segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Atendimento aos leitores e uma pergunta

Dois dos nossos leitores postaram dúvidas em diferentes posts antigos e então resolvi responder com uma nova postagem, que pode ser útil a futuros leitores com dúvidas semelhantes.

O J., que está prestes a vir para Angola, pergunta sobre cuidados a tomar com a Malária.
Caro J., eu não sou médico e portanto não posso receitar nada a ninguém, mas posso contribuir com a minha experiência. A primeira coisa que lhe pergunto é: quanto tempo vai ficar em Angola? Se for um período longo, (mais de três meses) eu lhe diria para NÃO tomar profilaxia. Os danos que o uso prolongado dessas drogas podem causar ao seu organismo são maiores do que os de uma eventual malária que talvez você nunca pegue. Além disso, a malária não é um bicho de sete cabeças como pensamos no Brasil. Se você tratá-la rapidamente e com bons medicamentos, fica curado em três dias e sem seqüelas. Se for um período curto, você pode considerar tomar a profilaxia, mas nesse caso é melhor se informar sobre outras drogas menos lesivas. O Mephaquim tem efeitos colaterais horríveis, principalmente alucinações durante o sono. Eu passei três meses na África em 2005 e tomei uma profilaxia (já nem me lembro qual), mas se fosse hoje, com a experiência que tenho agora, não teria tomado. O melhor contra a malária é a prevenção. Compre um bom mosquiteiro tratado e instale sobre a cama. Evite se expor no início da manhã e no fim da tarde, horários em que o mosquito mais ataca. Se for para a rua nesses horários, use repelente. Eu passei um ano em Angola com essas medidas e não peguei paludismo.

A professora Damiana Brito pergunta sobre o livro "Bom dia, camaradas", do Ondjak.
Professora, eu não li esse livro específico, mas coloco aqui a sua dúvida para que outros leitores que por ventura o tenham feito possam contribuir com opiniões. Em março estarei de volta ao Brasil e, se for do seu interesse, estou a disposição para um encontro com os seus alunos onde poderia contribuir com um pouco da minha experiência sobre Angola. Se lhe interessar, me escreva com os seus contatos e tentamos combinar por e-mail.

Amigos nos perguntam por e-mail: Por onde andam o F. e a P.?
Nós já saímos de Angola, amigos. Estamos neste momento em Delhi, na Índia, onde a conexão com a internet nem sempre tem sido muito fácil. Daí a ausência deste espaço. Agora, a pergunta a todos os leitores que por aqui passam: vocês se interessariam por ler algumas histórias da Índia?

Respondam à enquete na barra lateral. Se a maioria se interessar, posso publicar algumas coisas aqui nos próximos dias.

7 comentários:

Julia disse...

sim, por favor! queremos histórias da Índia!

Saudações de Gurgaon,
Julia e Luis

F. disse...

Ah, mas aí não vale. Vocês têm mais histórias para contar do que eu!

Menina de Angola disse...

O bom filho a casa torna!!!!

Bom ter notícias de vcs! E lógico que quero saber tudo sobre a India.

Quanto a malária para quem é de SP sugiro uma visita ao ambulatório dos Viajantes no Emílio Ribas. Eles têm um trabalho excelente dáo todas as dicas de saúde e vacinas gratuitamente direcionadas especificamente para a região onde vc vai ficar.

Lá eles me desaconselharam a usar qualquer profilaxia contra malária e confesso que depois da primeira semana nem mosqueteiro e nem repelente eu uso...

;)

bj

Anônimo disse...

Que venham as histórias da Índia! Desde que não 'abafem' as histórias de Angola...

Já agora é Ondjaki e não Ondjak.

Denudado disse...

Cuidado! Há malária e malária! Dizer que a malária não é nenhum bicho de sete cabeças pode não corresponder à realidade. Ela pode ser um bicho de sete cabeças, sim. Deve ser levada a sério. Não devemos descurar o uso de mosquiteiros, repelentes e tudo o mais que nos for recomendado pelo médico!

Há formas de malária que são muito graves, as quais podem provocar a morte em organismos que tenham as suas resistências enfraquecidas. Mesmo quem for saudável e bem alimentado pode passar bocados muito maus por causa dela. Durante muitos meses, também, até que se consiga vencer a doença de vez. Felizmente, este tipo de malária é raro. Mas existe. Existe em Angola e em muitos outros países africanos.

Mesmo que tenhamos apanhado uma forma benigna (digamos assim) de malária,
logo depois ficamos muito mais expostos a outras doenças, porque a malária provoca anemia. Com efeito, durante a sua passagem pelo organismo humano, o parasita da malária provoca, literalmente, o rebentamento dos glóbulos vermelhos do sangue, que transportam o oxigénio para as células. A malária não é para brincadeiras. Ela não é um simples resfriado.

m.Jo. disse...

Já morei em outros lugares de malária endêmica, e concordo com Denudado: näo é caso prá histeria, mas não se pode menosprezar.
E quero saber as histórias da Índia, claro.
Namastê

Anônimo disse...

Tomem remédios, tomem tudo contra malária sim... não venham a Africa fresquinhos não senhores... agora então com a epidemia da raiva... enfim venham precavidos.
Lili