sábado, 15 de março de 2008

UNITA x MPLA


As bandeiras da UNITA e do MPLA, respectivamente: união, por enquanto, só mesmo nesta imagem

No último dia 9 um confronto aberto entre partidários do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e da UNITA (União Nacional para Independência Total de Angola) deixou três mortos e seis feridos em Mungo, na província de Huambo. É o capítulo mais recente de uma história de ódio entre as duas forças políticas que mergulharam o país na guerra civil durante 27 anos.

A guerra acabou em 2002, mas a proximidade das eleições parlamentares, marcadas para setembro, deixa todos preocupados. Afinal, foi assim que o primeiro acordo de paz foi quebrado, em 1992.

MPLA e UNITA estão, para os angolanos, como Grêmio e Internacional, para os gaúchos, Flamengo e Vasco para os cariocas, Corinthians e Palmeiras para os paulistas. Não se misturam e não se toleram até hoje. Com o agravante de que resolvem as diferenças à bala.

Não sei se as pessoas são realmente politizadas, mas existem muitas bandeiras do MPLA pelas ruas de Luanda. E também já notei muita gente com bonés e camisetas desse partido, no poder desde a independência, em 1975.

Até agora só vi um homem com uma camiseta da Unita. Talvez porque a liberdade de expressão ainda não seja uma conquista consolidada. (É por isso que assinamos com iniciais este blog. Atenção, amigos: na hora de deixar comentários, evitem citar nossos nomes.)

4 comentários:

Tatiana disse...

Queridos P. e F.,

Devorei os textos do blog, como fazia com a Casa da Lagoa, e vou ficar torcendo muito por vocês aí.

Bjs,
Tati (de BSB)

Prof. Ramalho disse...

Partidos e tendências política, iguais em qualquer parte do mundo. Por que será que não juntam as forças para realmente solucionar e atender às necessidades da sociedade?

P. disse...

Tati!!! Como está o Rafinha? E o Beto? Beijos saudosos aos 3!
Prof. Ramalho: e quem disse que estão interessados nas necessidades da sociedade?

P. disse...

Tati!!! Como está o Rafinha? E o Beto? Beijos saudosos aos 3!
Prof. Ramalho: e quem disse que estão interessados nas necessidades da sociedade?