sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Roque Santeiro Voador

Os auto-falantes da cabine anunciaram, logo depois do anódino almoço servido pelos tripulantes, que estava aberto o período de compras de free shopping do vôo 172 da Air Namíbia entre Windhoek e Luanda. A partir daquele momento, os passageiros que assim o desejassem, poderiam procurar os hospedeiros... A explicação nem terminou e os comissários já estavam cercados por angolanos, revista com as ofertas de produtos numa mão, notas de dólares americanos na outra.

Uma dessas "banquinhas" estacionou bem ao nosso lado. E começaram as negociações de produtos. Uma passageira mais afoita pedia em português mesmo:

- Eu quero três diquinay. Três diquinay pra mim.

Fiquei a imaginar o que seria o tal produto, dúvida que sequer passou pela cabeça do comissário de bordo, pois que imediatamente saiu-se com três frascos de perfume DKNY.

- It is 135 american dólars - ele disse em inglês.
- Tem aqui 200 dólares - respondeu a passageira em português.

O hospedeiro devolveu 50 dólares e pediu a ela que esperasse, pois não tinha mais troco. Ela continuou ao lado, a revista na mão. Outros passageiros chegavam comprando, um tentando ser mais rápido que o outro. A passageira diquinay pediu mais alguns produtos, deu mais algum dinheiro, no fim das contas, o hospedeiro continuava a lhe dever USD 20. Pelas contas dele. Pelas dela, eram 30 USD.

- Me dá mais um diquinay e fica certo.
- You have 20 dolars back, this costs 45 dolars.
- Não, me dá só mais um diquinay e tá certo.

Começaram a debater os valores, tentando um acerto de contas. Nisso chega a tia da "diquinay", gritando do outro corredor.

- Oh minha sobrinha, dá só 20 dólares à tia.
- Eu não tenho 20. Só 100. O troco aqui não chega.

Pelo auto-falante, outra comissária começa a anunciar que o vôo está se preparando para aterrisar em Luanda. O Free Shopping vai ser encerrado... O quê? Encerrado? Bateu o desespero nos outros passageiros que ainda não estavam satisfeitos com suas compras. E a banquinha do hospedeiro foi cercada por mão cheias de notas de dólares que pediam mais um perfume, mais um uísque, mais não sei quê. Nossa fileira, àquela altura, já era uma sucursal voadora do Roque Santeiro.

A passageira diquinay finalmente chegou a um acordo com o hospedeiro. Foi pedindo mais um diquinay, e mais outro, e mais outro, até que a conta chegasse a um número inteiro e ele não precisasse lhe dar troco. Quando parei de contar, ela já tinha seis fracos de perfume na sacola, mas é possível que tenha levado mais.

Foi a primeira vez na vida que vi uma tripulação ter de implorar para que as vendas fossem encerradas. Depois de várias tentativas pelo sistema de som, a comissária chefe decidiu meter ordem na confusão, com o Airbus 340 já apontado para a pista, na reta final de aterragem. Mandou o carrinho de volta para o fundo do corredor, no que foi prontamente seguido por um senhor gordinho, de terno, que não terminara as compras.

O auto-falante continuava anunciando a chegada, pedindo a todos que voltassem aos seus assentos, mas o senhor gordinho só passou de volta segundos antes da aeronave tocar a pista, com um sacola que mais lembrava a do Pai Natal.

Com o avião já aterrado e as portas abertas, os sinais da guerra de consumo podiam ser vistos por todos os lados. Restos de plásticos das embalagens, de caixas de papelão, de revistas do free shopping picotadas, além de latas de bebidas, copinhos, guardanapos e lixo de todo o tipo espalhado pelos corredores e entre as poltronas.

Parecia mesmo o Roque Santeiro depois de um dia de comércio intenso.

18 comentários:

Afonso Loureiro disse...

Porque não estou eu espantado com a confusão?

Moira disse...

Que sorte não terem viajado com as galinhas... a mim já me aconteceu :)

Anônimo disse...

Ferdi, texto perspicaz e merece ser inserido em um livro.
Estou feliz por estarem de volta.
Beijos.
chr

Flávia da Costa disse...

