segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Os que ficam


Nós poderíamos ter nos conhecido em alguma recepção da Embaixada Brasileira ou em alguma festa de expatriados, mas fomos nos conhecer no lugar mais improvável: a Direcção de Viação e Trânsito.

A F. (não confundir comigo, o F.) havia chegado um pouco depois de nós a Luanda. Ainda não tinha casa, nem a companhia do A., que estava terminando alguns trabalhos no Brasil antes de se mudar. Mas, principalmente, não tinha a carteira de condução angolana, o que permitiu que nos conhecêssemos.

Ela também estava lá na noite do linguado de guerra, com o A. recém-chegado a Luanda. E pouco tempo depois eles abriram as portas da casa deles para nos receber, a mim e a P., como já contei aqui.

Ficamos lá hospedados por duas semanas, mas eles nunca mais se livraram de nós nos almoços e jantares e festas e passeios a Cabo Ledo e cantorias nas tardes de domingo. Nem na Namíbia, por onde viajamos no ano novo e onde tirei a foto que ilustra este post.

Foi a F. quem primeiro começou a sofrer a nossa partida, ainda em novembro, quando nem nós pensávamos nisso. E foi ela quem melhor classificou minha tagarelice, com um adjetivo que a P. usa à solta agora: comunicativo. (Não se preocupe, eu sei que era um elogio.)

Amiga, por agora nos distanciaremos no mapa, mas você sabe, estaremos sempre por perto. Para os dias difíceis que o futuro possa nos reservar, mas também para os momentos alegres que ainda vamos viver, como aqueles da nossa viagem à Namíbia.
Afinal, nossos futuros filhos terão de crescer juntos, lembra? Já tínhamos decidido isso por eles... ;-)

2 comentários:

Anônimo disse...

A partida de vocês deixou Luanda ainda mais triste... Vamos ter que aprender a viver sem F e P ao nosso lado. Não será fácil.

Saudades sempre,
da F.

Diário da África disse...

É verdade.
E eu preciso voltar logo para Luanda, pois morro de saudades do meu amor!