terça-feira, 29 de julho de 2008

O invasor

Quem acompanha este blog sabe das dificuldades que enfrentamos para conseguir uma casa. Já foram várias as vezes em que nos mudamos e nossos amigos, neste momento, dividem-se em dois grupos: aqueles em cujas casas já moramos e aqueles que ainda não nos receberam.

No último fim de semana, nos mudamos para o que, acreditamos, será a nossa casa definitiva. Poderia ser o fim da novela, não fosse a quantidade absurda de problemas que surgiram nas instalações hidráulicas e elétricas. Neste momento, um batalhão de trabalhadores está lá, tentando solucioná-los.

Hoje só quero relatar um episódio. Não faz muito contei aqui uma invasão que o escritório onde trabalho sofreu. Pois bem, ontem foi a minha vez de lidar com situação semelhante. Estava eu me preparando para o sono quando a P., que havia ido buscar água na cozinha, me chama com uma voz típica, que já conheço. Fui até lá e a encontrei parada na sala:

- Tem um rato na cozinha. Eu vi um vulto passar correndo. Não pode ser uma barata, era muito rápido.

Para baratas eu não ligo. Basta pisar sobre elas e está resolvido o problema. Mas, como eliminar um roedor? Armei-me de uma vassoura, cheio de receios, confesso, e planejei abrir a porta da cozinha para espantar o intruso para fora. A P., mais esperta, pediu auxílio ao "senhor Proteção" (como sempre lembra o meu amigo A.).

O vigia entrou, achou o rato, e iniciou uma perseguição. O bicho tentava fugir para a sala, eu o espantava com a vassoura; ele voltava para o outro canto, o senhor Proteção tentava acuá-lo. Depois de um certo baile, o senhor Proteção voou sobre o roedor e o aniquilou. Com a próprias mãos.

Como se nada tivesse acontecido, recompôs-se em seguida, levantou a vítima - que ainda agonizava - pelas orelhas e a levou para fora. A P. impressionou-se:

- Você não seria capaz de fazer uma coisas dessas.

Não mesmo. Já estou a telefonar a empresas para mandar desratizar a casa.

9 comentários:

Anônimo disse...

F. e P.
Confesso que não imaginava que a pós-graduação em novas experiências pudesse chegar a tanto. Mas podem ter certeza que isso acrescenta muito na vossa vida. Lembrei dos idos anos 90, na loja de brinquedos no Gonzada, ,após uma chuva, entraram três ratazanas, cada uma com uns 2 kg. Que fazer? Chamei dois guardadores de carro que ficavam na rua em frente. As roedoras ficaram acuadas em um minúsculo banheiro, impedidas de sair por uma caixa de papelão estrategicamente colocada na porta. Os meninos, armados de porrete, travaram uma luta acirrada com as invasoras, mortas depois de muita peleja. Claro, os meninos estavam bem treinados, afinal, eram exímios no jogo de taco. Terminada a batalha, retirados os mortos (não sobraram feridos), limpo o terreno da contenda, restou a lembrança. Aí com aqui, os ratos estão na hora errada, no lugar errado e encontram as pessoas erradas.
Parabéns ao senhor Proteção, que esteja preparado não só para ratos.
chr

desdaqueleinverno disse...

fale ferdi!
me divirto muito (ou seria sofro junto) com suas histórias de luanda!
enfim, li a semana passada que pesquisadores da federal do rio grande do sul descobriram um mata-ratos natural: pó de feijão. isso mesmo! vc moe o pó no liquidificador e espalha em montinhos pela casa, frestas, etc. o bicho come e morre desidratado. simples assim. e outros animais ainda podem comê-lo sem se envenenar, salvando aí seus cachorros e gatos...
boa sorte por aí!
b

P. disse...

Calma, gente! Era só um camundongo... E confesso que me deu até uma peninha ao vê-lo morto. Sou bem mais ele do que as baratas!

Anônimo disse...

Nossa, P. como vc diz "era SÓ um camundongo"?
Para mim, teria sido uma catástrofe... Bjos
Celina

M. disse...

Fazia tanto tempo que eu não passava aqui. Não esqueci de vcs, não, mas a desculpa não é muito original: trabalho.
Enfim, entrei hoje e ia dizer que chegou aqui na minha mesa um livro do Pepetela, e eu lembrei de vcs. A primeira vez que ouvi falar dele foi pelo F., lá na casa da lagoa.
Saudade, muitas, muitas.
beijos,
Marina

Flávia da Costa disse...

Só de pensar no Sr. Proteção agarrando o agressor já me acabo de rir...
Mas a vantagem foi do vigia demonstrar a sua grande utilidade. E, me resta ainda lembrá-los de algo que também muito me incomoda: Há 5 ratos para cada ser humano no mundo. Sabiam disso? Ou seja, para eles que são maioria, os inconvenientes somos nós.
Detesto esta estatística!
Beijos!

Uma Brasileira nas Arábias disse...

Ah, vai... Eu também tenho pena dos camundongos, mas não quero vê-los por perto. Aliás, rato de tamanho nenhum.
O pior é que tenho que confessar que aqui em casa quem trata destes problemas sou eu, porque meu marido só faz "encenação", coitado. E como eu sou péssima em matar insetos, vou com um spray em cima (meia lata de spray por barata) e uma dúzia de chinelos para fazer lance livre. A sorte é que aqui é tranqüilo em relação a isso...
Raramente aparece um rato no quintal, culpa de algum vizinho descuidado (ou porco, mesmo).
Só que quanto a ratos, sei não. Ia pedir ajuda aos universitários... Haha! Bjs. Boa sorte aí, meninos. Paty

Lilás disse...

Hirc! Ratos, não dá prá agüentar!
Tem que chamar mesmo o Sr.Proteção.
abraço carioca

Migas disse...

O que eu me ri com o post e com os comentários da Flávia e da Paty! Muito bom! :o)

Ora bem, solução amorosa é arranjarem um gatinho para ficar a rondar o quintal. ahahah

Eu também não aguento ratos, sejam de que tamanho for. My god! Até fico doente só de pensar. Mas também, confesso que não gosto muito de fazer crunch nas baratas gigantes daqui. Nunca tinha visto nada igual! Então, a minha táctica é pegar na vassoura e atirá-la para o jardim, sem ter de ouvir o crunch do chinelo... ARGH