O diquinay deve ser bom mesmo! hahaha
O texto esta otimo como sempre!

Vou morrer de saudades de voces...

Anônimo disse...

É impresionante como esse senhor aproveita toda e qualquer oportunidade ,para denegrir os angolanos.Não se trata de xenofobia,nem de nacionalismo irracional,mas ainda não vimos nenhuma postagem do mesmo, descrevendo cenas caricatas do seu país de origem,como se no mesmo as mesmas não fossem frequentes ou não acontecessem tais como motoristas de taxi,que revelam a morada dos turistas aos gatunos ,para mais tarde serem roubados,policiais que espoliam turistas,prostitutas que com os seus proxonetas e com a cumplicidade policial depenam ,quem só queria uns minutos de prazer,brasileiros que têm um comportamento inadmissível a bordo das aeronaves(veja-se o comportamento dos mesmos nas aeronaves da TAAG)etc,etc,etc,mas no entanto esse bloguista,cujas postagens só servem para denegrir os naturais do país que o acolhe de braços e coração aberto nunca nos brindou com uma história transcendente,que há tantas do seu país ,que espero não seje o mesmo da tripeira ,que aproveita as suas postagens,para revelar o seu revanchismo,por terem sido expulsos duma terra ,que como a do seu país de origem não souberam dirigir.Espero ansiosamente que as suas postagens,demonstrem que o senhor é um cidadão do mundo e enriqueça esse blog,com postagens de origem diversificada incluindo histórias do seu país.

F. disse...

Meu caro anónimo, ao contrário do que parece acontecer consigo, a minha nacionalidade não anula o meu senso crítico e a minha capacidade de enxergar os defeitos que o meu país tem - e que como bem descreve, não são poucos. Se hoje escrevo sobre Angola e angolanos, é porque aqui vivo. Antes vivia no Rio de Janeiro e escrevia sobre Brasil e brasileiros. O nome do blog era Casa da Lagoa. Faça uma visita ao casadalagoa.blogspot.com. Poderá constatar que jamais economizei críticas e elogios aos meus conterrâneos. Assim como faço aqui. Se procurar melhor, vai encontrar nesta casa vários elogios aos angolanos que os merecem. Já a essa elite odiosa que esbanja a miséria dos 75% restantes da população nos diquinais dos free shoppings de avião, não encontrarás afagos. Se o senhor pertence a essa elite que se locupleta às custas da desgraças de um povo, sinto muito por si. A única coisa que posso lhe recomendar é: se este blog tanto o incomoda, sinta-se à vontade para não mais retornar.

fernando baião disse...

Como angolano não fico preocupado com as críticas que um estrangeiro faça sobre o nosso quotidiano e muito menos sobre o caricato de algumas situações que se passam no nosso dia a dia e mesmo nas viajens dos nossos compatriotas ao exterior ou interior do país, desde que não sejam ofensivas.Já vi cenas mais degradantes em aviões levadas a cabo por expatriados das empresas de construção portuguesas e brasileiras, dos turistas portugueses que vão emm bandos ao Brasil passar férias e levam bolos de bacalhau, sandes de queijo e presunto e garrafões de vinho e emporcalham os aviões, trabalhadores das plataformas de petróleo, brancos loiros e de olhos azuis que se embebedam a bordo nos aviões que os levam para França, Bélgica e outros países europeus e brasileiros que também se portam mal nos aviões da nossa, também não muito boa, companhia aérea, Taag. A crítica, quando feita com o objectivo construtivo e até muitas vezes com um certo sentido de humor, ajuda a pensar os nossos problemas, que não são poucos, milhões de pobres a viver na miséria, fome, doenças, prostituição infantil e não só, meninos de rua, que deviam ser o futuro da Nação, falta de escolas, hospitais e sobretudo, grande falta de civismo e umas dezenas de muito ricos, que só olham para o seu umbigo.O Anónimo, meu compatriota, sabe que tudo isso é verdade, se existem estrangeiros que só estão cá com o objectivo de "sacar", existem outros, se calhar a minoria, mas que são honestos e têm todo o direito de fazer críticas a alguns comportamentos da vida social, pois estão inseridos na nossa sociedade. Vivem connosco, com o nosso lixo, o trânsito infernal e outras situações tão conhecidas que não necessito de enumerar.Existe ainda muito preconceito, mas já vai sendo tempo de esquecer as sequelas do colonialismo, de ver o branco como o mau da fita, maus existem em todos os continentes, sejam brancos, negros, amarelos ou vermelhos, mulatos, cafusos,kilombo kiasas, pardos, fronteiras perdidas ou outra côr que se queira inventar. É preciso levar a crítica na desportiva, como dizem os nossos irmãos brasileiros, com fair play, como dizem os europeus ou numa boa, como dizemos nós. Um forte Kandandu

