sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Fulano deixa Angola rumo ao Leste da África
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Malanje
Fomos pra Malanje 450km de Luanda, fica bem no meio de Angola, outro mundo! As estradas estão sendo arranjadas então em muitos pedaços tem desvios e buracos, mas dá para ir tranqüilo. Demoramos 6 horas para chegar por causa do trânsito para sair de Luanda.
Chegamos em Malanje que é a capital da província, lá tem praticamente duas ruas, uma que vai e outra que volta. Não há muito que se fazer por lá, tirando a pracinha principal toda florida a cidade ainda está meio abandonada.
No domingo fomos até kangandala que é uma aldeia mais ou menos 20km da cidade em estrada de terra, lá disseram que tem um parque onde existem as Palancas Negras.
Para chegar no parque são mais 25 km após a aldeiazinha em lama pura. No caminho encontramos várias pessoas de bicicleta que estavam levando mantimentos e pediram para a gente levar pra eles e fomos enchendo o carro... fomos indo, indo, indo até que chegou num ponto onde não podia mais passar pq a estrada ainda tinha minas (mais de 6 anos após o fim da guerra). Deixamos um menino com seus mantimentos pra quem nós tínhamos dado carona.
Nessa aldeia bem pequena tinha umas crianças que nunca tinham visto brancos e ficaram com medo da gente. Todo mundo da aldeia saiu para ver e tirar foto com a gente. Lá descobrimos que a entrada do parque era há uns 15 km atrás...
Voltamos a estrada péssima, super tensão durante vários momentos o carro saiu do controle, deslizando na lama... Mas finalmente achamos o caminho certo a estrada ainda péssima até que aconteceu o inevitável. Atolamos!!!
O lugar é maravilhoso parece que você está andando no meio da mata atlântica, um verde incrível... Bom a sorte foi que começou a passar gente de bicicleta um aqui outro ali e fomos angariando ajudantes. Mão na lama, madeira daqui, mato dali e uma formiga africana me mordeu.. Olha doeuuuuu muito!!!!!
Depois de mais ou menos 2 horas e 5 anjos que pararam para nos ajudar conseguimos desatolar o carro e o jeito foi voltar sem ver palanca nenhuma.
Na segunda fomos até as quedas de Kalandula, uns 80km da cidade. O lugar é muito bonito, ficamos o dia todo lá e arrumamos um hotelzinho simples, mas limpinho, aliás, o único da cidadezinha. Essa cidadezinha é ainda menor que Malanje só tem uma rua que vai e volta. Ai vc chega num mirante para ver as quedas espetaculares, dá para andar nas pedras em cima das quedas, vc anda e vê as mulheres lavando roupa e tomando banho (banho de verdade com direito a sabonete e tudo o mais). Mas infelizmente não da para descer ainda para a parte de baixo da cachoeira pq no caminho tinha uma ponte que foi destruída na guerra e ainda não foi refeita.
Na terça fomos para as Pedras de Pungo Andongo, umas formações rochosas que aparecem no meio da planície. O caminho inteiro é só verde, verde, verde. Muita terra fértil e nenhuma plantação. Num país tão pobre onde tanta gente passa fome não dá para entender isso... Mas enfim, as pedras são muito bonitas e tem uma lenda que a Rainha Ginga quando fugiu dos portugueses deixou uma pegada numa das pedras de lá, então o lugar tem uma áurea meio mística também.
No caminho achamos uma plaquinha perigo que havia minas (não na estrada, mas nas matas ao lado da estrada), e depois cruzamos com um macaco enorme atravessando a estrada.
Uma experiência única!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Praia na Índia
Razões para voltar
Quando o postal da irmã dela chegou e o dela não, F. tratou logo de ir culpando o carteiro:
- Essas pessoas de hoje em dia acham que as famílias só têm um filho. Por isso não entregaram o meu postal.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Carnaval de São Paulo homenageia Angola

