terça-feira, 3 de junho de 2008

A quarta casa...

Em menos de três de meses. Ainda mais temporária, só por alguns dias, até que nos mudemos para a quinta moradia, que também será temporária, no sábado.

É difícil explicar, porque eu também não conseguiria imaginar os efeitos de tanta provisoriedade quando vivia confortavelmente ao lado do Redentor na Casa da Lagoa.

Mas é mais ou menos assim. O cacimbo chegou para valer agora e todas as minhas roupas de frio estão numa mala que ficou na segunda casa - era grande demais para o espaço que tínhamos na terceira.

A quarta casa nos recebeu de coração aberto, mas não tem edredom extra - que já compramos, mas que ficou numa casa onde nunca moramos, mas que abriga outra parte de nossas bagagens.

Até a Dorô, recém-chegada à família, já abriga parte da bagagem e dorme com uma mesa nas entranhas – que ainda não encontramos onde deixar.

Parece engraçado, mas eu garanto pra vocês que cansa um bocado.

17 comentários:

Moira disse...

O máximo que me aconteceu foi mudar de casa 4 vezes no mesmo ano, mas isso assim é obra mesmo, é andar com a vida encaixotada o tempo todo. Começo a perceber que viver em Luanda é mesmo complicado.
Boa sorte para a casa nova!

Menina de Angola disse...

F. eu sei bem como vc se sente... logo que chegeui mudei 3 vezes e isso em menos de 1 mês... Agora estou confortavelmente instalada definitivamente até que alguém decida nos mudar de novo, rs... Mas é muito bom poder ter nossas tralhas esparramadas pela casa naquela bagunça organizada... Mas tenho fé que em breve isso se resolverá...

bj

fernando baião disse...

Mudar de casa em qualquer parte do mundo, cança, mas, em Luanda, é um calvário. Não sei quais as razões de tanta mudança, mas isso não pode parar?Que tudo corra bem, e que o próximo poiso seja de vez, durante a vossa estadia no país.

F. disse...

Pois é Moira, mesmo para alguém nômade como eu (meus amigos dizem que sou um colecionador de mochilas) a situação já passou da conta.

Menina de Angola, você sentiu um pouco do problema na pele, então. Mas imagino que, pelo menos no seu caso, você tenha recebido o apoio da empresa, certo? Isso já alivia muito. Nós estamos por nossa própria conta.

Fernando, basicamente isso acontece porque demoramos muito a encontrar uma casa pelo preço que podíamos pagar. Quando finalmente encontramos, nos preparamos para a mudança, compramos os móveis. Mas aí o proprietário lembrou-se de que faltava um documento na papelada da casa e não pudemos mudar. Estamos agora a espera de que ele consiga o tal papel e, enquanto isso, vamos nos virando em poisos temporários, contando com a solidariedade de angolanos e expatriados que conhecemos aqui para guardar móveis, tranqueiras, etc. Se souber de alguma casa por aqui, pode me avisar...

fernando baião disse...

Casa em Luanda, é fogo,e barata é como procurar uma agulha num palheiro.Só te posso dar uma força.

Migas disse...

Oh F. Eu sei também o que isso é, apesar de falarmos numa dimensão diferente porque, tal como disseste à Menina de Angola, tinha algum apoio da empresa. Em um ano eu mudei 5 vezes de casa sendo que 3, foram no mesmo condomínio. Mas também não era a situaçao ideal porque não vivia com a minha cara metade e tinha de partilhar a casa com mais duas nacionalidades. Esta onde estou também não me parece que vá ser a minha última casa cá. Estou com sérias dificuldades em levantar-me às 4.30h e como tal, deixo-me ficar até às 5h o que tem implicado 2 horas de transito logo pela fresquinha. E eu tenho mau acordar, por isso estás a ver o meu humor logo de manhã. :o(

Quanto às casas, eu não consigo ajudar muito. Também andei à procura de uma casa pequena na cidade, para que fosse mais barata, e é realmente complicado. Vai-me restar vir para a cidade mas, partilhar a casa com colegas, que também não é a situação ideal..

fernando baião disse...