F. disse...

Fernando, só posso aplaudi-lo. Pensamos exatamente da mesma forma. Acho que o primeiro passo para resolver problemas é aceitá-los, reconhecer que eles existem. Escondê-los só ajuda a perpetuá-los. No Brasil, na Europa, aqui, em qualquer lugar do mundo.

Rubra Rosa disse...

Conheço por desejar um Feliz 2009 à todos. Fico feliz por à casa voltar a estar "movimentada". conheço o blog a muito pouco tempo, mas lembro-me que foi através de um artigo(que alguém reencaminhou) sobre as aventuras a bordo de um cidadão brasileiro que "queria" ser o primeiro passageiro a desembarcar!!!!! Desde então visito a casa, porque gosto da forma como abordam os diferentes problemas e assuntos e se por acaso estão a "denegrir-nos"(mwangolés) eu não vejo como pois, relatar factos ou cenas verídicas nunca foi crime.
Eu leu mais blogs e sites informativos angolanos ou que falem de Angola e sinceramente agradeço a todos que o façam, pois assim consigo realmente estar ao corrente da situação em Angola. Ao meu conterra anónimo fica calmo, para divulgar só o que alguns querem ouvir já basta o Jornal de Angola(passea publicidade). Angolanamente na PAZ, bom trabalho aos "bloguistas" desta página/

Anônimo disse...

Meu caro F,duma coisa pode estar certo se pertencesse a esse elite,que o senhor critica tão veementemente,mas que de certeza se benefecia dela,utilizaria de certeza outros metódos,para lhe mostrar a minha contestação,metódos esses que reprovo e de que já fui vitíma ,por essa elite que usurpa os bens publícos e remete para a miséria a maioria desse povo,Do que não abdico,é de defender a minha honra e a dignidade desse povo, de pessoas como você e dos seus apaniguados e de não admitir ,que sejamos todos tratados como uma cambada de ignorantes, corruptos e candongueiros.Duma coisa pode estar certo,quem compra três ou mais embalagens de perfume á bordo não é a elite, mas cidadões, que estão a garantir muitas das vezes o sustento familiar, com a margem de lucro que irão obter na revenda,motivo pelo qual o negócio informal é uma forma de sustento de muitas famílias.motivo mais que suficiente para a disputa na aquisição de certos "items".Fazer dessa necessidade,motivo de chacota e não saber diferenciar essa pessoas do restante dos cidadões angolanos é revoltante e demonstra ,como a sua critíca mordaz é ofensiva.Porque que é que os meus caros conterrãneos não comentaram,o comentário ,de que só faltavam as galinhas? É por causa dessa nossa passividade, de permitirmos ,a ofensa sem ripostarmos é que será difícil,mas não será de certeza impossível,pois sabemos muito bem ,quem se benefecia com a bajulação e com a subserviência a tudo que vêm da estrangeirada, que como diz o f.BAIÃO,uma boa maioria benefecia com a miséria em que vivemos.Meu caro F. sempre pensei,que tivesse horizontes mais vastos,para nos revelar os seus dotes de escriba,pois nesse mundo globalizado.onde a comunicação é uma ferramenta inquestionável,limitar-se ao lugar onde está estabelecido, revela uma imaginação parca de recursos e uma ofensa aos leitores das suas postagens, nomeadamente aos angolanos ,que poderiam comprovar se a sua critíca mordaz e ofensiva é na realidade um facto e se aplica em relação a outros países incluindo o seu.