Desfile da Tom Maior em 2008: o maior espetáculo da Terra vira os olhos para Angola
E tem mais Angola no Brasil essa semana!
Nada menos do que a Escola de Samba Tom Maior, representante máxima da minha querida Zona Oeste, em São Paulo, vai ter o país da Palanca Negra, do funge, do Kinaxixi, do Elinga, da Ilha de Luanda, das Quedas de Kalundulo, das Zungueiras, dos Kotas, Putos, Damas e Kambas como tema do desfile que vai colorir o sambódromo do Anhembi às 2h da manhã (hora local) do próximo sábado. Martinho da Vila vai ser homenageado também. A TV Globo Internacional transmitirá ao vivo (ou "em directo", ehehe).
De Luanda, fiquem com os dedos cruzados para a Tom Maior, que ficou em quinto lugar no ano passado, levar o título. E lembrem-se que no carnaval brasileiro tudo é estilizado. Os carnavalescos, esses verdadeiros poétas do asfalto, são livres para narrar o que querem. "Só quem sabe onde é Luanda saberá lhe dar valor", já cantou Gilberto Gil.
Patrulhas ideológicas, por favor, fiquem todas sentadinhas vendo o desfile! Nada de criticar as alas que falam da corte da Rainha Ginga ou das alegorias que retratam Agostinho Neto e outros vultos da Pátria, ok?
As informações abaixo são do jornal Folha de São Paulo.
Segundo o carnavalesco da Tom Maior, Marco Aurélio Ruffin, a sugestão do tema do enredo foi dada pelo cantor Martinho da Vila, que também será homenageado devido a sua canção "Tom Maior", que inspirou o nome da escola. O músico também é destacado por ser o embaixador cultural de Angola no Brasil.
Enredo
O enredo "Uma Nova Angola se Abre Para o Mundo! Em Nome da Paz, Martinho da Vila Canta a Liberdade" aborda a história, a cultura e, principalmente, a reconstrução de Angola após a guerra civil que devastou o país durante quase 30 anos.
"Angola tem muitas coincidências com o Brasil em relação à religião, à música e à espontaneidade do povo. Na verdade, a origem do samba se deu com o semba, uma música típica angolana que veio para o Brasil com os escravos e se transformou no samba", diz o presidente da Tom Maior, Marko Antônio da Silva.
O abre-alas da escola vai apresentar Angola destruída com o término da guerra civil. "Esse momento marca a destruição de Angola, mas também representa o início de um novo capítulo, um novo trajeto para o país. É um momento muito festejado por lá", afirma Silva.
Depois, a escola apresenta elementos da etnia angolana e da cultura do país africano, com destaque para a religião, que inclui a umbanda e a macumba.
As riquezas de angola também serão destacadas com um carro alegórico que representa o petróleo e outros minério explorados no país africano.
O último setor da escola vai fazer uma homenagem ao samba. Martinho da Vila deve desfilar neste último carro alegórico.
"A expectativa é superar o resultado do ano passado, em que ficamos em quinto lugar. Pelo nosso projeto acredito que estaremos disputando o titulo com certeza", diz o presidente da escola.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ricco entra no Big Brother Brasil 9

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Taj Mahal
Que me contaram e agora eu vou contar
Do amor do principe Xá-Jehan pela princesa Num Mahal
De de, dederede, de de, dederede, de de ... Taj Mahal"
(Jorge Ben Jor)

História bonita e tal mas a verdade é que o Taj Mahal está se transformando, hoje, num símbolo de como a vida moderna destrói os sonhos românticos.
O primeiro golpe na lenda dos apaixonados vem da ciência. Historiadores enxergam um simbolismo escondido nas inscrições islâmicas que adornam as paredes do mausoléu. Estão reproduzidos ali 14 capítulos do Corão que tratam sobre o Dia do Julgamento Final e sobre os prazeres do paraíso. Um deles, no portão de entrada, é uma citação em que Alah convida os homens de fé a entrarem no seu paraíso.
Além disso, foi descoberto recentemente um texto em Sufi antigo que descreve como seria o trono de Deus e, adivinhem, a descrição é idêntica à planta do Taj Mahal. O texto constava da biblioteca do pai de Shah Jahan. Associando as duas evidências, os cientistas alegam que Shah podia, sim, ser muito apaixonado pela esposa. Mas que também se considerava Deus e o mausoléu, no caso, teria sido construído para ele mesmo reproduzindo as descrições do paraíso.
De que ela era megalomaníaco ninguém duvida. Basta olhar para o imenso mausoléu.

As flores feitas de pedras semi-preciosas foram engastadas no mármore

Estas foram esculpidas numa longa pedra de mármore branco

Mais adornos engastados nas paredes do palácio

As descobertas da ciência podem abalar o mito, mas não acabam com a magia do Taj Mahal. Esta está sendo destruída mesmo é pela poluição lançada na atmosfera por automóveis e indústrias da região.
A chuva se tornou ácida e já há alguns anos vem correndo o mármore do palácio. Trabalhos de recuperação da estrutura vêm sendo feitos e algumas medidas de contenção da emissão de poluentes têm sido tomadas, mas a verdade é que o palácio está ameaçado.
Além disso, o rio que passa por trás dele foi assoreado, perdeu vazão e baixou. O terreno se tornou instável e os alicerces dos minaretes ao norte estão abalados.
Ou seja, enquanto a ciência especula as intenções românticas de Shah Jahal, nosso estilo de vida está prestes a acabar com a estrutura física da representação do amor eterno.
As cúpulas do Taj Mahal e, abaixo, a mesquita que faz parte do complexo
P.S. – Mumtaz morreu em 1631 e a obra começou em 1632, mas só acabou em 1653. A dúvida é: onde ficou enterrado o corpo da Mumtaz enquanto o Taj não ficava pronto?




O cara mais esquisito do lugar era eu, usando bermuda e camiseta.
