E está chegando a hora...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Próxima reunião de Condomínio...
E está chegando a hora...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ainda, a chaga maldita da escravidão (ou escravatura), pela pena de Machado de Assis

quinta-feira, 30 de julho de 2009
Xuxa fará show em Angola em outubro e mobiliza aspirantes a atrizes em filme sobre feiurinha
O sonho dos angolanos em ter um show de Xuxa será realizado. A "rainha dos baixinhos" se apresenta junto com o cantor local de maior sucesso, Maya Cool, no dia 10 de outubro, na festa da Amizade Brasil-Angola. O mestre de cerimônia será, pelo segundo ano, o apresentador Luciano Huck.
Agora vem a melhor parte disso tudo:
O programa ‘Revista África’, da TV Globo, acompanhará, durante todo o mês de agosto, a disputa de duas angolanas ao papel de fada no filme “Xuxa e o mistério da Feiurinha”, de Tizuka Yamazaki, diretora de outros filmes da apresentadora como “Xuxa Popstar” e “Xuxa Requebra”.
No programa que irá ao ar esta semana, dia 01, uma reportagem mostrará os primeiros dias das atrizes no Rio de Janeiro, onde estão para fazer os testes, e o encontro emocionado com a apresentadora.
No dia 8 de agosto, será exibida a reunião do elenco para as leituras do texto do filme. Já no dia 15 de agosto, o programa mostrará um making of do “TV Xuxa”, e fará suspense com o nome da vencedora, que será anunciado no “Revista África” da semana seguinte, 22 de agosto. Só então os telespectadores verão a volta da escolhida a Angola e a festa que os amigos farão para recepcioná-la.
A TV Globo Internacional exibe o “Revista África” todos os sábados, logo após o “Jornal Hoje”.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O Elinga não vai mais ser demolido
-- Yá, tás fixe? Tenho uma notícia boa para si, que sei que gostas tanto daquele sítio.
-- Aié?, respondi, brincando, uma vez que no Brasil a gente sempre diz: "não diga!" (quando na verdade quer é que o interlocutor continue a falar, no Brasil é tudo ao contrário).
-- Uma fonte do Ministério da Cultura me garantiu ontem que o Elinga Teatro não será mais demolido para dar lugar a um prédio de oito andares em formato de parque de estacionamento.
Nem o anúncio do que seria o final da crise financeira internacional me deixou tão feliz, confesso a vocês, porque só quem já viveu as noites frenéticas do Elinga (Zé, Ju, Xuxis, Fulano e cia. sabem bem) sabe que ali é "a balada" de Luanda.
--- Pois então, volte para cá pois, depois que "vocês" partiram, Luanda voltou a ser um deserto...
Ai, ai, ai, ai....
terça-feira, 28 de julho de 2009
O mundo virá abaixo, certamente...
sábado, 25 de julho de 2009
Foi assim, em Luanda
Ao arrumar alguns papéis, daqueles que se guardam ao longo do tempo com afecto, encontrei este desenho. Decidi partilhá-lo hoje convosco. Talvez porque esta imagem fala de uma Luanda antiga, relembra-me tempos em que se anunciaram sonhos e desafios.Foi há 34 anos. Havia a guerra. E desenhos. Porque havia crianças e vida também. Assim, foi naquele tempo em que grupos de desalojados povoaram durante semanas o então Liceu D. Guiomar de Lencastre.
Nzinga Mbandi ainda não chegara. Naquele espaço, erguia-se o Liceu Feminino, nascido em 1954, que se orgulhava da educação que proporcionara a jovens e futuras mulheres durante duas décadas.
Em Junho de 1975, o liceu abriu as suas portas para servir de abrigo temporário a quem vinha fugido da guerra. Nas salas de aulas escutaram-se, pela primeira vez, outras línguas e viram-se panos de todas as cores.
Na cerca, nos jardins interiores, na sala de Lavores e até perto do tanque onde se ia espreitar os jacarés (lá, ao pé da sala de Canto Coral) cuidava-se de gente. E procurava-se cuidar por inteiro. Os espaços exteriores encheram-se de alegria com os sorrisos e cantorias dos grupos de crianças que se distribuíam por diferentes actividades e, assim, iluminavam, sem saber, o cinzento de muitos dias daquele cacimbo quente.
Campanhas de limpeza, acções para angariar alimentos, organização de espaços e refeições constituíram algumas das inúmeras tarefas diárias que ocupavam os dias de todos os que tentavam preservar rotinas e vidas. Novos vocábulos ouviam-se nos corredores da escola e o léxico crescia e enriquecia a par de cada vivência. Dividir era a operação principal e a mais difícil daquele tempo. Era preciso dividir espaços, horas, pensamentos, tarefas, alimentos. Dividir sem apenas subtrair, fazendo os restos virar ganhos. Nos muitos nadas descobriram-se parcelas e assim se partiu para novas operações.
Julho, 1975. Tempo de partidas bruscas. De fugas, perdas, lutos. De sonhos, alegrias, esperanças e celebrações de vida. Tudo coube nesse cacimbo. Misturavam-se prazeres e dores, nascimentos e despedidas, despiam-se as vestes da ingenuidade trazida da infância e das ilusões exponencialmente romanceadas pelo sonho vivido intensamente.
Depois da dipanda, o Guiomar de Lencastre deu lugar ao Nzinga Mbandi. Hoje, nas suas instalações recuperadas em 2000, vejo partilhar outros saberes e gosto de saber que se fala de outros reis e rainhas, também. Já não há portões fechados no Liceu, nem cartões de saída, nem vendedores de picolés. Há zungueiras que por ali passam e tudo é possível comprar, no meio do barulho de vozes de uma nova geração que marca a saída do Nzinga agora.
Luanda apresenta-se transfigurada, mas guarda silenciosamente os seus mistérios. Neles encontro a generosidade e coragem de quem soube morar por baixo dos traços destes desenhos. Aqueles que guardo, junto com o brilho dos olhos e sorrisos daquelas crianças.
Luanda merece. E esta é uma das estórias que se podia contar!
terça-feira, 21 de julho de 2009
35 páginas sobre a economia de Angola

A revista País Económico - que eu sempre comprava ali na Africana, uma livraria vizinha ao Três em Um, café charmosinho na rua António Barroso, na Maianga - publicou na edição de julho um dossiê de 35 páginas sobre a economia angolana.
Tem pano para todas as mangas: banca, construção, automóveis, empresariado, transportes e acessibilidade, energia e indústria.
Leitura obrigatória para o grupo de amigos datilógrafos transformados em economistas de um dia para a noite no ano passado, de acuerdo?

