terça-feira, 24 de junho de 2008

Democracia com as próprias mãos

Eu não vi, mas há quem jure que aconteceu, no dia 4 de fevereiro deste ano, data em que se comemora o Início da Luta Armada pela Independência de Angola.

O presidente José Eduardo dos Santos foi ao Memorial erguido no Cazenga, como habitualmente faz todos os anos na data. No caminho havia uma estrada nova, construída pelo governo provincial de Luanda com verbas do governo central.

Acontece que a tal estrada não estava lá tudo isso. E por essas e outras, a população da região estava revoltada com o governador provincial, Job Pedro Capapinha.

Como governador aqui ainda não é eleito pelo voto – é indicado -, a população decidiu fazer democracia com as próprias mãos. Quando a comitiva do governador chegava ao Memorial, foi recebida por uma chuva de pedras.

A comitiva do presidente, que vinha logo atrás, ficou parada mais de 40 minutos até que a polícia dispersasse os “eleitores”.

Depois dessa, o presidente decidiu ouvir a voz das “urnas”. Exonerou Capapinha.

Não quero nem ver no que dá se o Brasil aprende a usar a “cédula” de pedra...

2 comentários:

fernando baião disse...

A estória não é mujimbu, não. Para além disso, o Presidente passou por outras estradas(?), que eram só buracos, ou melhor, autênticas crateras. Não sei se sofre da coluna, mas que ficou bravo, ficou.Deveria era ter exonerado os capapinhas, capapatas e capap#t#s que estão desgovernar o nosso país.Lançar pedras é pouco, deveriam ser também ovos e tomates mas infelizmente o nosso povo nem para comer os tens, quanto mais para os arremessar.

Anônimo disse...

No Brasil não surtiria nenhum efeito, uma vez que os políticos são autênticos "caras de pau".
chr