Migas e F, realmente o problema para vocês é complicado, não sei como ajudar. Viver como saltimbancos não resulta, ainda por cima casados e se calhar, com filhos. Viver com mais gente desconhecida na mesma casa, só quando eramos estudantes.Assim, nem dá tempo para pensar os problemas que vos rodeiam e que não são poucos. Coragem.As férias grandes estão a chegar e vai dar para desanuviar.

F. disse...

Fernando, obrigado pelo apoio. Para nossa sorte, não temos filhos.

Migas, eu também tentei dividir casa com colegas na cidade, mas por incrível que pareça foi muito difícil conseguir gente interessada. Apesar dos preços altíssimos, as pessoas resistem a essa idéia, tão comum entre expatriados em outros países.

Nancy Casagrande disse...

F. E P.,
Depois de um tempão, aqui estou de volta...
Sabe que tanto vai-e-vem me lembra a vida missionária de algumas irmãs, que eu vi durante a infância, quando estudava no colégio de freiras. Vcs são bem semelhantes a elas... A única diferença é que elas não tinham opção...
Bjs e saudades
Nan

F. disse...

Oi Nan, que bom que voltastes.
Na verdade as irmãs também haviam virado freiras por opção, né? Mas acho que, no nosso caso, as mudanças de casa são mesmo falta de opção. Ei, não deixe de ler os relatos sobre a Grande Família. Tenho certeza de que você vai adorar. Bjs.

kianda disse...

pois f. eu tb só posso deixar a minha força porque "barato" e "Luanda" são palavras que não combinam ... tenho algumas amigas que têm uns apês pequeninos na maianga muito giros, mas ... conseguiram alugá-los muito bem ;-) , ou seja, por um preço "bom"

Anônimo disse...

F. Como tudo na vida existe o lado bom e o ruim. No vosso caso o bom é que vcs passam a valorizar o que sempre tiveram e o que ainda terão, com certeza com muita saúde, amor e carinho (e $ tb, oxalá). Beijos saudosos RD.

Migas disse...

Não é nada fácil Fernando. Eu também não tenho filhos. Mas mesmo assim torna-se aborrecido esta instabilidade. É precisamente isso que eu penso: partilha de casa era para a época de adolescente, não agora. Felizmente eu, apesar de rezingar acabo por me adaptar. Para mim, o que me vai fazer um dia desistir de Angola vão ser a casa e/ou acordar às 4:30h. Não vão ser as pessoas, as estradas, a falta de água ou luz mas sim, não ter um espaço que possa chamar de meu e ter de acordar de madrugada e chegar já de noite. Quem não conhece esta realidade, tem dificuldade em entender. Nós não somos "emigrantes" normais. Eu não considero... Mas enfim, 15 dias mais, e estou em Portugal! :o)

F. disse...

Kianda, obrigado, a coisa aqui é difícil mesmo. Os preços "bons" para quem é proprietário, infelizmente, são "ruins" para quem precisa alugar.

RD, você tem razão. Eu achava o Rio de Janeiro caro... Imagina só. Tudo vai se resolver. Bjs.

Ei Migas, Luanda não será a mesma sem você! Bjs.

Livia disse...

olá "F". Estou vendo que você está às voltas com achar um lugar legal pra morar em Luanda. Sou brasileira, do Rio, me mudo pra cidade em agosto. Vou passar um ano aí trabalhando numa ong com direitos humanos e está sendo difícil achar um lugar pra ficar. Será que você, ou alguém que você conhece, toparia dividir um apartamento? Acho que dividindo, os custos altíssimos ficam menos absurdos, não? Obrigada! Livia.

F. disse...

Olá Lívia,
Peregrinei tanto por esta cidade (hoje estou na sexta casa e no fim de semana devo me mudar para a sétima) que criei uma rede de interessante de solidariedade da moradia em Luanda. Acho que posso te ajudar com isso. Escreva para o e-mail casa_de_luanda@yahoo.com para trocarmos idéias sem a exposição pública do blog.
Um abraço e seja bem-vinda!

AR disse...

Olá a todos, gostaria de saber se alguém sabe de alguma casa na zona de Benfica em Angola, Luanda. Uma casa com um preço amigavel e que tenha conforto e pelo menos um fogao e frigorifico. pode ser apenas um quarto de uma casa para casal... agradecia ajuda. obrigada