quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Semana de Gastronomia na Casa de Luanda

Sobremesa divina e das estrelas, preparada por mãos de fadas
Ilha de camarão, pela ocasião do lançamento do JE, numa gala no Tropical
Paella feita pelo G., pela ocasião da despedida de toda a gente

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Petróleo, diamantes e musseques

A agência Habitat, das Nações Unidas, divulgou ontem o relatório "Planejando Cidades Sustentáveis", no qual sustenta que 200 mil pessoas no mundo deixam o campo todos os dias para viver em cidades - que obviamente não estão preparadas para recebê-las. O resultado disso é o crescimento assustador do número de pessoas a viver em moradias precárias - as favelas brasileiras, os musseques angolanos.

Em África estão os cinco países com os maiores percentuais mundiais de habitantes vivendo nessas condições. Serra Leoa, onde 97% da população é favelada, lidera o ranking.

Angola, o segundo maior produtor de petróleo de África, o terceiro maior produtor de diamantes do mundo, ocupa o 4o lugar da lista: 86,5% da população vive em musseques.

Antes que saiam já a criticar o brasileiro, de que só fala mal de Angola e esquece os seu país, coisas que cansei de ler por aqui: no Brasil, 29% da população é favelada. O que não é nenhum alívio, já que em números absolutos dá pouco mais de 55 milhões de pessoas - o equivalente a mais de quatro vezes a população total de Angola.

Agora, em grande, um post sobre alta gastronomia

Salmão ao molho de alcaparras com verduras do Cais de Quatro: chef estrelada

Uma das primeiras brasileiras fora do circuito guest-house que conheci em Luanda foi Caroll Bessa, chef do Cais de Quatro, indicada pelo meu amigo David Braga. Há anos morando em Angola (continuará por lá?), essa paulistana com garfo e faca tatuado no pulso revolucionou a gastronomia local ao utilizar elementos da cozinha fusion nas suas criações e aos domingos mata as saudades dos brazukas com um buffet de comida brasileira - a melhor do mundo, diga-se de passagem. Essa criação bonita aí da foto, "na altura', saiu por míseros USD 100. Com o vinho que tomamos, a contita foi para USD 150. Um parâmetro econômico muito louco.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Na galeria das saudades

Já que o blog anda meio nostálgico esses dias, vou postar duas fotos de Luanda, mas precisamente da Av. dos Combatentes.

Recebi essas fotos por e-mail e não sei quem foi o autor. Caso o mesmo se identifique terei o maior prazer em colocar os créditos.

Como dizem por ai: uma imagem vale mais do que mil palavras, então deixo de lero lero e envio as imagens...


Av. dos Combatentes, meados dos anos 70


A mesma Av. dos Combatentes nos dias de hoje...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Brincadeiras linguísticas


Propaganda da Coca-Cola em Luanda com "Frescura" no lugar de gelado. E o sexo oral, você pratica?

O vídeo postado pelo F. despertou realmente uma saudade imensa do sotaque angolano e me fez parar para pensar nas influências linguísticas que carregaremos para sempre aqui no Brasil depois de viver nessa terra.

Não podemos mais nos encontrar nos MSNs e Google Talks da vida que a Ju já vai dizendo:

-- Xuxis, tás em que altura?

Uma pergunta dessa não faz o menor sentindo para um brasileiro que nunca tenha conversado dois minutos com um português ou com um angolano. Na primeira vez, fica-se "boiando" mesmo, ou melhor, "sem perceber" (outra pérola!). Geralmente a resposta é: "no quarto andar do meu prédio".

Já a Branquela, sai-se sempre com essa, quando comenta-se qualquer coisa sobre ela, "nomeadamente" sobre os seus vestidinhos diáfanos: "Tás a me aldrabar". Meu Deus, como é difícil pronunciar esse verbo! Eu nunca consegui.

"Meter" é outra expressão absurdamente horrorosa, que faz corar o mais hypado dos clubbers da envergadura do Zé Kalango.

Hoje mesmo, li num jornal daqui uma expressão muito recorrente na nossa velha redação da Rey Katyavala: "toda a gente". Fez-me lembrar um episódio hilário, vivido por este datilógrafo num restaurante de Lisboa. Um grupo de seis brasileiros, falando alto como se estivesse em casa, sai-se com essa:

--Vamos todo mundo para a Alfama?

E o garçom, uma criatura bem abusada, certo de que "ao pé de si" estava todo o império português e a cartilha que ensinou o beabá a Eça de Queiroz, deu-nos uma lição:

-- Esses brasileiros são muito "giro" (já me imagino uma carrapeta): seis pessoas numa mesa e tratam-se por "todo mundo"!

Ahahaha. Era para ter dido "toda a gente" mesmo, mas não sabemos fazer isso.

Voltando ao vídeo, a melhor coisa é quando a apresentadora chama os alunos da "Universidade de Dúvidas e Omissões" de Luanda para ajudá-la a reponder sobre esse tema muito "giro":

-- O sexo oral, você pratica? (percebe-se aí a influência totally brasileira, pois não?)

Se depender as propagandas de gasosa e sorvete que vimos por aí... a questão está respondida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pra matar a saudades do sotaque...

E também da ingenuidade do humor angolano, publico aqui um vídeo enviado pela querida Kianda. É de um quadro de humor da TPA.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ora, podia ser a bananinha ou o maracujázinho. Mas não, é a moranguinha. E parece que ficou sem roupinha para vestir, em Angola. E diz ela, que vai ao "shopping mais próximo para comprar alguma roupa". Não pude deixar de rir com esta "notícia". A catraia, apesar de viajar pela segunda vez a Angola, vai descobrir que só há unzinho. A sortinha é que, a ver pela indumentária, vai gastar poucos kwanzas. Vai, vai!