F. disse...

Meu caro anônimo, seu argumento beira o patético. Quem precisa comprar frascos de perfurme para garantir o sustento da família não passa as festas de fim de ano na Namíbia, porque não tem 700 dólares para pagar numa passagem de avião para Windhoek. E não usa relógio e armação de óculos cravejados de diamantes. Você está muito enganado sobre o que acha que sabe da minha vida. Eu não vim para o seu país para trabalhar. Vim como voluntário, sem remuneração. Passei um ano aqui tentando ajudar a melhorar a vida do seu povo necessitado, coisa que você e a oposição a que diz pertencer não fazem. E sabe por que não fazem? Porque estão mais preocupados em garantir as pequenas mordomias e as migalhas que desde 2002 a elite no poder lhes destina. Quem são, afinal, os verdadeiros bajuladores da elite? Quem precisa expandir os horizontes é você, meu caro anônimo. Em lugar de ofender e ameaçar as pessoas desta Casa, como já fez no passado inclusive apelando para baixarias, desça desse seu orgulho tosco e aprenda que todo país tem defeitos e qualidades. E aceitar os defeitos é o primeiro passo para tentar corrigi-los.

Anônimo disse...

FELIZ ANO NOVO para todos os moradores, visitantes, amigos e vizinhos desta CASA DE LUANDA.

Ao MEU CONTERRA ANÔNIMO desejo-te FELIZ ANO NOVO com novas ideias, pensamento positivo e por favor, procure aprender também em todas as circunstâncias, e não despreze um bom conselho ou uma crítica, só porque lhe chegou de lábios/mãos/mente que você julga menos puro(a)s.

Patyfendes

Anônimo disse...

Caro Anônimo indignado!!! Essa sua posição aversa a um comentário é típica de quem fanatiza uma posição política. Não é privilégio de seu país, que a maioria dos políticos defendam seus interesses pessoais. Estar na situaçao ou oposição é tão somente uma questão de tempo. Todavia, o tempo passa e muito pouca coisa muda para a população. Pessoas com maior clarividência, como a grande maiorias dos hóspedes e visitantes deste blog, devem aproveitar a oportunidade e colocar suas manifestações. O importante é que sejam isentas de preconceito e julgamentos. Como aqui não é foro de debate político, é importante ter mente e coração com abertura para enxergar a evolução do relacionamento humando, independente de suas origens. Só iremos contribuir para o enriquecimento e compreensão da sociedade humana, seja qual for, se pensarmos e agirmos com amor.
chr

Anônimo disse...

Dou meu maior apoio ao comentário de CHR. Perfeito, elegante e sincero. RD

Anônimo disse...

