quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A infância triste da nossa angolana de fibra

Continuando a história da nossa heroína, Nina nasceu no Uíge, onde o pai era camponês. Ainda bebê foi trazida pela mãe para a casa de um tio em Luanda, onde estaria a salvo da guerra. A mãe voltou depois para a província e elas nunca mais se reencontraram. Nina cresceu longe dos pais, dos três irmãos mais velhos, todos também distribuídos entre casas de parentes.

Na casa do tio, ela aprendeu a frequentar a igreja das Testemunhas de Jeová. Na igreja, aprendeu a ler e a escrever, mas nunca foi matriculada pelo tio numa escola. "Ele foi muito bom para mim em muitas coisas, mas em outras...", lembra. "Ele me fazia como uma empregada, tomava conta aos filhos dele. Meus primos estavam na escola, mas eu não podia estudar. Tinha de cuidar da casa. É uma vontade muito grande que eu tenho, até hoje, a de ir para uma escola, aprender as coisas."

Outra queixa de Nina do tempo em que vivia na casa dos tios é a falta de carinho. "Não é a mesma coisa que ser criada pelos nossos pais", diz. "Eu cresci assim, sem amor, sem carinho. Foi muito triste isso."

Nina só conheceu a mãe em 1997, quando tinha 17 anos de idade.

Amanhã, como ela deixou a casa dos tios para recomeçar a sua vida. Não perca, às 20h.

Um comentário:

Sal Ober disse...

muito triste a sua história.
e muito interessante como conseguiu fazer desta historia mesmo uma novela. muitos muitos parabens

saudações

http:\\coresemtonsdecinza.blogspot.com