domingo, 9 de março de 2008

A Casa (da Ilha) de Luanda

Depois de duas noites em aviões, três aeroportos e um dia inteiro parado em Lisboa, a Casa de Luanda começou. Ainda é provisória, é verdade, mas nos deu as boas-vindas mostrando que os boatos sobre a infra-estrutura na capital angolana são verdadeiros. O primeiro banho, depois de 48 horas de viagem, foi de balde. Sem energia elétrica, a bomba não funciona e, sem ela, não há água nos canos. Enchemos o balde numa cisterna que se acessa por um buraco no chão da cozinha. A energia voltou à noite.
É uma casa branca, com quatro andares – se considerarmos a laje, transformada em área de lazer –, três quartos, cozinha e sala de estar. Na garagem ficam o gerador, acionado à noite quando a energia não volta, e a bomba de água. Estamos instalados na Ilha de Luanda, uma península na entrada do porto. A Oeste fica o Oceano Atlântico; a Leste, a Baía de Luanda, repleta de navios que aguardam vaga para atracar. A cidade propriamente dita está do outro lado da baía. Da varanda da casa, temos as duas vistas.
Apesar de agradável, este não será nosso lar definitivo. Estamos hospedados aqui até encontrarmos uma moradia definitiva, o que pelo jeito não será fácil. O déficit habitacional é imenso em Luanda, onde vivem – segundo estatísticas não confirmadas – 6,5 milhões de pessoas. Isso num país com 8 milhões de habitantes. Encontrar a nova Casa de Luanda será nosso desafio a partir de amanhã.

8 comentários:

anna v. disse...

Boa sorte! E continue postando. Aliás: como é o acesso à internet por aí?

M. disse...

Oba, notícias fresquinhas. Bom saber que chegaram bem. Boa sorte na procura pela Casa de Luanda. beijos.

valéria mello disse...

Olá! Descobri nas minhas naveganças a casa da lagoa e sempre dava uma passadinha por lá, apesar de nunca ter comentado. Agora vim visitar a casa de luanda e desejar boa sorte no novo lar.

Abraços.

Ferdi disse...
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Valmir disse...

Boa sorte, muitas felicidades por aí. Bem comédia essa história dos prédios em Luanda. Fiquei na dúvida se eles têm um síndico. Abs
Zambrano

F. disse...

Fala Zambra, só vendo os prédios aqui é que eu descobri a falta que faz um síndico. Abs

Valmir disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

O MPLA COMO MARCA


O MPLA como Marca representa um poder permanente em função de mais do que a sua história e multiplicidade de histórias e perpetuações das suas tradições.
Um dos factores qualitativos de recriação da sua força consiste na lealdade da corrente regeneradora dos seus aliados.
Os seus atributos, qualidade e expectativas criadas e uma amálgama de resultados e sua funcionalidade reforçam uma narrativa que impulsiona a sua existência.
Não há dúvida de que as crenças sagradas, criações, metas e seu prestígio, sua visão e missão, capacidade de inovação reforçam o seu posicionamento.
A sua suposta notoriedade e fidelização em constante construção criando boas ligações emocionais melhorarão consideravelmente essa marca.
Sendo assim será que a marca MPLA é um sistema propulsor e fonte de criação de valor?
Será que a notoriedade do MPLA continua a ser evocada de forma espontânea?
Para que a marca MPLA se perpetue será necessário que as atitudes das pessoas correspondam a avaliações globais favoráveis.
Não há dúvida que a força da marca MPLA quase se confundirá a um culto descentralizado e de interacções e laços fortes e experiências partilhadas que criam várias identidades verbais e simbólicas.
Para falar da antiguidade da Marca MPLA teremos que falar forçosamente do seu núcleo fundador de Conacry dos anos 60.
A marca MPLA se perpetua pelo seu prestígio devido as associações intangíveis, pelo seu simbolismo popularizado incontornável e grandes compromissos com o passado.
O MPLA como marca, alem de possuir narrativas de sobrevivência, inclui testemunhos que dão a história, significados mais profundos e grande carácter de emocionalidade.
A história do nacionalismo e luta de libertação pelos actores de renome a partir da fundação do MPLA em Conacry pelos seis fundadores bem personalizados, como Viriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, Hugo José Azancot de Menezes, Lúcio Lara, Eduardo Macedo dos Santos e Matias Migueis perpetuarão essa marca de forma reflectida.
Poderemos então afirmar que os fundadores de Conacry foram os agentes prioritários e fundamentais da verdadeira autenticidade da marca MPLA.
A dinâmica da história e a construção de identidades pressupõem estados liminares, pelo afastamento constante de identidades anteriores.
Desenvolver a cultura da marca MPLA exigirá um constante planeamento e estratégias que permitirão reunir e sentir esta marca global.
Para terminar apelaria que nas verdadeiras reflexões que a lenda da marca não obscurecesse a lenda dos fundadores verdadeiros artífices.
Escrito Por:
AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES