoje.

Será que isso interessa a alguém?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Os que ficam (II)

Ele chegou em Luanda em janeiro, um pouco antes de nós, mas sofreu até um pouco mais para encontrar moradia. Talvez por isso, mas principalmente porque nossos santos simpatizaram desde o início, R. nos convidou para morar na casa dele.

Nos mudamos em outubro, mas é como se tivéssemos passado muito mais tempo lá. Na cozinha de R. descobri um gosto pela culinária do qual nem suspeitava. Sob a orientação dele aprendi a preparar alguns quitutes brasileiros, notadamente o pão de queijo, pelo qual me tornei responsável oficial nas festas que promovíamos.

Mas o bom professor não é aquele que ensina um prato. Receitas existem aos montes. R. ensinou-me a sensibilidade para sentir a textura dos alimentos, a flexibilidade para adaptar ingredientes e medidas, a criatividade para inovar em misturas e temperos.

Ele é mesmo assim. Está sempre criando algo novo, adaptando pratos aos ingredientes que Luanda oferece. Pelo exemplo, aprendi a inventar receitas que nunca haviam sido escritas, testadas e aprovadas em livros e sites. Coisinha simples, vamos deixar claro, mas que saíram totalmente desta cabeça mesmo.

Cozinhávamos, falávamos de literatura, música, economia; ríamos das novelas e sitcoms da TV Globo; bebíamos nosso vinhos, biricocas, scotchs e cantávamos acompanhados pelo violão do companheiro A.

Era como se já nos conhecêssemos há muitos anos, tamanha a afinidade. Foram os melhores dias que vivi em Luanda.




Agora vou para a Índia e uma das coisas que pretendo fazer é um curso de culinária indiana. Quem sabe não prosperam aquelas idéias soltas de um dia abrirmos um restaurante no Rio de Janeiro? Nunca se sabe...

Porque o R., o A., a F., a Flávia, a Branquela... São amigos que ficam, que ficarão para sempre.