Meu caro F.
Nada sei da sua vida muito menos quem você é, e o que faz,nem estou interessado em saber, mas duma coisa tenho a certeza,você veio com defeito,mas não se preocupe muito,pois ninguêm é perfeito,só que expor dessa forma ,as suas deficiências de avaliação,de análise, de argumentação, já são outros quinhentos.Então o meu caro acha ,que a verdadeira elite ,aqueles que detêm,o poder ,disputam na "marra" a aquisição de perfumes ou qualquer outro "item" a bordo de aviôes.E, sabe porque é que não disputam,meu caro?Porque,de cima do pedestral,onde vivem,evitam ao máximo misturar-se com a ralé,evitando até os voos de carreira, preferindo os"executivos privados, onde não estão sujeitos aos constrangimentos, provocados pelas carreiras normais,e porque têm, toda essa cáfila de estrangeiros e não só, que para manterem cá os seus negócios e as suas "benesses",proporcionam-lhes todo o tipo de mordomias.Náo confunda os fezadeiros ,que após um negócio ,muitas vezes ilícito exibem de forma exuberante os frutos do mesmo,comprando tudo e de forma descontrolada, pensando muitas das vezes,já após ,os dividendos do referido negócio terem se esgotado.Meu caro, não seria patético perguntar-lhe ,como é que o senhor ,que para cá veio ajudar os pobrezinhos dos angolanos consegue também ir passar o "reveillon " a Namíbia,não usufruindo de nenhuma renumeração,por cá estar,como disse,ou o meu caro será mais um daqueles, que usufruindo das enormes facilidades,que a elite dá aos estrangeiros,em detrimento dos angolanos,tornou-se empresário?Mas o seu maior defeito de avaliação é pôr os angolanos em dois campos diametralmente opostos.Ou são da elite ,e defraudam o erário publíco,ou são da oposição e penso ,que se referia a oposição legalmente constituida, e vive das migalhas do regime.Que falta de respeito,que injúria,que vil difamação.Será que o senhor não admite a eexistência de cidadões incomformados,revoltados,espezinhados nos seus direitos mais básicos,procupados com a perca dos valores éticos,com a falta de civismo,com as portas que se feixam ,por não pertencerem a mesma cor clubística,ou por não terem um apelido sonante e que e que anseiam esperançados por uma mudança que ponha fim a esse estado de coisas e a essa falta de oportunidades que é negada de forma descarada a maioria dos cidadões dessa Angola,que não estão conectados com o regime.É precisamente esse erro de avaliação,que perdura mundo fora,que faz a péssima imagem que os angolanos têm pelo mundo e que é urgente que se começe de forma abnegada a desmentir,pois já basta a pessíma imagem com que ficamos,por causa dos expatriados oriundos do Zaire.Meu caro,em nenhuma parte dos meus comentários dei-lhe sequer a hipótese de tirar a conclusão de pertencer ou ao governo ou a oposição legalmente constituida, que vive como disse e muito bem ,a custa dos migalhas do governo, e só uma manifesta baixaria leva-lhe a levantar essa hipótese.Baixarias ,que se for verificar o histórico não partiram de mim,mas que nunca deixarei ficar sem resposta,pois embora católico,não sou JESUS CRISTO.Respeito o seu idealismo e as suas convicções ,pois o idealismo é o tónico da alma e é esse idealismo que fez com muitos de nós,hoje cidadões incomformados,nos arrependamos, de com risco da própia vida ,termos contribuido,significativamente,para que essa cafíla de oportunistas esteje hoje no poder,por isso meu caro,reveja bem as suas opções,para que mais tarde não se sinta defraudado, uma vez que pelo que me parece o meu caro é o ultímo dinossauro da chamada SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA" de tão triste memória. Aos meus caros conterrâneos ,quero dizer-lhes que não se trata de fanatizar uma posição,ou de não ter fair-play,ou de não respeitar as diferenças ,mais por pensar ,que é chegado a altura de começarmos a preocupar-nos ,com a nossa imagem a não ser que não tenhamos um pouco de orgulho por sermos angolanos e estejamos com um pé cá e outro lá a ponto de idiolatrar,tudo o que vêm de fora,inclusive opiniões que denigrem a nossa condição como seres humanos.

Anônimo disse...

Valeu,meu caro,é bom saber que há quem tenha orgulho,por ter nascido nessa terra e mostrar a essa corja de abutres e assimilados, que temos de perservar a nossa imagem,pois somos um povo com identidade e vontade própia que essa elite que nos governa não conseguirá vergar.

Anônimo disse...

mas essa elite que nos governa foi escolhida por nós. Ou não?
Nós temos o poder nas mãos, através do voto, e quem está no poder, só lá está, porque nós fomos todos a correr votar no 10. Ou não?
E agora estamos a reclamar o quê?
E ainda por cima a descarregar as nossas frustrações em cima de quem não tem culpa nenhuma.
Temos de ser uma Angola de todos e para todos, mas isso também só se vai conseguir dentro das próximas gerações, que esperamos todos, sejam bem melhores do que esta.
Porquê que você, anónimo, não cria um partido político, e talvez daqui a 4 anos, haja menos votos no partido do poder e mais votos divididos pelos outros partidos?
Ou não acha que, se não houver maioria absoluta, o partido no poder fica menos arrogante? E actua mais em prol do necessitado?
E assim, talvez, você não precise de "atacar" quem não merece ser atacado.
Fique bem
Ana

Aeromoça disse...

gostei do texto, da história e da atitude! parabéns!!

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